Sexto parecer da CADA leva António Lopes a dizer que Rodrigues Gonçalves “deixou de ter condições para exercer a presidência da AM”

António Lopes considera que Rodrigues Gonçalves deixou de ter condições políticas para continuar a exercer o cargo de presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital após o último parecer da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA). O sexto documento emitido por aquela entidade, depois de analisar novas queixas de António Lopes, refutou a argumentação do responsável em exercício pela AM que acusava aquele eleito municipal de realizar pedidos abusivos de documentação à autarquia. A Comissão, que funciona junto da Assembleia da República e que tem como fim zelar pelo cumprimento do acesso à informação administrativa, recorda aos responsáveis da autarquia que António Lopes está a agir dentro das suas funções e voltou a solicitar aos responsáveis municipais que providenciem o acesso aos documentos requeridos, entre outros, os referentes à BLC3, aos processos de licenciamento e aos trabalhos executados por empresas como a H2Org e Glow Creative Inteligence.

“Considerando que se trata de um eleito local, que tem o direito de ser informado regular e directamente pelos correspondentes órgãos executivos sobre o andamento dos principais assuntos de interesse público relacionados com a sua actividade, dificilmente se pode considerar que o mesmo se encontre numa situação de abuso de direito”, escrevem os relatores do parecer numa reposta directa aos argumentos de Rodrigues Gonçalves, nos quais este dava conta que se registava por parte daquele eleito “a apresentação de pedidos com carácter repetitivo e sistemático que… a Câmara não está obrigada a satisfazer”. Algo que não convenceu os elementos da Comissão que recomendaram novamente a entrega dos documentos, deixando ainda claro que “se o volume ou a complexidade da informação o justificarem o prazo [para entrega da documentação] pode ser prorrogado até ao máximo de dois meses, devendo o requerente ser informado desse facto com indicação dos respectivos fundamentos no prazo de dez dias”. Sublinha igualmente que António Lopes pode continuar a realizar novos pedidos, desde que justificados, e que a autarquia não tem o direito de os indeferir.

“… são estas actuações da Administração que, muitas vezes, conduzem à litigiosidade sucessiva e ao avolumar de conflitos”

A CADA explica que tem conhecimento do conflito existente entre o requerente e o requerido. Lembra ainda, no extenso documento de 16 páginas, que “diversos requerimentos foram indeferidos expressa ou tacitamente” pela autarquia, sobre os quais a CADA emitiu “pareceres favoráveis ao acesso”. Recorda igualmente a Rodrigues Gonçalves que tem conhecimento da “linguagem utilizada pelo queixoso e pelo representante da entidade requerida”. “A situação de conflito entre ambos encontra-se documentada…. Através de documentações escritas trocadas se ocupam da correcção de erros ortográficos ou… em que são feitas acusações de boçalidade, má educação e mentira”. Uma alusão aparente ao parecer da CADA, de 22 de Dezembro, em que Rodrigues Gonçalves acusa António Lopes de ser “useiro e vezeiro em pedir inúmeros elementos de informação” e de fazer “uso de uma linguagem de português em parte imperceptível, arrazoada e prolixa, e não consegue destrinçar o que são elementos ou universalidades de facto e conceitos generalistas ou legais”. Como fundamento, Rodrigues Gonçalves fez ainda alusão à sua “carreira de muitos anos no topo da Administração Pública”, da qual se aposentou “como director geral”. Conclusão: a CADA, apesar desta argumentação, solicita que o documento requerido por António Lopes lhe seja entregue.

Neste último parecer, datado de 26 de Abril, a CADA lembra que “uma Administração transparente e aberta” deve “colaborar com o requerente… Não deve, sem mais e imediatamente, inviabilizar o direito de acesso”. E deixa um conselho: “Com efeito, são estas actuações da Administração que, muitas vezes, conduzem à litigiosidade sucessiva e ao avolumar de conflitos. Deve, por isso, a Administração colaborar com o particular de forma a não ampliar conflitos eventualmente já existentes”.

“…não tem condições políticas para continuar nessas funções”

Este documento levou mesmo António Lopes, na última Assembleia Municipal, a colocar novamente pressão sobre Rodrigues Gonçalves. “Já lhe disse que com os pareceres que tinha recebido, se estivesse no seu lugar, eu não me voltava a sentar aí. Com este digo-lhe mais: o senhor não tem condições políticas para continuar nessas funções”, sublinhou. Rodrigues Gonçalves remeteu-se ao silêncio.

Aquela comissão contraria também o que Rodrigues Gonçalves e o presidente da autarquia afirmaram na última Assembleia Municipal quando disseram desconhecer o que se passava na BLC3, por serem assuntos internos da instituição. “É uma entidade autónoma. A Câmara, apesar de ter 44 por cento, não se pode imiscuir nos seus assuntos, nem a BLC3 deixaria”, referiu na altura Rodrigues Gonçalves, reafirmando o que já tinha sido dito pro José Carlos Alexandrino. A CADA tem um entendimento diferente e neste parecer repete que a Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, “embora seja uma entidade privada, também está sujeita à LADA [Lei de Acesso aos Documentos da Administração] …, pois a respectiva gestão está sujeita a um controlo por parte da autarquia conforme resulta dos seus estatutos”.

António Lopes, no caso da BLC3, pretende o acesso a todos os documentos de constituição, alteração de estatutos, participação em empresas e todos os envolvidos na BLC3, através das respectivas certidões comerciais e documentos que permitam avaliar a situação contabilística daquela instituição. Para além disso, o eleito municipal quer aceder a todas as actas das Assembleias Gerais de todas as empresas do universo BLC3, nomeadamente as BLC3 Evolution, Lda e Biobasedfutremateriais, Lda, assim como outras que possam existir, bem como a acta da decisão de alienação de participações societárias a favor de João Nunes.

A CADA lembra, novamente, que os seus pareceres não têm carácter vinculativo. Mais uma vez recorda a António Lopes que ainda que haja sido proferido um parecer favorável à pretensão de um queixoso, mas não cumprido pela entidade requerida, não resta outra alternativa ao requerente que não seja o recurso à via judicial. “Vinculativas são, sim, as decisões dos tribunais”, conclui. Este deverá ser, ao que apurou o CBS, o caminho que António Lopes vai seguir.

Parecer da CADA de 26/04/2016 na integra nos links abaixo:

Parte 1 Parte 2 Parte 3

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  • António Lopes

    E ainda há quem diga que é uma luta pessoal..! Seis pareceres todos no mesmo sentido.O da legalidade e o da legitimidade dos eleitos, em ter acesso a toda a documentação que permita o normal e obrigatório acompanhamento e fiscalização da actividade, do executivo Municipal.Foi a esta função que me candidatei e foi este o compromisso assumido.De há muito sou de opinião que a Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital faz os serviços mínimos.Isto é, faz as assembleias mínimas previstas na lei.Não para acompanhar e fiscalizar a Câmara, como é sua função, mas para se abster das suas responsabilidades e bater palmas ao executivo.Este, por sua vez, vai agradecendo com uns empregos e uns subsídios.Tive que dizer na AM que nem o facto de ser o responsável por sentar o presidente da Câmara na cadeira, nem o ter gasto mais de meio milhão para o conseguir, me faziam dar-lhe a importância de uma disputa pessoal. O meu foco é o concelho , a democracia e o respeito pelos dinheiros públicos.Os pareceres estão aí.As investigações do Ministério Publico e, por sua vez da Judiciária, também.A minha missão é esta e faço por a cumprir.Cada entidade que faça a sua e que faça justiça.Se não houver irregularidades tanto melhor.Se as houver que as corrijam. Peço os documentos para me esclarecer e informar.Se não os dão, lá terão os seus motivos..! Quais..? A lei é clara.Cumpram-na..!

    • Vermelhão

      Bem pode esperar sentado. Já alguma vez viu um socialista a fazer “mea culpa”, ou a dizer que errou?.

  • João Albuquerque

    O Dr Rodrigues Gonçalves está ao serviço como disse do PS. Então não tem que impedir que a verdade se saiba. Até parece que não envolve um “pai” do partido e da democracia dele. Ele lá sabe os favores que tem que pagar.
    Uma coisa é verdade, acabou a vida politica dele, vai sair pior do que a lama.

    João Albuquerque

  • Afonso zé

    Eles tapam tudo,
    Eles tapam tudo,
    Eles escondem tudo
    E não mostram nada…

  • João Albuquerque

    “Sobre a forma diferente de participação do Município de Oliveira do Hospital, quero dizer que os votos têm a ver com o capital social de cada associado. Assim, o Município de Oliveira do Hospital, em termos de votos, vai ter maioria absoluta”.
    “Seguidamente, a Mesa colocou à votação a proposta constante do Ponto IV da Ordem do Dia, tendo a Assembleia Municipal, por maioria, com três abstenções, autorizado a participação do Município na criação da associação de direito privado designada por “Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro”, e aprovar os respectivos Estatutos,…”
    Acta da AM de 27-02-2010

    O Sr Presidente anda muito esquecido. Será por andar a ler muito Churchil?
    Esperemos que tenha pedido mais juízo lá pela praça de São Pedro, de modo que saiba que 44% não é maioria.

    João Albuquerque

    • António Lopes

      Perdem a maioria, vá lá saber-se porquê, depois de a Câmara lá meter mais de 500 mil euros. Quanto puseram os outros sócios? Já publiquei uma parte da lei que diz como isto funciona. Como se perde a maioria numa instituição que se quer a alavanca do desenvolvimento do Concelho? Depois, querem transformar as minhas denuncias numa luta pessoal. Mas lutar o quê, a nível pessoal? A minha luta é o Concelho e os seus interesses. Como é que a Assembleia Municipal fica cega surda e muda com um ataque destes, aos interesses de Oliveira do Hospital? Que interesses se movimentam para se ceder a maioria numa instituição destas..?

  • armando santos

    Óculo

    BL C3 e outras BLc´s suas filhotas são uma espécie de triângulo das bermudas para dinheiros públicos no concelho de oliveira do hospital. Então, por aqui anda quem queira pôr oliveira do hospital no mapa…das negociatas, ainda que se alcunhem em linguagem tecnocrática de engenharias financeiras.

    Olhemos entretanto pelo óculo:- aceitem ver que dirigentes locais um ou outro até já foi dirigente nacional do PS mais militam na famigerada seita dos aventais. E por aí se protegem e promovem mutuamente, politicamente, pessoalmente, judicialmente.

    E que só quando alguns deles se zangam a sério uns com os outros é que há consequências de facto de assinalar.

    Digo-vos meus caros munícipes oliveirenses que andais cegados. Neste momento são esses senhores e algumas senhoras que estão a pesar a situação. Se lhes interessa ou não o actual presidente da câmara como candidato PS. Se em vez dele não vão impor um outro candidato paternalmente filiado no PS, este um elemento que está desempregado da política. E que se cuide o actual presidente da câmara que nesta matéria não conta enquanto elemento autónomo. Só interessa a esse PS na medida em que sirva interesses individuais e de grupo. É isso que eles estão a pesar…

    Óculo

    • Maçãs

      Sempre a velha – inquisitória, má, versus, maçónica, boa – estratégia:

      – Confundir a árvore, com a floresta!- e vice-versa. (Claro, o resto é para os iluminados; mesmo assim, creio ser justo, a partir de agora, estabelecer algumas diferenças entre a maçonaria de “tradição”, com “escola” e “provas dadas” – Sistema Nacional de Saúde, Lutas pela Liberdade,etc,etc, e aquelas em que, em Educação , nos últimos 15 anos…(Guterres, por natureza, não fica de fora…)com Maria de Lurdes e o socratino-mor, foi atribuído o pior caminho, vendendo, ao desbarato, e com muitas centenas de milhões de euros, do erário público, um direito inalienável dos cidadãos do sec. XXI (Curiosamente, conquistado pela MAÇONARIA, na História e, com eles, vendido à Igreja Católica – OPUS DEI& ARREDORES)- sempre Lena& Arredores -com o conselho de bispos a aplaudir, e que chegou, vergonha das vergonhas, a colocar bispos da igreja católica a ganhar câmaras para o PS…( ahahahahahaha) com saberão os doutos, de alguma, inergúmena, maçonaria.

      Eu não sou mação.

      Como cidadão, neste momento, apenas tenho a lamentar que tais sociedades, de direito – ou sem ele -, mais abertas, – ou mais fechadas – se continuem a impor ao dia a dia das pessoas, envolvendo-se (elas próprias em ideológicos debates, para dissimular, mas a contribuir, definitivamente, para o descalabro do país, a saber, agora mando eu, logo mandas tu, agora ganho eu milhões, a seguir, ganhas tu.)

      É claro que a OPUS DEI, com JOÃO PAULO II, – candidato a benemérito de Oliveira do Hospital – contornou todas as contas, da santa coisa…ou nem delas deu conta….

      É absolutamente deplorável que a “maçonaria” boa, ainda, em Oliveira do Hospital, não dê ares da sua graça.

      Mais ou menos, poderemos dizer, sentido figurado apurado, é que há “maçonaria” boa, e há “maçonaria” má. – mais , ou menos, como o colesterol…

      Isso sim: daqui para a frente, em apurado sentido, convém saber se João Paulo II é o candidato, e a quem ele serve – a Opus Dei – ou se, os veteranos maçãos se reveem, nesta nova onda de maçãos –

      “manzanilhas, santanderes, aeólicas, etc,etc.

      É que há, para vergonha dos actuais, uma indestrutível, construída, presencial e futura memória, daqueles que, como maçãos, o foram. Em tempo, lugar, momento e acção.

      Estes, agora, como o colesterol, são os , sem sombra de diagnóstico, os maus.

      É como na Educação, vendida aos bispos.

      A alguns que, até, em autárquicas eleições, aconselharam votos no “mau” colesterol.

      A começar por Bracara Augusta.

      • João Albuquerque

        “Ficções são necessárias para o povo, e a verdade se torna mortal para aqueles que não são fortes o suficiente para contemplá-la em todo o seu esplendor.

        Na verdade, o que pode haver de comum entre a vil multidão e sabedoria sublime?

        A verdade deve ser mantida em segredo, e as massas precisam de um ensino proporcional à sua razão imperfeita. ”

        Albert Pike

        • Maçãs

          Prezado João Paulo Albuquerque:
          – Acertemo-nos e, em direito – e de facto,- citemos a Constituição da República Portuguesa. – que é como quem diz: falemos em Português, com autores portugueses. (Perdoa-me, mas, parece-me, bem visto, que também andas a estudar os anglossaxónicos, como Winston Churchill…etc,etc…e Albert Pike.
          Bem feito!
          Assim, não te safas!

          • João Albuquerque

            Não me diga que quer que eu comece a citar “Guerra Junqueiro”?
            Achei engraçado falar em maçonaria boa e má, meter a opus, os bispos, o Papa e alguma padralhada à mistura.
            Qual é afinal a maçonaria boa? Sabe que estamos no país que mais Grão-Mestres tem per capita. Se se refere à única regularmente reconhecida, a RLLP/RLRP, essa procura não se imiscuir na politica, nem na religião.
            E acredito que não tenha elementos no concelho.

            João Albuquerque

          • Maçãs

            Prezado João Paulo Albuquerque:
            – Em primeiro lugar, reitero que, em OH, ainda há maçonaria esclarecida, e que foi corrida de lugares de chefia, nas logias da dita coisa, por estarem doutro lado, por não quererem negócios.- aquela que tem obra, centenária – até em Ervedal da Beira , e na sua freguesia. – com escolas, médicos., associações recreativas…
            – Em segundo lugar, reitero que, montados nessa obra, outros se assentaram para, em vez de seguimento dar a anteriores obras, “obraram”- saberás o que, em beirão calão , significa!- e quiseram, de um euro, fazer milhares, actualizando os dados, de 400 e tal, fizeram milhões.
            Atenção:
            – Reitero, e direi até ao fim….que, em OH, como no colesterol, há boa maçonaria – afastada, já que não quer negócios – e há má maçonaria, essa, aquela, com os quejandos que conheces, que apenas “falam com milhões”!
            – Mesmo, há 7 anos atrás, com quem milhões ca…
            Uma espécie de abraço do urso.
            Abraço.

          • João Albuquerque

            Afirmas então que em Oliveira há homens a coberto dessa coisa que trabalha à gloria do arquitecto socialista, mais virada para o “venha a nós o que é de todos”.
            Onde é que estão esses homens que deixaram de obrar? Medo? Falta de coragem? Ou simplesmente, não vale a pena?
            Sei de onde venho, onde estou e para onde vou. Resta-me descobrir e acordar esses adormecidos. Fazer-lhes ver que Oliveira ainda vale a pena.
            Relativamente a quem caga ou cagou milhões, independente de tudo, ainda foi o único que encontrei livre e de bons costumes.
            Vamos ficar por aqui, cumprimente-mo-nos firmemente como de uma garra de leão se tratasse.

            João Albuquerque

          • Maçãs

            Calma.
            É verdade.
            Há bom colesterol, em Oliveira do Hospita(o)l.
            O concelho de OH tem, na sua História, um memorial – por estudar – de boa gente, onde a maçonaria, E OS SEUS MAIS DIGNOS REPRESENTANTES ainda, até em nomes de ruas, têm o seu nome escrito.
            Os outros, aqueles que andaram por travessos caminhos, montados nessa honra, que desonraram, apenas querem os milhões:
            -São da maçanonaria- e têm-nos, muito longe do alcance.
            O PS, infelizmente, sempre foi um partido de maçonaria e de mançonaria.
            Que o diga quem se meteu com eles.

  • Ego

    Todos os interessados sabem quem é ALopes e JPAlbuquerque, todos sabem o que os move e decerto que não é o interesse público mas sim o seu interesse pessoal egocentrista e como podem obter aquilo que pretendem obter através dos partidos políticos, pois julgam que o interesse privado sobrepõe-se ao seus interesses, vai daí, um nem sequer é eleito antes de haver eleições, tal é o seu peso eleitoral dentro do seu partido, o outro tendo assumido grandes responsabilidades, tendo sido eleito pelos deputados e presidentes de junta contra a vontade destes mas a pedido de quem ganhou, como aconteceu da 1ª vez em que à 2ª vez foi eleito para o cargo por quem tinha ideia de colocar outra pessoa, mas deixou-se convencer por quem ganhou a sério, lá ficou o indivíduo que reclama para si toda a vitória conseguida, sem a maior parte do concelho saber quem é, de onde vem e para onde vai, é muito mais conhecido o ex pres de Vila Franca e o de Meruge do que tal persona, mas vamos lá à luta.

    • Vermelhão

      Só um esclarecimento: Partindo do pressuposto que todos os Oliveirenses são os interessados, não se percebe como se diz “todos os interessados sabem quem é o ALopes….” e de seguida se diz “sem a maior parte do concelho saber quem é…”. Deve ser uma coisa, ou outra.

      • Interessado

        Pobres almas, andam em pânico.
        O que se viu, foi o Lopes ao ser desafiado, aceitar e retribuir o desafio. Respostas? Zero. Vamos ver se aparece numa noite de nevoeiro.
        O povo é que vai decidir, até lá vamos esperar que nos mostrem o que se esconde.

    • António Lopes

      E pode dizer-nos, a todos, quais são os meus interesses privados que pretendo atingir, em Oliveira do Hospital? Só para ficarmos todos esclarecidos..E vou à luta contra quem? Nem o nome és capaz de assinar..! Ou será por seres tão conhecido que nem nome precisas..? Mas se pensas mesmo o que dizes,alguém vota em quem não conhece? Qual é afinal o vosso problema..? É muita contradição.Aliás em tudo..

  • Sexta às 9 de OHP

    Ora bem. Vou deixar aqui um desafio;

    Alguém quer fazer um convite à nossa querida jornalista da RTP 1, Sandra Felgueiras ela tem um programa que se chama Sexta às 9, e sem duvida que ela ficaria curiosa por saber o que se passa por terras beirãs, nomeadamente por um concelho que tem estradas da monarquia e um regime do século passado, onde a transparência parece ter sido levada pelas chuvas que as nossas terras tanto estimam. De certo que a equipa da nossa querida jornalista Sandra Felgueiras teria muito gosto de passar uns tempos no nosso concelho.

    Vamos lá, quem é o primeiro a contactar a equipa do Sexta às 9…

    • Zé Garcia

      Reles desafio, próprio de alguém muito reles, que a coberto do anonimato pretende lançar insinuações da mesma forma que a seguir ao 25 de Abril os porqueiros da Póvoa das Quartas faziam em relação aos democratas de OHP fosse a que propósito fosse

      • Guerra Junqueiro

        Quais democratas? Os que agora se arrastam pela câmara, pelas fundações, instituições, balcões bancários e especialmente pela antiga acibeira?
        Esses democratas para o continuarem a ser têm que dizer o que ainda não disseram. Respeite os porqueiros, pois eles sempre apresentaram o preto no branco e se fizeram dinheiro, foi a trabalhar arduamente, não foi com subsídios ilegais. Olhe para a coragem que os do país têm tido.

        Cumprimentos
        Guerra Junqueiro

        • José Garcia

          Ou o senhor é muito novo, ou então é a versão moderna dos porqueiros de 1975. O episódio que eu relatava e do qual fui testemunha, atribuía responsabilidades directas pelos incêndios que então consumiam as encostas do Alva a certas personalidades oliveirenses.São coisas antigas… pois…pois os propósitos são idênticos. Já agora posso assegurar-lhe que os que actualmente estão na política, deveriam ser jovens imberbes nuns casos, e noutros nem sei se já seriam nascidos.

          • Guerra Junqueiro

            Nem sou novo, nem sou versões modernas de nada.
            Você foi testemunha? Foi então a tribunal? Quais foram os culpados?
            É que dos incêndios, culpam os proprietários, os pastores, você diz que são os porqueiros, enfim, o que é que você sabe desses democratas que tomam conta do conselho de administração da BLC3? O que sabe desses democratas que entregam obras por mais meio milhão do que o que custam? O que sabe desses democratas que deixam fazer obras que estavam embargadas? O que sabe desses democratas que mudam o nome das empresas e continuam a fazer por exemplo a limpeza das margens e dos leitos dos rios?
            Diga-nos faz favor, pois estão fartos de perguntar e os seus democratas não respondem. Vamos ver se respondem ás autoridades. Sim, porque como manda as regras os que se preocupam exigem respostas.
            Tanta velhice e tanta ignorância.

            Cumprimentos
            Guerra Junqueiro

          • José Garcia

            Tanta juventude e tanta falta de senso.

          • Guerra Junqueiro

            Falta é justiça, senso há até demais.
            A tolerância termina quando começa a idiotice. O tempo do bom senso e da tolerância já há muito passou, agora andam a gozar, e o José Garcia gostava do gozo. Agora vem a parte mais amarga.

            Cumprimentos
            Guerra Junqueiro

      • Sexta às 9 de OHP

        Caro Sr. José Garcia,
        Não percebo o seu afrontamento, nem consigo perceber o que o desafio tem de reles. Julga o senhor que quem lança os desafios não tem capacidade para os liderar, enganasse…

        Acha o senhor que eu sou um reles, o senhor que parece gostar de proteger os que tentam calar todos aqueles que têm opiniões contrarias, aqueles que fazem negócios com cheiro a ilegalidade, e aqueles que se apoderam de empresas publicas a troco de uns trocos, a esses o senhor deve vê-los com bons olhos porque deve ser como eles. Triste cabeça a sua, que pensa que a honestidade é coisa de pobres.

        • José Garcia

          O senhor agiu como instigador escondido para enlamear o nome de OHP

          • Vermelhão

            Se não houver nada para enlamear, não há problema pois ninguém nada fará. Mas o que se vê, diria que é alguma preocupação de que tal aconteça. E que, a acontecer, terá de ser por algum motivo. Só não se percebe é que, alegadamente existem suspeitas de que algo está mal, e as pessoas em lugar de se preocuparem em esclarecer as dúvidas, logo a afastar as suspeitas, teimem em fazer precisamente o contrário. E, pelos vistos, até há quem as defenda. Serão cúmplices? Beneficiarão das suspeitas? Por qualquer motivo, estão a ver o chão a fugir debaixo dos pés?

          • Sexta às 9 de OHP

            Escondida anda a transparência no nosso concelho e isso sim é que me instiga. Uma vez que o senhor aparenta ser uma fonte da história diga-me se já viu em OHP algo como o que tem acontecido nos últimos 3 anos!

    • Guerra Junqueiro

      Os jornaleiros só cá vêem quando lhes cheira a queijo, para as investigações já cá está a judite.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

    • António Lopes

      Já se contactaram similares..Estão à espera da bomba..! E , penso, já não vão esperar muito…Vamos manter a calma e deixar sofrer mais um pouco quem já não anda nada bem.Eles “falem” falem” mas sabe Deus como andam aquelas cabeças e aqueles corações… Dia 23 ou 24 vai o empurrão final..Não vão lá pelo normal debate democrático, vão pela “Dura Légis”…

  • óculo

    Óculo

    Olá rapazes “bons”… Vamos então pretender focalizar para dentro da seita dos aventais ? Atenção, garanto-vos, lá dentro há jogos de espelhos sobretudo para quem espreita de fora para dentro…

    Atenção que em Lagares da Beira também houve ( e ainda há) maçons duros e sérios. Que sofreram retaliações, muitos prejuízos pessoais, por serem íntegros nas suas posições e ideais…Por não se venderem nem renderem.

    Hoje, o que mais lá há, em geral, são oportunistas-vigaristas que se infiltram para negociarem pai, mãe, pátria, e até deus (apesar de maçónicos).

    E também já não há a tradicional dicotomia-guerra entre maçonaria e clero-opus – dei . apesar de uma luta ainda recente pelo controlo do Banco Comercial Português.

    Veja-se também aquele famoso escândalo (em Itália) da Loja Maçónica P2 e o IOR – Banco do Vaticano e o seu então chefe, um tal cardeal Marcinkus que também era o chefe da segurança daquele hoje “santo” – mas um diabo dos piores – o em má hora desaparecido João Paulo II que nunca devia ter nascido.

    E que mais quereis vós focalizar ? A maçonaria é, e para todos os efeitos note-se, a mais poderosa e influente seita do mundo ! E dentro dela a luta também é implacável. Sim, chega a correr sangue, podem crer.

    Óculo.

    • Opus

      No Vaticano, ao tempo de Marcinkus, – e ao tempo da morte de Paulo VI, 75% dos membros da cúria era maçãos, membros da P2, incluindo o secretário – 1º ministro – geral do vaticano; o papa que se lhe seguiu, a Paulo VI, passados 3 meses, apareceu morto , na sua papal cama – tudo corria sobre rodas….até o primeiro ministro de Itália, o Julio Andreoti, teve que fugir…

    • Opus

      Corrigindo, que a “coisa é de 3”:
      – O papa que se seguiu a Paulo VI, foi João Paulo I, – o papa sorridente – que, apenas, teve papado durante 33 dias.

  • António Lopes

    Ao nosso presidente, que vai citando Churchil enquanto maltrata o Português,com o celebre “interviu”, eu que sou mais pobrezinho e ando “abandonado” cito-lhe o Eça:

    — “Esta Câmara não vai cair porque não é um edifício. Para sair é com benzina porque é uma nódoa”.

    • Guerra Junqueiro

      Essa do Eça dá cabo da peça.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

    • Erros

      Cuidado, prezado Lopes:
      – Reparar nos erros dos outros, é sinal de atenção. É estar disponível, também, para qualquer observação, logo, de pedagógica correcção.
      Há-de reparar que, desde a televisão, a alguns políticos, ao “bruá” dos campos de futebol, aos escribas mais acutilantes, jornais e afins, muito mal tratada anda a Língua Portuguesa, falada e escrita.
      Velha é a convicção que, em qualquer língua, quem não se exprime bem – seja na vertente oral, muito mais, na forma de escrita – é porque não pensa bem, é porque não tem qualquer ideia minimamente organizada sobre o assunto que pretende tratar.
      Na oralidade, alguém chamou de “verborreia”, etc, etc.
      Na escrita, é aceite a designação de “grafomania” – de que eu , também, padeço.
      É muito importante estar atento a erros.
      A começar pelos nossos.
      Citar Churchill, ou outro qualquer estrangeiro autor, a propósito – ou a despropósito – do que quer que seja, apenas revela uma cultura de novo-riquismo, sem raíz, apenas deslumbrante – para os mais distraídos.
      Erros de linguagem, de expressão, de incultura ou de estrangeirismos, felizmente, todos temos.
      Pior, são erros de decisão. Políticos.
      São irreversíveis.

      • António Lopes

        Tem toda a razão. Aliás, qualquer de nós, cai no fenómeno da vocalização, ou inconsciência dos indivíduos falantes, que vai dando as sucessivas alterações / acordos ortográficos. Só chamei o caso pelo ridículo de citar um autor estrangeiro, a ler no livro, ao mesmo tempo que ia dando calinadas na língua Pátria. Depois, trata-se de um professor e ex director de agrupamento, o que não é motivo de somenos…e aumenta as responsabilidades…Se fora eu, até se aceitava…