Estudo científico descobre propriedades anti-cancerígenas nas maçãs de Bravo Esmolfe, Pêro Pipo e Malápio da Serra

Um recente estudo científico veio demonstrar que as maçãs tradicionais Bravo de Esmolfe, Pêro Pipo e Malápio da Serra, apresentam uma “elevada actividade biológica” com características “antioxidantes”.

Nesta investigação científica, realizada por uma equipa dirigida por Agostinho de Carvalho – um reputado investigador do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz –, foi feita uma comparação entre aquelas três variedades autóctones e as exóticas “Golden, Starking, Fuji, Gala Glaxy e Reineta Parda”.

E o que o estudo conclui (ver quadro) é que “em comparação com as variedades exóticas, as maçãs tradicionais estudadas apresentam elevada actividade biológica e maior actividade antioxidante”.

Com características de “produtos funcionais”, conclui-se também que as maçãs que nascem nos pomares da Beira Interior detêm uma “influência positiva na prevenção de determinadas patologias, nomeadamente alguns cancros e doenças cardiovasculares”.

Aquele trabalho de investigação, que acaba de ser publicado num livro que vai ser apresentado amanhã, às 15h00, na Casa da Cultura de Mangualde, e onde estará presente o ministro da Agricultura, António Serrano, salienta ainda que as maçãs Bravo de Esmolfe, Pêro Pipo e Malápio da Serra, “evidenciam índices de riqueza nutricional que respondem a preocupações que muitos consumidores têm com a saúde”.

António Campos foi o principal impulsionador do estudo 

Com prefácio de António Campos – o maior produtor nacional de maçã de Bravo de Esmolfe –, a edição deste livro, que traduz as conclusões de uma investigação financiada pelo programa Agro, do Ministério da Agricultura, e na qual participaram várias instituições universitárias, foi impulsionada pela Cooperativa Agrícola de Mangualde, que é a principal entidade distribuidora das tradicionais maçãs.

Tido como o principal impulsionador deste estudo científico, Campos refere neste livro que os resultados obtidos por a equipa de investigadores liderada por Agostinho de Carvalho “são altamente entusiasmantes e poderão transformar-se numa enorme mais valia para a região e para a saúde pública”.

Frisando que “este estudo científico está na vanguarda do que já é feito no mundo”, o também presidente do conselho fiscal da Cooperativa Agrícola de Mangualde, não deixa de considerar que está em causa “um património genético regional, abandonado e em extinção, de alto valor nutricional que é um crime público não estar a ser estudado”.

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