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Simulacro testou dispositivo contra incêndios em Oliveira do Hospital

Oliveira do Hospital foi, esta manhã, palco de um simulacro de incêndio destinado a testar a primeira intervenção do dispositivo municipal de defesa da floresta contra incêndios, que vai estar operacional no concelho, no período crítico de 1 de julho a 30 de setembro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital e Lagares da Beira, serviço municipal de proteção civil, posto territorial da GNR e grupos de intervenção proteção e socorro (GIPS) e Equipa de Proteção da Floresta, equipas municipais de intervenção florestal, equipas de sapadores florestais da Caule e Cooperativa dos Agricultores de Alvôco de Várzeas, AFOCELCA (Agrupamento Complementar de Empresas do Grupo Portucel/Soporcel e do Grupo Altri) e ADESA – Associação de Desenvolvimento da Serra da Açor, participaram esta manhã num simulacro de incêndio em terreno próximo do recinto da feira de Oliveira do Hospital, promovido pelo município oliveirense para testar a capacidade de primeira intervenção daqueles meios, que integram o dispositivo municipal que vai estar apto no concelho no período crítico entre 1 de julho e 30 de setembro,

Realizado em dia de feira, o exercício facilmente captou a atenção dos oliveirenses que, in loco, atestaram dos perigos que podem decorrer da realização de uma queima ou queimada aparentemente inofensivas. Embora não passando de um exercício, o episódio permitiu testar a primeira intervenção no combate aos incêndios que é entendida como determinante para o rápido controlo das chamas.

“O sucesso do combate aos fogos depende da primeira intervenção, embora nem sempre as condições climatéricas o permitam”, afirmou esta manhã o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, na antecipação de mais uma época crítica assegura que o concelho está bem servido no que ao dispositivo municipal contra incêndios diz respeito.

“Tenho grande confiança nestes homens e equipas que estão aqui constituídas, tenho dúvidas é de alguns altos responsáveis que comandam e não ouvem os nossos comandantes”, disse sem reservas José Carlos Alexandrino, dando o exemplo do incêndio ocorrido no verão de 2013, em Ervedal da Beira, Andorinha e Travanca de Lagos em que o comandante da corporação de Lagares terá sido responsabilizado pela população injustamente porque “ele tinha alertado para o que iria acontecer”.

Às portas de mais uma época de fogos, José Carlos Alexandrino teme pela chegada de “um verão difícil”. “A experiência diz que invernos chuvosos tornam os verões muito difíceis para os bombeiros. Espero que sejamos capazes de resolver isto”, afirmou o edil oliveirense reportando-se à abundância de vegetação que decorre da chuva intensa verificada no último inverno. A preocupar o autarca está também “a impotência” na hora de apagar os fogos por “falta de meios” por no mesmo momento se multiplicarem as ocorrências um pouco por todo o lado.

Mais importante que a primeira intervenção é a prevenção dos fogos. “Temos um conjunto de medidas que tem dado resultados. Há várias pessoas a comunicar à Câmara a realização de queimadas com presença dos bombeiros”, referiu José Carlos Alexandrino que a par do trabalho de sensibilização das populações, não tem descurado a aplicação de coimas aos autores de incêndios. “Tenho aplicado bastantes multas e não aplico a multa mínima, mas proporcional aos prejuízos ambientais causados”, referiu o autarca que garante analisar “caso a caso” e “à luz das responsabilidades de cada um”. “Há casos de negligência pura e há casos de intencionalidade por parte de pessoas com problemas de álcool e de vizinhança” referiu, notando que “há patamares de responsabilidades diferentes”.

A antecipar a próxima época de incêndios, José Carlos Alexandrino acredita que o concelho segue no bom caminho no sentido de uma melhor organização da floresta. “Acredito que com o cadastro e com verbas do quadro comunitário podemos ter um concelho diferente em termos de organização da floresta”, frisou.

No terreno desde 2006, o dispositivo municipal de defesa da floresta contra incêndios tem permitido diminuir o tempo médio de resposta dos meios no combate ao fogo. Na memória estão porém os anos de 2005 e os 2012 e 2013 em que os vários incêndios foram responsáveis por 390 hectares de área ardida. Para José Carlos Marques, comandante operacional municipal importa “aprender com o passado e encarar o presente e o futuro com otimismo, apostando em adequadas políticas de defesa da floresta”, como sendo “ações de silvicultura preventiva e beneficiação da rede viária florestal”, bem como dinamização de ações de sensibilização.

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  • mesa de cabeceira

    tantos e tantos organismos e tanta floresta a arder todos os anos…. enquanto os incêndios forem negócio escusam de atirar ‘areias’.
    já agora, expliquem o que fazem aí pelo meio os senhores dos eucaliptos…. esses que estão a destruir a nossa soberania e o pouco que ainda restava. Incêndios? mas não é em floresta, gastam-se milhares mas a apagar eucaliptais…