Sindicato acusa administração da Textursymbol de “falta de respeito e de consideração”

O representante legal da administração da Textursymbol voltou ontem a faltar à reunião com o sindicato. Sem qualquer documento que assegure a não retirada de maquinaria do interior da empresa, as 26 trabalhadoras não interrompem a vigília que iniciaram no início no mês.

Dias e noites a fio à porta da unidade de confeções localizada em S. Paio de Gramaços. Esta tem sido a dura realidade das 26 trabalhadoras que, desde o dia 2 de outubro, optaram por vigiar os portões de acesso à empresa de onde desconfiam que já terá sido retirada maquinaria.

A motivar a decisão das trabalhadoras está a falta de pagamento dos subsídios de 2012, subsídio de férias deste ano, meio salário de agosto e o mês de setembro. As trabalhadoras que já procederam à suspensão dos contratos de trabalho e requerem o subsídio de desemprego, querem agora garantir o pagamento dos montantes em atraso, impedindo que as máquinas que se encontram nas instalações da fábrica sejam retiradas.

A vigília que começou no dia 2 de outubro, num sinal de clara desconfiança em relação à “má fé” da administração, parece contudo não ter fim à vista. A acompanhar a luta das trabalhadoras juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, a presidente do Sindicato dos Têxteis e Vestuário do Centro tem assistido à manifesta falta de interesse da administração da empresa em resolver a situação, com o seu representante legal a optar por não comparecer às reuniões que têm sido marcadas.

No imediato, o que se pretende é que o advogado da empresa emita um documento que garanta que a maquinaria e outros bens não sejam retirados da empresa de maneira a possibilitar que as 26 mulheres interrompam a vigília que já vai longa.

A mais recente ausência do advogado da Textursymbol verificou-se na tarde desta segunda feira. Depois de faltar à reunião marcada para as 15h00, o advogado pediu adiamento do encontro para o final do dia, acabando por voltar a não comparecer.

Uma atitude que a responsável pelo Sindicato considera inqualificável. “É uma falta de respeito e de consideração para com as trabalhadoras”, reagiu Fátima Carvalho ao correiodabeiraserra.com, entendendo que aquela postura não vai ao encontro daquela foi sempre a atitude das trabalhadoras que, ao longo dos anos “tiveram o maior respeito e colaboração” para com a administração. Ainda que manifestamente contra, Fátima Carvalho não estranha o modo como a administração tem vindo a atuar em todo este processo, dado que na passagem “de uma empresa para outra as trabalhadoras estiveram sempre sem os direitos devidos”.

Trabalhadoras e sindicato esperam que durante o dia de hoje, o representante legal da empresa proceda à emissão do documento que garanta a não retirada das máquinas. No caso de não acontecer, Fátima Carvalho reúne amanhã com as trabalhadoras para estudar a adoção de novas medidas.

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  • Bruno Pereira

    E assim vai este Portugal, com a justiça a funcionar assim nestes parâmetros a beneficiar os vigaristas, aldrabões, incompetentes deste Pais que mais se pode esperar? maior produção? mais riqueza ? com certeza que não , esses patrões ordinários sem escrúpulos deviam receber a justiça devida nem que fosse a popular, é essa tralha que dá mau nome ao patronato em Portugal. muita força para essas trabalhadoras e que resolvam rápido a sua situação .