Os municípios de Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital subscrevem conjuntamente uma candidatura ao POLIS XXI, na perspectiva de se criar um “quadro de cooperação urbana em rede”

Seia, Gouveia e Oliveira de “mãos dadas”

Imagem vazia padrãoO Presidente da Câmara Municipal de Seia, Eduardo Brito, anunciou publicamente que Seia, conjuntamente com os concelhos de Oliveira do Hospital e Gouveia, vai apresentar uma candidatura ao Polis XXI, revelou na sua última edição o jornal “Porta da Estrela”.

Este programa, que poderá vir a ser financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), visa – segundo um despacho do Secretário de Estado do Ordenamento do território e das Cidades, João Ferrão – “promover a formulação de estratégias de cooperação e a constituição de redes de cidades (eixos ou sistemas urbanos) com massa crítica suficiente para atrair e desenvolver novas funções urbanas e actividades inovadoras – nomeadamente através da criação e fixação de conhecimento sobre novos modelos e instrumentos de desenvolvimento e da exploração das tecnologias de informação e comunicação – e, assim, ganhar projecção internacional. Procura-se estimular a passagem de uma visão isolada da cidade para um quadro de cooperação urbana em rede”.

Segundo avança ainda aquele jornal, “na candidatura subscrita pelos três municípios é apresentado como tema estratégico de cooperação a «identificação e reforço dos factores de desenvolvimento e consolidação do eixo urbano Oliveira do Hospital-Seia-Gouveia». Em declarações ao Porta da Estrela, Eduardo Brito referiu que “neste eixo existem vantagens em desencadear um processo de concertação e acção estratégica, na perspectiva de desenvolver parcerias, acções complementares e projectos comuns, tendo em vista potenciar recursos comuns, ganhar dimensão e competitividade externa”.

De acordo com o que noticia aquele jornal senense, “o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, já assegurou que o Polis XXI vai ser alargado até 2015 com mais três programas específicos – um de regeneração urbana, outro de competitividade e diferenciação de cidades ou redes de cidades e um de integração regional.

O programa destinado à regeneração urbana está vocacionado para espaços intra-urbanos específicos e visa a coesão e coerência do conjunto de cidade e envolve diferentes componentes como habitação, reabilitação e revitalização urbanas, coesão social, ambiente, mobilidade, etc. O outro projecto destina-se a aumentar a competitividade e diferenciação entre cidades ou redes de cidades e a meta a atingir em 2015 é a de que venha a abranger 31 cidades ou redes de cidades, acrescentou o governante. Por último, haverá um programa de integração regional, destinado à apresentação de projectos inovadores para o desenvolvimento urbano, que, segundo o Secretário de Estado, visa estimular novas soluções para os problemas”.

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