Sampaense com fim-de-semana desastroso

A cinco jogos do início do “play-off” todas as partidas são fundamentais para a manutenção do segundo lugar e por esse motivo, era importante garantir pelo menos uma vitória frente a duas equipas piores classificadas.

Quem segue a carreira do Sampaense neste campeonato sabe que a equipa beirã tem alguns momentos menos conseguidos, mas nas alturas decisivas tem dado até agora uma resposta de qualidade aos desafios com que se depara.

A altura de todas as decisões aproxima-se rapidamente e se no campeonato há algum espaço para o erro, no “play-off” essa margem é mínima e em caso de desacerto, poder-se-á hipotecar toda uma época em que os objectivos estão bem definidos.

Sampaense 69 – 71 Galitos FC

Jogo muito equilibrado desde início com as duas equipas a disputarem o resultado final sempre muito próximas e a alternar o marcador constantemente. Os visitantes mostraram maior concentração defensiva durante longos períodos de jogo, atitude que lhes valeu bastantes contra-ataques.

Do outro lado, o Sampaense respondeu como conseguia, mas raramente teve o domínio total do jogo, mas quando controlava os ritmos da partida, a superioridade teórica da equipa beirã era bem visível.

Enquanto as duas equipas tentavam oferecer um excelente espectáculo de basquetebol ao público nas bancadas, era a terceira equipa em campo que deitava por terra essa ambição com sucessivos erros que mancharam e condicionaram o resultado final.

No meio de todas as adversidades foi o Galitos que melhor soube gerir a ansiedade e os níveis de concentração e, mais uma vez, numa daquelas jogadas nos segundos finais consegue uma vitória preciosa sobre um Sampaense desencontrado de si mesmo.

O MVP da partida foi Matthew Kyle com 19 pontos e 15 ressaltos. Em igual evidência no Galitos estiveram Timothy Bush com 23 pontos e Rui Quitino com 12 pontos. No Sampaense destacaram-se kendell Craig com 26 pontos, Nuno Soares com 14 pontos e Anastácio Sami e Juan Wyatt ambos com 10 pontos.

Maia Basket 80 – 70 Sampaense

Se no dia anterior a desilusão se abateu sobre a equipa de S. Paio de Gramaços em forma de derrota inesperada, cabia aos atletas orientados por Emanuel seco darem uma resposta cabal na Maia e provar a si mesmos que as ambições do clube estão em sintonia com o que a equipa consegue produzir.

A mensagem passada aos atletas passou muito pelo pedido de responsabilidade e ambição, de forma a que este jogo frente a uma formação exclusivamente de atletas nacionais e onde a média de alturas é muito inferior à do plantel do Sampaense, fosse uma vitória esclarecida e, sobretudo, esclarecedora.

Após os primeiros minutos de jogo ficou provado que algo está definitivamente errado no seio da equipa beirã. O Maia fez a sua parte ao conseguir equilibrar o primeiro período de jogo, muito à custa de um colectivo coeso e funcional.

Defensivamente os beirões davam provas de falta de concentração e empenho, dando motivação aos seus adversários que tiravam partido de todos os erros da equipa visitante, conseguindo vantagem no marcador até ao intervalo. Após o período de descanso, onde Emanuel Seco terá com certeza chamado à razão os seus jogadores, o Sampaense entrou mais compacto e concentrado.

Com uma facilidade extrema os jogadores visitantes deram a volta ao jogo e passaram para a frente do marcador, mas após essa conquista, que em teoria seria o mais difícil de conseguir, os níveis de jogo colectivo baixaram novamente e o Maia com inteligência voltou a dominar os acontecimentos e com uma naturalidade assustadora venceu a partida frente a um Sampaense muito apático e sem rumo.

Vitória justa do Maia que soube tirar partido do que se passou em campo, num jogo com uma arbitragem excelente. O MVP da partida foi Anastácio Sami com 18 pontos e 12 ressaltos.

Destacaram-se também no Sampaense Jorge Sing com 15 pontos e Kendell Craig com 13 pontos. No Maia estiveram em evidência João Moreira com 24 pontos, Paulo Ferreira com 14 pontos e Rui Monteiro com 11 pontos.

Por: PNV

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