No passado dia 3 de Abril, deu entrada no Hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz, em Oliveira do Hospital, uma septuagenária encaminhada pelo Centro de Saúde local com indícios de maus-tratos, ...

Septuagenária internada na FAAD vítima de alegados maus-tratos

Imagem vazia padrãoalegadamente perpetrados pela própria filha que também foi internada na unidade de Psiquiatria dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), confirmou ao diário online do Correio da Beira Serra o sargento-mor Martins do Destacamento Territorial da GNR da Lousã.

Contactado por este jornal, o director clínico do Hospital asseverou que a senhora de 78 anos foi internada, dia 3, com um estado clínico de desidratação e subnutrição, dois hematomas e sintomas de caquexia. José António Dias não confirmou, no entanto, que a idosa tivesse sido vítima de maus-tratos, mas não deixou de referir que aquando do encaminhamento para o hospital foi dada a informação de que a paciente teria estado “acorrentada” em casa. O responsável clínico adiantou também que fruto da caquexia – envelhecimento acelerado, como explicou – a septuagenária não fala, situação que considera ter-se agravado com os alegados maus-tratos. Sublinhou que a função do Hospital está a ser cumprida e que caberá à Assistente Social solucionar o problema relacionado com o futuro da paciente quando lhe for dada alta hospitalar.

A filha da septuagenária foi presente a Tribunal, por actuação da GNR com recurso a mandado com possibilidade de arrombamento, explicou o sargento-mor Martins do Destacamento da GNR da Lousã. Segundo referiu, a rapariga com cerca de 30 anos nunca compareceu às chamadas do Tribunal, local onde já tinham sido apresentadas várias queixas pelos próprios vizinhos. Ao diário online do CBS o sargento-mor Martins acrescentou que a filha “impedia sistematicamente que enfermeiros e assistentes sociais prestassem assistência à mãe”.

No mesmo dia em que a filha foi presente a Tribunal, a mãe foi retirada de casa e beneficia agora do necessário acompanhamento médico. O responsável pelo destacamento da Lousã prefere não falar em maus-tratos, mas sublinha contudo que “também não eram bons tratos”. Sublinha o facto de a filha apresentar “indícios de perturbação mental”, razão pela qual foi internada “compulsivamente” em Coimbra.

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