“Se for preciso não fazermos campanha pelo PSD, não fazemos”

…  não fazer campanha pelo partido nas próximas eleições.

Foi protagonizada pelo próprio partido a “afronta” que ao início da tarde de hoje foi dirigida ao governo de Pedro Passos Coelho. A Comissão Política de Secção do PSD de Oliveira do Hospital consumou a anunciada “Marcha pelo IC6”, que foi participada por cerca de uma centena de viaturas, que partiu da Zona industrial e só parou no sítio onde “tudo acaba”, o IC6 em Tábua.

Em causa está o facto de aquela via há muito estar prometida às gentes de Oliveira do Hospital, mas tardar em servir o concelho, ficando-se pelo vizinho concelho de Tábua. Pensada para “sensibilizar” o governo para a necessidade daquela via estruturante em terras oliveirenses, a iniciativa surgiu como a primeira de um conjunto de ações com que o PSD oliveirense conta exercer pressão, para resolver um problema que vem sendo adiado por sucessivos governos, incluindo do PSD.

 

“Tenho alguma razão de queixa dos governos PSD”, admitiu António Duarte que não deixou de sublinhar a promessa feita em Oliveira do Hospital por Durão Barroso, antes de ser primeiro ministro, de que o Ic6 iria ser realidade, mas “não aconteceu”. Do mesmo modo, o líder da estrutura concelhia não deixa de considerar uma “nódoa muito grande” aquilo que foi o contributo do governo de Sócrates, do qual faziam parte dois oliveirenses, para a resolução deste problema.

“Quero lamentar que as pessoas que foram eleitas não estejam aqui presentes”

A dar os primeiros passos na liderança da estrutura laranja concelhia – “tomei posse há oito dias”, lembrou – António Duarte sublinha que a estratégia a seguir é a da “diplomacia, diálogo e bom senso”. No entanto, tem a avisar da disponibilidade de o PSD local “afrontar” o próprio partido para pôr termo ao que entende ser “uma situação escandalosa” em Oliveira do Hospital.

“É uma questão de justiça e não de política”, registou o responsável que não deixou de condenar a ausência na “Marcha pelo IC6” dos deputados do PSD na Assembleia da República, eleitos pelo círculo de Coimbra.

“Quero lamentar que as pessoas que foram eleitas não estejam aqui presentes, se por despreocupação, se por medo, se por receio de perderem o tacho”, chegou a afirmar o líder concelhio, não tardando em avisar que tal comportamento lhes poderá valer o boicote da estrutura concelhia na realização de próximas campanhas eleitorais.

“Não voltarão a contar com Oliveira do Hospital para erguer bandeiras e os ajudar a eleger”, afiançou, avisando o partido e o governo que “se não houver compromisso sério” em matéria de IC6, a estrutura assumirá outras formas de luta, até consideradas “popularuchas e demagógicas” e que venham a ter “implicações sérias”.

“Se for preciso não fazermos campanha pelo PSD, não fazemos”, avisou Duarte dando ao governo o tempo que resta até ao final do presente mandato para dar “sinais” de resolução do problema do IC6. “Se não virmos sinais claros de que isto vai ser concretizado pelo PSD, tudo iremos fazer para que o partido seja atingido pela nossa ação que não vai ser pacífica”, reiterou António Duarte, que anunciou ter recebido hoje, da parte do secretário de Estado das Obras Públicas, o compromisso de resolução do problema do IC6 assim que estejam “sanadas” as contas da Estradas de Portugal.

Belmiro de Azevedo e Marcelo Rebelo de Sousa na luta pelo IC6

Do governante, o líder concelhio recebeu ainda abertura para receber uma comissão de utentes do IC6 que a ele se dirija com o historial do processo e do concelho. Uma comissão que António Duarte garante estar em fase de constituição no âmbito do movimento “O IC6 não pára qui” e pretende que venha a ser liderado pelo proprietário de uma das maiores empresas de madeiras da Europa, localizada no concelho oliveirense, Belmiro de Azevedo. “Vamos incluir gente proeminente da sociedade oliveirense”, referiu António Duarte, certo da disponibilidade do empresário, tendo em conta o “carinho que nutre pelo concelho e gentes de Oliveira do Hospital”.

Marcelo Rebelo de Sousa é outro nome que Duarte quer associar ao movimento. “É por aí que temos que começar a sensibilizar”, nota o responsável, decidido que está em fazer jus à ideologia do seu partido no sentido de “corrigir as assimetrias entre o litoral e o interior”. “Desse direito não vamos abdicar”, registou o social-democrata que em tempos de “descrença política”, apreciou a mobilização dos oliveirenses à “Marcha pelo IC6” e respetiva sardinhada.

Em relação às recentes declarações proferidas pelo considerado “pai da ideia” da marcha pelo IC6, António Duarte disse não concordar com Mário Alves que, enquanto presidente da Câmara “fez o possível, mas não fez tudo”. “Em vez de fazer estas declarações, deveria ter-se associado”, registou.

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