“É um drama muito grande, aquele que se vive em Portugal com a sinistralidade rodoviária”, considerou ontem a vereadora do Partido Socialista, Maria José Freixinho, sugerindo ao executivo da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital a promoção de acções de sensibilização junto dos mais novos, com o objectivo de os alertar para aquela problemática.

Sinistralidade rodoviária preocupa socialistas

Imagem vazia padrãoPropondo uma parceria com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Freixinho defendeu que a sensibilização começasse junto dos alunos do pré-escolar. “Poderíamos também usar a Casa da Cultura para expor este drama e sensibilizar sobre esta matéria e até produzir infomails com as estatísticas do concelho”, acrescentou a vereadora em reunião pública do executivo, sublinhando que para além de se tratar de uma matéria nacional e europeia, está em causa “um drama que é nosso”, pelo que “a Câmara terá condições de pensar numa forma de demonstrar a sua preocupação e contribuir para a criação de outra mentalidade”.

A posição de Freixinho foi aplaudida pelo colega de vereação José Francisco Rolo que, na ocasião, considerou tratar-se de uma “proposta com toda a pertinência”. Para o eleito socialista, “é preciso educar para a segurança rodoviária e para comportamentos cívicos na estrada e na rua”. Lembrou uma proposta por si apresentada no mandato anterior e que passava pela criação de um parque circuito – à semelhança do que existe em Braga – onde se possa promover a prevenção rodoviária junto das crianças. “Acho que seria uma medida importante”, sublinhou o vereador socialista, por considerar essencial que “crianças de tenra idade desenvolvam comportamentos de segurança e civismo”.

Livro do pré-escolar dedicado à prevenção rodoviária

O presidente da Câmara Municipal não desvalorizou a questão, mas recusou imiscuir-se naquilo que deve ser o trabalho das escolas, ao mesmo tempo que colocou de lado a sugestão de criação de um parque circuito no concelho. “A Câmara pode criar algum incentivo, mas não podemos interferir no plano de actividades das escolas”, afirmou Mário Alves, acabando por propor que o livro que, anualmente, é produzido com trabalhos de alunos do pré-escolar não verse sobre o tema ambiente e incida, antes, no tema da prevenção rodoviária.

Sobre a proposta de criação de um parque circuito, Alves referiu que o mesmo tipo de actividades pode ser desenvolvido em espaços já existentes, como tem acontecido com as acções promovidas no decorrer da Semana Municipal da Educação, com o apoio das forças de segurança, sem necessidade de grandes investimentos. É que – segundo o autarca – a criação de um parque circuito pode rondar os 150 mil euros.

Ainda sobre a sinistralidade rodoviária, Alves criticou a “demasiada importância” dada pela comunicação social a espectáculos de provas de resistência e excesso de velocidade, como é o caso dos ralis. “É preciso que se use pedagogia em todo o sentido”, frisou.

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