“Sempre disse aos jogadores que nunca atiraria a toalha ao chão”

“No futebol é assim, o que hoje é verdade, amanhã já é mentira”. É desta forma que o ex treinador da equipa sénior do Futebol Clube de Oliveira do Hospital comenta a recente decisão da direção do clube de o afastar do comando da equipa que milita na série C, do campeonato nacional da 3ª divisão nacional.

Paulo Piedade foi informado da decisão da direção na passada quarta feira quando vinha de um empate em casa frente ao Valecambrence a uma bola. Um resultado que não permitiu à equipa subir na tabela classificativa, mantendo-se assim no 9º lugar de onde tem sentido alguma dificuldade em descolar.

A débil prestação da equipa no campeonato nacional esteve na base do afastamento de Paulo Piedade do comando da equipa. “Tivemos uma conversa em novembro porque a equipa estava menos bem e estava a jogar mal, mas concluímos que era melhor eu ficar”, revelou ao correiodabeiraserra.com, contando que nas últimas jornadas a equipa até mostrou “novo fôlego” e que por isso foi apanhado surpresa com a decisão da direção.

“Fiquei triste e um bocado magoado porque eu sempre disse aos meus jogadores que nunca atiraria a toalha ao chão”, continuou Piedade, assegurando porém não interpretar a decisão da direção como uma traição, porque esta é a realidade a que se assiste no futebol português.

Com a última época à frente do FCOH ainda bem presente na memória – ganhámos a distrital, a taça e subimos à 3ª divisão nacional” – Paulo Piedade garante não misturar as águas, pelo que também assegura não ter entrado em clima de rutura com a direção do FCOH, clube que comandou nas últimas quatro épocas e onde foi jogador durante seis temporadas.

“Eu não misturo as coisas”, adianta o ex técnico do FCOH admitindo porém que a recente decisão acaba sempre por “beliscar” as relações. Ainda que tenha noção de que em futebol “o que importa são os resultados”, Piedade considera que “acima de tudo está o respeito e a amizade”.

“Sabíamos que iríamos ter dificuldades porque o plantel é o mesmo de há dois ou três anos e há jogadores que jogam pela primeira vez no nacional”, observa, na certeza porém de que “a equipa tem valor para ficar nos seis primeiros lugares”. “Sei o quanto eles gostam de trabalhar”, observa o ex treinador que encara o afastamento a que foi sujeito como uma “tristeza”.

Na bagagem, Piedade diz levar a “satisfação” pela oportunidade que teve em treinar o FCOH. “Adorei, por tudo o que passámos, porque apesar das dificuldades – “a distrital também não foi fácil”, refere – foram momentos muito bons”, conclui.

LEIA TAMBÉM

O Bava da Bola

Um tal Bava, Zeinal de primeiro nome, foi presidente executivo durante anos da PT. Em …

Aquela máquina…

Dois golos de Cristiano Ronaldo e um de André Silva asseguraram a vitória de Portugal …