Fogo em duas localidades do concelho de Oliveira do Hospital já foi dominado

Situação em Góis “é preocupante” e pode agravar-se

O comandante operacional da Protecção Civil, Vítor Vaz Pinto, disse hoje que o incêndio de Góis “é preocupante”, uma vez que está a lavrar com grande intensidade. A informação é corroborada pela ministra da Administração Interna e um lar de idosos já teve de ser evacuado.

“Góis é uma situação preocupante, o incêndio está a lavrar com grande intensidade e a ser objecto de análise muito particular”, afirmou Vítor Vaz Pinto no segundo balanço do dia feito no posto de comando instalado em Avelar, no concelho de Ansião, em Leiria. Já em relação ao incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande no sábado adiantou que neste momento, “85 por cento ou mais do perímetro está em rescaldo e consolidação”, sendo que, acrescentou, estão a ocorrer diversas reactivações, sobretudo, devido às condições meteorológicas adversas.

Lar de idosos evacuado

“A temperatura está altíssima, a subir cada vez mais. Eu desloquei-me a uma das povoações e havia uma localidade em que o vento dobra as árvores de uma tal maneira… Aliás, vê-se pelas estradas, que a quantidade de folhas e de carumas que há por ali fora se deve ao forte vento”, relatou a presidente da Câmara de Góis, Lurdes Castanheira. De acordo com a autarca, já foram evacuadas três povoações – aldeias Velha, de Candosa e de Carvalhal do Sapo -, e “inclusive um lar da terceira idade que pertence à Cáritas Diocesana de Coimbra”.

“Esperemos que o fogo não chegue até estas localidades, mas, na eventualidade de chegar, recebemos instruções do Comando [Distrital de Operações de Socorro — CDOS] para se proceder à evacuação”, afirmou. No caso do lar, está situado na povoação da Cabreira, na União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal, e é frequentado por 56 idosos. Todos foram retirados.

“A Câmara mobilizou todos os meios, juntamente com a GNR, o INEM, voluntários, a Segurança Social e trouxemos todos os idosos do lar”, precisou Lurdes Castanheira. A responsável lamentou, contudo, que alguns residentes das aldeias evacuadas tenham optado por permanecer nas suas habitações. “Infelizmente, há pessoas que teimam em ficar, não seguem o exemplo de Pedrógão Grande, dizem que têm umas mangueiras, que têm um bocado de água e não conseguimos [tirá-las de lá]”, assinalou.

O município de Góis faz fronteira com Pedrógão Grande e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e com o concelho da Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, para onde as chamas progrediram, após deflagrarem no sábado, em Fonte Limpa.

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