“Só assim conseguiremos combater a desertificação e desenvolver a economia social”

Assistida pela comunidade local, a cerimónia contou com a presença do secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, o deputado Maurício Marques, mas também da ex-ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, reconhecida pelo seu empenho na conquista de financiamento, na ordem dos 50 por cento, para a obra estimada em 540 mil Euros.

Para além destes, foram vários os nomes que, na sede da Junta de Freguesia de Penalva de Alva fizeram eco – Paulo Coelho, Leopoldo Vaz, Ester Santos e comunidade em geral –, em jeito de reconhecimento pelo apoio, empenho e até doações, sempre em proveito da Instituição Particular de Solidariedade Social que, através do espaço em construção, pretende dar continuidade ao trabalho de apoio a crianças, famílias e idosos e dar início à valência de Centro de Dia.

“Tem sido este esforço coletivo e união que têm facilitado a caminhada, provando que quem quer e acredita sempre pode”, afirmou o presidente da direção da IPSS, o médico José António Madeira Dias, que destacou o “empenho constante” da população e da comissão de apoio.

De olhos postos numa ambição maior – a construção do lar de idosos está reservada para uma segunda fase – o responsável agradeceu ainda o apoio de conterrâneos e destacou o papel da Câmara Municipal enquanto “pilar” do Centro.

“Neste projeto, a Câmara voltou a ser parceira primordial com uma comparticipação, sem a qual a viabilização da obra não seria possível”, referiu, sem esquecer também o “empenho e entusiasmo” do presidente José Carlos Alexandrino “junto do poder central”.

Câmara apoia com “verba significativa”

Recusando-se a olhar para o novo projeto como “mais um equipamento”, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital revelou-se confiante no “forte contributo”, que a nova resposta pode dar à freguesia e ao concelho, porque “é um equipamento com destino próprio e que vai servir os mais desfavorecidos e os nossos jovens”.

Sem contudo adiantar o valor da comparticipação – “vou levar proposta a reunião de executivo”, disse – José Carlos Alexandrino tornou público o compromisso de o executivo financiar o novo projeto com “uma verba significativa”.

O autarca que também fez questão de realçar o empenho de Dulce Pássaro no sentido de o governo manter o financiamento prometido, elogiou também a determinação de José Madeira Dias pela sua disponibilidade em lutar sempre pelo projeto, que se vai tornar numa “obra de inegável importância para o Vale do Alva”.

Aproveitando a presença de um membro do governo no concelho, José Carlos Alexandrino voltou à carga com o tema das acessibilidades, alertando José Cesário para o facto de Oliveira do Hospital continuar a ser vítima de um problema de competitividade, por não ter acessos dignos desse nome.

“Vou aproveitar sempre para apelar”, avisou o autarca que se recusa dar-se por vencido no processo.

O presidente da Câmara apreciou igualmente o modo de trabalho do presidente da Junta de Freguesia, Rui Campos, que “tem defendido a freguesia com inteligência e capacidade de diálogo”.

“Atrair as comunidades espalhadas”

A participar no primeiro ato público desde que tomou posse no atual governo, José Cesário veio ao concelho recordar a data, dezembro de 2004, em que também passou na freguesia de Penalva de Alva para marcar o arranque da IPSS e, elogiar o bom funcionamento das instituições.

Conhecedor da realidade da região, o governante natural de Viseu que é responsável pelas Comunidades, não deixou também de apreciar a boa recuperação da antiga escola primária para sede da Junta de Freguesia, ao mesmo tempo que apreciou o novo projeto do Centro de Desenvolvimento Sócio-Cultural de Penalva de Alva, como forma de “combater a desertificação e desenvolver a economia social”, que considera “importante para combater o isolamento de muita gente que morrerá ignorada pelas próprias famílias”.

O governante que também não deixou de cumprimentar publicamente o antigo presidente da Câmara Municipal – “recordo-me dos tempos em que Mário Alves me batia à porta com a bandeira do concelho, tal como faz o atual presidente”, referiu – encara o novo projeto como “um trabalho extraordinário” para a freguesia e concelho e com capacidade para atrair as “comunidades espalhadas”.

“É preciso fazer opções, mudar e reformar e temos que começar pelos que estão lá fora, em termos de capacidade de influência, para se ligarem a nós”, considerou José Cesário, entendendo que “para isso são necessárias instituições deste género”.

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