José Carlos Alexandrino sofre nova derrota no confronto na Justiça no caso do empreendimento turístico das Caldas de S. Paulo

“Seja quem for pagará pelo que está a fazer à ESTGOH” (Com vídeo)

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital avisou, esta tarde, estar a reunir os “dados suficientes” para que os responsáveis “paguem” pelo que estão a fazer à ESTGOH.

A falar pela primeira vez a propósito do encerramento do curso de Administração e Marketing na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), José Carlos Alexandrino revelou-se hoje muito crítico em relação ao “regime de exceção” evocado pelo presidente do Instituto Politécnico de Coimbra para justificar a extinção daquele curso e a criação de Marketing e Relações Internacionais no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra.

“O regime de exceção é sempre a lixar Oliveira do Hospital”, reagiu há instantes o presidente da Câmara Municipal que, à margem da conferência de imprensa que convocou para apresentação do programa da EXPOH, condenou o facto de que por via daquele regime se tenha penalizado a ESTGOH e favorecido uma escola de Coimbra.

“Gostaria de perguntar que relações é que existem entre os responsáveis do ISCAC e os responsáveis da Secretaria de Estado do Ensino Superior”, continuou o presidente da Câmara Municipal que, do mesmo modo, criticou a falta de resposta por parte da Secretaria de Estado ao pedido de audiência que já formalizou no passado dia 12 de julho. José Carlos Alexandrino fala de “um silêncio ensurdecedor comprometido com os interesses do ISCAC e não com os da nossa escola” e que, pese embora, a opinião positiva que tem a respeito daquele governante que “no passado, foi elemento decisivo na defesa da escola”, o deixa de “pé a trás”.

Com o presente a fazer recordar o duro momento vivido no verão de 2011, José Carlos Alexandrino entende que também o presidente do IPC deveria ter aprendido que “Oliveira do Hospital tem os mesmo direitos que as outras escolas que estão sob a alçada do IPC”.

Leituras que José Carlos Alexandrino faz de um processo cujos contornos ainda não lhe foram devidamente esclarecidos, mas que o autarca quer conhecer de perto apostado que está em identificar aqueles que fazem “tudo para a escola ir morrendo numa agonia lenta”.

“Sei quem é o presidente do ISCAC e as suas ligações políticas, sei também quem é o presidente do IPC”, nota o autarca oliveirense, avisando porém que “o sangue desta matança há-de cegar os olhos e há-de ficar na roupa” dos responsáveis. “Terá que haver responsáveis em relação ao que se está a passar na ESTGOH”, insiste José Carlos Alexandrino que, por cá, garante continuar com uma posição de defesa intransigente da escola” e de “atacar todos aqueles que a quiserem prejudicar”. Uma postura que, acredita, muito tem valido à escola afeta ao IPC. “Ainda não rebentaram com a ESTGOH porque tem havido um presidente do município que tem ido à luta e se mantém inconformado, mesmo percebendo que há forças ocultas que nós não conseguimos controlar”, afirmou.

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  • Sebastião Pereira

    Eu sempre defendi e continuo a defender que a ESTGOH é um dos pilares actuais do concelho. Acredito que se esta escola fechar, Oliveira vai ser quase que uma cidade fantasma. A ESTGOH e os IC’s deveriam ser os 2 principais objectivos deste executivo. Deveria ser por estes 2 objectivos que a câmara deveria lutar e dar tudo por tudo! Mas não, as Festas do Queijo, da Zona Histórica, as Voltas, as EXPOH’s, os Rallyes, etc., é que são importantes! Cada um lá sabe das suas prioridades, mas estas de certeza que não são as do concelho!
    Assim hão-de ir longe hão-de…