Secretária de Estado Adjunta e da Justiça visita Tribunal de Oliveira do Hospital

A Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, vai visitar na próxima quarta-feira o Tribunal de Oliveira do Hospital. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, que prometeu negociar neste encontro o regresso das competências que foram retiradas ao tribunal da cidade. “É para que os processos regressem a Oliveira do Hospital”, explicou o autarca que na última Assembleia Municipal tinha assegurado que iria desafiar a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, para se deslocar e verificar no terreno as dificuldades que as populações enfrentam no acesso à justiça.

Esta visita surge depois de ontem a ministra da Justiça ter dito que apresentará, em Maio, no Parlamento uma proposta para um novo mapa judiciário, que abrange todo o país e é resultado de “amplo consenso”. A novidade surgiu na resposta que a ministra deu, na Assembleia da República, às dúvidas das bancadas da oposição (PSD e CDS-PP) sobre a promessa de reabertura de quase três dezenas de tribunais, fechados na anterior legislatura.

Questionada depois pelos jornalistas sobre que alterações vão ser propostas, a ministra explicou que será “um modelo próximo do que existia de agregação de comarcas”, e que poderá ser “implementado gradualmente”, abrangendo todo o país. Francisca Van Dunem disse que não haverá alterações nos eixos fundamentais do desenho do mapa judiciário e que em causa está a criação de 27 “secções de proximidade”.

Sem querer dar pormenores antes de apresentar a proposta no parlamento (na Comissão de Assuntos Constitucionais), a ministra exemplificou sobre a abertura dessas “secções de proximidade”: “relativamente a determinado tipo de julgamentos serão feitos no município, para o cidadão e as testemunhas não terem de se deslocar muitos quilómetros”. “Tudo está a ser trabalhado”, considerando questões como a interioridade ou os equipamentos dos tribunais e tendo em conta os órgãos judiciais e as autarquias, disse a ministra.

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  • Vermelhão

    Estranho. Ainda ontem a Ministra da Justiça disse no Parlamento que havia recebido todos os autarcas que poderiam estar envolvidos na reforma (leia-se reversão) do Mapa Judiciário. Agora é anunciado que a Secretária de Estado vem cá. Nem sequer é a Ministra. Como de costume, alguém mente. Ainda vamos ver o presidente a pedir as competências necessárias para ver se ganha algum processo em Tribunal. Ou quem sabe, se tal não for possível, pedir a esta visita também , médicos para o Centro de Saúde. Ah! E espero que desta vez se apresente como deve ser. Parece que não tem espelhos em casa.

    • João Albuquerque

      Pois caro Vermelhão, parece que quem vem é a secretária da Secretária de Estado Adjunta e da Justiça.
      Andam a goza-lo à força toda e o presidente nem dá conta.
      Quem manda é o António Campos que lhe está a fazer a cama, preparando-a para o filho.
      Não bastando a do Galamba, leva agora com mais esta. Nem a Secretária da Ajudante vem, vem a secretária da Secretária. Estamos na moda.

      João Albuquerque

      • Zé Garcia

        O senhor com a sua permanente politiquice partidária(PPP) a respeito de todo e qualquer facto que se verifique no concelho, arrisca-se a ser tomado pelo ” pombinho-tonto” do seu pombal, perdão, da sua freguesia.

        • Vermelhão

          Sem ofensa, e muito menos defensor de quem quer que seja. Mas, honestamente não acha que são demasiadas visitas ao Concelho de proeminentes figuras públicas sem resultados visíveis? Todos sabemos que o nosso Concelho deve ser defendido e que há, talvez cada vez mais, problemas para resolver. Mas a estratégia seguida deu algum resultado? Atrevo-me até a sugerir que o nosso presidente, a expensas próprias (não vá a ideia ser boa), como terminou o embargo a Cuba, e são dos melhores profissionais, fazer uma deslocação e tentar, a sério, resolver os nossos problemas. A expensas da Câmara, sempre pode fazer uma viagem a Lisboa e ir à Embaixada de Cuba e negociar o que nos falta. Não dá votos, mas resolve problemas.

        • João Albuquerque

          São riscos que se correm, de qualquer modo não é a sua opinião que me faz mudar de ideias. Comentarei o que achar que devo comentar, se o Garcia não gosta, problema seu.
          O que sei, é que muitos Garcias sabem das coisas por o tal “pombinho” as mostrar.

          João Albuquerque

      • IP 3

        Permita-me umas observações:
        -Sendo eu natural do concelho de OH, confesso que, apesar de conhecer, relativamente bem, o sr António Campos, o mesmo já não poderei dizer do dito cujo filho, a que se refere;
        – Sei que o dito cujo filho, se é a esse a que se refere, ele está para este concelho como deus está para o diabo: nos antípodas; apenas o conheço da televisão, do ex-socratino desgoverno, como “grande negociador” de contratos “secretos”, a ser candidato a deputado aqui e além – no distrito da Guarda, se bem me lembro, numas eleições legislativas, para “lamber” uns votos pelas auto-estradas lá construídas , com “portagens” e tudo, tendo-se (milagrosamente!) esquecido da ligação de Viseu-Coimbra em auto-estrada…e das nossas estradas, aqui no concelho e arredores…
        Posto tal memorando, em infinito défice, recordo-lhe que, para bem do seu PPD, sempre que o PS trouxe “pára-quedistas” – sempre escolhidos a dedo, por quem o tinha (e parece que ainda o tem) – a candidatos, levou grandes banhadas no sufrágio eleitoral…
        Assim, o sr deveria, se tal é a trama PS para as próximas autárquicas, estar a bater palmas de contente…

        • João Albuquerque

          Preferia-se uma oposição mais aceitável.
          Vamos esperar que os partidos se organizem e que arranjem candidatos credíveis. As vitórias só têm sentido quando as batalhas são devidamente disputadas.

          • IP 3

            Pois…
            É pena que não possamos ter ouvido o que terá dito, de viva voz, D.João I ao seu “mestre de batalha” ,Nuno Álvares Pereira , e vice-versa, depois daquela batalha de Aljubarrota…
            Esperar?
            Boa!

          • Beato Nuno

            Os espanhóis não deram luta.
            Até a “ala dos namorados” deu chocolate,

  • Domus Injustus

    Se a ministra Francisca Van Dunem fosse a Ágata, ou uma outra qualquer vedeta da canção, já cá tinha vindo há muito…com o Cid a acompanhar.
    Talvez, em vez da televisão, na próxima feira do queijo.
    A Ágata, bem paga, claro está.

  • António Lopes

    Espero, muito sinceramente que os responsáveis pelo poder autárquico , neste Concelho, tenham ouvido as palavras do Senhor Presidente da Assembleia da Republica, e que lhes dêem algum uso.Sendo do mesmo partido é pressuposto que comunguem dos mesmos pensamentos. Comemorar o 25 de Abril, em Oliveira do Hospital, no actual contexto em que não se respeita o Estado de direito democrático,, só pode ser ofender a data..! Se mais não for e há muito, custa aceitar uma democracia com o 25 de Abril a ser comemorado sob a presidência de quem não foi escolhido pelo Povo para o acto… e depois de ter já sido rejeitado, nas urnas, para a função..! AS regras da função, como fornecer os documentos de acompanhamento e fiscalização,dar os esclarecimentos da vida Municipal, estão onde..?

    “Não se pode esperar dos portugueses respeito por quem não se dê ao respeito ou por quem não respeite as regras e as normas do Estado de Direito democrático. A democracia é acima de tudo um regime de regras e de valores”, acentuou o antigo secretário-geral do PS.” (Ferro Rodrigues, hoje, na Assembleia da Republica).

  • Vermelhão

    Já cá esteve. Parece que há mais algumas promessas para acompanhar.

  • Vermelhão

    Engraçado. É só uma questão de memória. Em 2014, quando o anterior Governo retirou competências, a Câmara esteve caladinha. Só abriu os olhos (se é que abriu) quando não havia nada a fazer. Agora, que tem uma promessa (e nada mais), já diz que conseguiu “mundos e fundos”. Conseguirá, a acontecer, recuperar o que perdeu porque na altura nada fez.