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“Sinceramente pensei em desistir da candidatura à Presidente da República e ainda admito a hipótese de o fazer”. Autor: Castanheira Barros

Julgo que correu bem a apresentação do meu projecto de candidatura à Presidente da República quanto à presença da comunicação social que se fez representar pelas televisões RTP, SIC e TVI, pelas rádios RDP, RR, TSF e Rádio Universidade, pelos jornais Público, Jornal de Notícias, Diário de Coimbra, Diário As Beiras e Notícias de Coimbra e pela Agência Lusa.

Desculpem se me esqueci de algum outro órgão de comunicação social que tenha estado presente no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

Já não correu nada bem quanto à afluência de pessoas que estiveram a assistir, apesar da divulgação massiva a que procedi do evento, através da distribuição de mais de 1.000 prospectos, de anúncio de 1/8 de página no Diário de Coimbra na véspera e a comunicação da apresentação pelos jornais locais no próprio dia.

Sinceramente pensei em desistir da candidatura e ainda admito a hipótese de o fazer, uma vez que as televisões continuam a discriminar-me em relação a outros potenciais candidatos, como ainda ontem aconteceu ao terem passado a reportagem que fizeram apenas em telejornais secundários, nada transmitindo nos principais ou seja ,nos das 13 e 20 horas, ao contrário por exemplo do que fizeram aquando da apresentação da candidatura de Sampaio da Nóvoa e do Dr. Paulo Morais .

A SIC passou uma reportagem de 27 segundos em vários noticiários, a TVI de 1m40s e a da RTP Informação de cerca de 2 minutos, mas neste caso apenas no noticiário das 16 horas de sexta-feira 22.05.

Em contrapartida, o Público, o Diário de Coimbra e o Diário As Beiras publicaram notícias de grande destaque. Também a do JN teve impacto apesar de ser mais pequena.

A Agência Lusa finalmente deu a conhecer o meu projecto de candidatura através de notícia tecnicamente muito bem elaborada e que transmitiu de forma fidedigna as ideias que apresentei, tendo deixado assim de subsistir a razão do meu corte de relações com aquela agência, pelo que declaro retomar o relacionamento com a Lusa, que tem mais de 20 anos de existência .

Envio-lhes em anexo as notícias do Público, Diário de Coimbra e JN e bem assim as localizações dos vídeos da SIC e do Notícias de Coimbra que publicou 3 videos , cobrindo praticamente toda a minha intervenção de cerca de uma hora que decorreu no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra .

Passando à análise de todas as notícias publicadas sobre o assunto em apreço e que pude detectar até à presente data (não vi ainda os semanários Sol e Expresso), cumpre-me referir que:

  1. a) considero que a notícia do Público de 22.05.2015 é a de melhor qualidade jornalística entre todas as publicadas de que tomei conhecimento, comportando porém duas afirmações que importa esclarecer:

A primeira prende-se com a expressão ” direcção neoliberal” que me é imputada com referência à direção do PSD, expressão essa que não utilizei, como pode ser confirmado pela audição dos videos relativos a essa parte do meu discurso disponíveis nos sites da SIC notícias e do Notícias de Coimbra em, respectivamente, em que me referi a «filosofia liberal» (mais concretamente a filosofias liberais) o que é diferente de apodar de «neoliberal» a direcção do meu Partido.

A expressão «neoliberal» tem, em regra no plano político, um sentido pejorativo, uma vez que se associa ao prefixo «neo» a ideia de radical ou exagerado, embora a palavra « neo » que vem do grego signifique, novo, atualizado .

Não tem por conseguinte grande importância para a opinião pública este pormenor que contudo fez com que já hoje eu tivesse enviado ao Dr. Passos Coelho um esclarecimento sobre este assunto, tendo-lhe sido por mim comunicado também que a frase «não se sabe quem será o líder do PSD quando fizer a entrega das assinaturas», que consta da mesma notícia, é da minha autoria e não do Eng. Maurício Marques, Presidente da Distrital de Coimbra do PSD para que o Presidente da Comissão Política Nacional do PSD não pense que um dirigente Distrital do PSD estará a admitir a mudança na presidência do Partido em função dos resultados eleitorais das próximas legislativas.

 

  1. b) quanto à notícia do Diário de Coimbra, a mesma comporta uma gralha jurídica quando afirma que «se conseguir chegar ao Palácio de Belém, o advogado avançará com a revisão da Constituição Portuguesa», quando é sabido que a revisão constitucional é da competência da Assembleia da República, pelo que apenas posso apresentar algumas sugestões para essa revisão constitucional que é precisamente o que já estou a fazer.

Em tudo o mais a notícia apresenta a qualidade que é característica da Patrícia Silva, uma jornalista de elevado mérito profissional.

 

  1. c) quanto à notícia do Jornal de Notícias cuja publicação também agradeço, (tal como agradeço a publicação das demais notícias a que supra-aludi), ela tem o condão de alertar as pessoas que se revêm na minha candidatura para a necessidade de colaborarem na recolha das indispensáveis assinaturas, o que já gerou alguns contactos nesse sentido.

Nenhum reparo tenho a fazer à notícia em apreço que não apresenta qualquer incorreção .

 

  1. d) quanto à notícia do Diário As Beiras e que pode ser colhida no site do próprio jornal não comporta a mesma qualquer erro, estando também tecnicamente bem elaborada como é aliás apanágio do António Alves, jornalista notável e de grande dedicação à causa do jornalismo em Portugal.

Apenas as fotografias publicadas pelo Diário As Beiras (quase todas) continuam a apresentar falta de nitidez devido às más condições de impressão e não à qualidade das fotografias, uma vez que o Diário As Beiras contrata o serviço de excelentes fotógrafos, como é o caso do Carlos Jorge (Cajó).

Já anteriormente chamei a atenção da redacção do Diário AS Beiras para esse problema da falta de nitidez das fotografias.

Todas as minhas críticas levam implícito um sentido construtivo.

Só criticamos as pessoas ou instituições a quem queremos bem, pois em relação às demais somos normalmente indiferentes.

castanheira barrosAutor: Castanheiro Barros,

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