Seguro considera “chocante” o que está a acontecer com professores com 10, 20 e 30 anos de carreira

António José Seguro esteve esta tarde em Oliveira do Hospital. No concelho, onde desde 2009, a cor do socialismo governa a Câmara Municipal, o secretário geral do PS apreciou a liderança de José Carlos Alexandrino, mas não poupou críticas à atuação do governo.

Da justiça, à saúde, da reforma administrativa à reforma curricular foram vários os reparos do rosto nacional do partido que se recusa a que em Portugal “existam portugueses de primeira e de segunda”. E em fase de preparação do novo ano letivo foi sobre a reforma curricular que José Seguro, por vários vezes aclamado como futuro primeiro-ministro do país, foi mais incisivo, chegando a acusar o governo de Pedro Passos Coelho de estar a introduzir “o caos e a barafunda nas escolas portuguesas”.

Solidário para com os professores do país e “aqueles que nas escolas estão a dar o melhor de si”, José Seguro condenou a forma precipitada como está a ser feita a reforma curricular. “Não tem nenhum sentido que a reforma curricular tenha sido publicada em Diário da República no início deste mês”, registou o responsável nacional pelo PS, notando que numa altura de preparação do novo ano letivo o que se exigia era “estabilidade”.

“O que estão a fazer às escolas do país não faz sentido nenhum”, afirmou Seguro que entende as medidas agora impostas como “uma afronta à dignidade dos professores que dão aulas há, 10, 20 e 30 anos, que de um momento para o outro não sabem qual vai ser o seu futuro, em que escola vão estar, se vão ter emprego ou não em Setembro”.

A preocupação de Seguro na educação é ainda extensível ao ensino básico, por entender que o governo está a dar uma “machadada no ensino básico universal e gratuito”, que “é uma conquista de décadas para o qual contribuíram vários governos e agentes educativos”. Uma realidade que o secretário geral do PS teme que venha a ser posta em causa com a “criação de um sistema dualista em que as crianças aos 10 anos possam enveredar por outro via”. De um modo geral, Seguro opôs-se à política de austeridade “a qualquer preço”.

“A receita do governo e da troika está errada”, notou o responsável que, ao invés disso, defende um “caminho alternativo de prioridade ao emprego e ao desenvolvimento económico”.

“Este homem com o vosso contributo será o próximo presidente da Câmara”

Na receção que Oliveira do Hospital, no parque merendeiro do Senhor das Almas fez a António José Seguro, o tema das eleições autárquicas foi dominante com o nome do presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, a receber apoio total das várias estruturas do partido na recandidatura à autarquia oliveirense. “Este homem com o vosso contributo será o próximo presidente da Câmara”, referiu José Francisco Rolo reafirmando o apoio a “100 por cento” que a Comissão Política Concelhia do PS dá, quer ao atual presidente da Câmara, quer da Assembleia Municipal, António Lopes.

Recém-eleito presidente da Federação Distrital, Pedro Coimbra elogiou o “trabalho, empenho e motivação” de Alexandrino para com o concelho. “Todos nós te reconhecemos o mérito com que ganhaste as eleições em 2009 e com que tens vindo a desempenhar funções de presidente da Câmara”, notou o responsável distrital que, com as autárquicas à vista, desvendou aquele que é o objetivo de “manter a maioria conseguida em 2009 no distrito e se possível até conquistar mais municípios”. A conquista da Câmara Municipal de Coimbra – o concelho sede de distrito “há muito tempo parado no tempo”, frisou – é uma das ambições maiores de Pedro Coimbra que encara as eleições autárquicas como uma forma de o país apresentar um “cartão amarelo” ao governo de Pedro Passos Coelho.

“Competência, prestígio e sensibilidade” foram qualidades que José Seguro identificou no presidente de Câmara que o partido quer recandidatar em 2013. Referindo-se a Alexandrino como um independente que entende que “as suas convicções são melhor concretizadas se servir debaixo da bandeira do PS”, o secretário geral do PS apreciou a aposta de Alexandrino na qualificação das suas gentes e valorização dos seus recursos territoriais, numa alusão concreta ao trabalho desenvolvido pela BLC3.

Independente mas “sempre eleito debaixo da bandeira do PS”, José Carlos Alexandrino não deixou de elencar aquelas que são as preocupações maiores dos oliveirenses – reforma administrativa, IC6 e ESTGOH – reiterou sua intenção de entrar no “combate político” que se avizinha. Recandidato assumido à autarquia oliveirense, Alexandrino disse que tal tomada de decisão surgiu numa reação aos “senhores que disseram que Oliveira do Hospital precisa de um messias novo”. “O PSD que arranje um messias novo para substituir Passos Coelho porque o país é que precisa”, rematou.

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