“Só estou disponível para me manter à frente da ESTGOH num cenário de a escola continuar e crescer”

Correio da Beira Serra (CBS) – É presidente da ESTGOH há pouco mais de um ano. Neste momento, vê-se a braços com a ameaça de encerramento ou esvaziamento da escola no próximo ano letivo. Como é que encara esta situação?
Jorge Almeida (JA)-
Encaro com grande preocupação. Nunca me passou pela cabeça que isto pudesse acontecer. Houve de facto algumas situações que colocaram em causa a continuidade da escola entre janeiro e junho de 2011. A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH) sempre acompanhou a situação e chegou-se a entendimento, que culminou com a realização da conferência de imprensa, no dia 24 de maio, onde ficou a convicção de que um curso será encerrado progressivamente, mas que virão outros cursos para a ESTGOH.

Parti de férias com a minha família para o estrangeiro no dia 9 de agosto e, antes disso, participei quase todos os dias em reuniões em Coimbra. Já sabia que vinha aí a discussão do orçamento e que vinham aí cortes. A questão do orçamento até é pacífica, porque o atual governo foi buscar o orçamento do governo anterior e aplicou um corte exatamente igual a todas as entidades de 8,5 por cento, mais 2,5 de reserva. Porque me encontrava em férias, não compareci. Na convocatória que recebi apenas constavam os pontos relativos a informações e orçamento. Não vinha nada sobre suspensão, transferência de alunos, professores ou funcionários. Não vinha nada. Era uma convocatória semelhante às dos últimos 10 anos. Eu não pude ir e o meu vice foi pai nesse dia, mas a escola esteve representada pelo presidente do Conselho Científico, o professor doutor Francisco Afonso que foi munido por mim, de toda a informação necessária para discutir o orçamento. Qual não é o meu espanto, quando estou a 2700 quilómetros de Portugal e vou seguindo a reunião via msn e, vou-me apercebendo pelo meu colega de que o senhor presidente do IPC faz uma proposta de transferência dos alunos, funcionários e professores da ESTGOH para Coimbra. Fiquei perplexo e para morrer. Eu soube na hora e não queria acreditar. Se a pessoa que me representou não fosse da minha máxima a confiança eu não queria acreditar. Nem eu, nem a Câmara Municipal, nem o governo sabíamos de nada. Foram três entidades que não sabiam de nada.

CBS – O presidente do IPC passou por cima de todos…
JA –
Nunca me disse nada a mim. Inclusive estive com ele nos últimos dias antes de ir para férias e estava tudo normal. Fui apanhado completamente de surpresa, porque a escola já se está a preparar para a nova oferta formativa. Quando estou preparado para avançar com novos cursos para a ESTGOH, eis senão quando… eu fiquei…

CBS – Acha que já em maio havia a clara intenção de encerrar a escola?
JA-
Eu estou de boa fé e sou otimista. Estou aqui há 10 anos e já tive todos os cargos possíveis dentro desta escola. Eu acredito que vivemos num estado de direito e foi com bastante satisfação que vi a intervenção do governo. Esta é uma situação que ultrapassa a minha esfera de competências, uma vez que isto foi aprovado nos órgãos superiores do Politécnico. Graças a Deus que houve a intervenção do governo e que é cristalina, ao dizer que não se pode encerrar a escola e se podem fazer algumas reestruturações em diálogo com os parceiros. Nós concordamos com a posição do governo, porque ao final de 10 anos admito que possam haver cursos que já não tenham potencial de atração. É normal, porque como aqui o meio é mais pequeno pode haver alguma saturação ao fim de 10 anos.

O que eu reconheço é o vetor de desenvolvimento que a escola constitui nesta região. Há a região da Beira Serra antes da ESTGOH e uma região depois da ESTGOH. É inegável. Há uma união e não vejo um partido político ou parceiro social que não comungue da importância que tem o Politécnico para Oliveira do Hospital. Recebi no ano passado a escola com cinco licenciaturas. Hoje tenho cinco licenciaturas, dois mestrados e quatro CET em pleno funcionamento. Nós crescemos muito. Passámos de cinco para 11 cursos abertos.

CBS – Como é que encara a posição assumida pelos seus colegas presidentes de escolas no Conselho de Gestão, dado que apenas um votou contra a proposta apresentada por Rui Antunes?
JA –
Sabe , por vezes, numa reunião que dura 10 ou 12 horas, por força da pressão e dos cenários que são apresentados e crueldade dos números, as pessoas podem ter algumas posições naquele momento. Se olharmos para a crueza dos números, verificamos que o IPC é o terceiro maior do país e que este escola com os seus 650 alunos é cinco por cento do IPC. Nós não somos nem uma escola gastadora e ninguém consegue fazer uma escola com menos recursos do que estes. Mais económica é impossível. Nesta escola não há nomeações e os docentes têm os ordenados tabelados. Não temos professores no topo da carreira e já deveríamos ter quatro ou cinco… É difícil fazer uma escola de forma tão económica. Esta é uma escola low cost, com mão de obra extremamente reduzida e às vezes chego a pensar como será possível fazer tanto com tão pouco.

CBS – Certamente já teve possibilidade de falar com o presidente do IPC. Como é que Rui Antunes justifica a proposta apresentada?
JA
– O presidente do IPC é meu superior hierárquico e é uma pessoa que eu tenho que conduzir para dentro da ESTGOH e lhe demonstrar o meu ponto de vista. Ele tem que ser um militante de uma causa que se chama ESTGOH. Eu não vou hostilizar nunca o presidente do IPC. Sejamos pragmáticos. Eu não sou D. Quixote, sou presidente de uma Escola e faço o que posso, mas sem a assinatura do presidente do IPC nada pode ser feito. Não posso ser presidente de uma escola contra o senhor presidente, que é equivalente a reitor da universidade. O professor Rui Antunes é inquestionavelmente um parceiro da ESTGOH. Tem a sua visão que é diferente da minha e é minha obrigação trazê-lo para esta causa que é a ESTGOH.

CBS – O Dr. Rui Antunes também usou o argumento de que perante um corte de 8,5 por cento no orçamento o caminho mais fácil é fechar a ESTGOH, tal como disse ao presidente da Câmara Municipal?
JA –
Tenho estado quase todos os dias com o presidente do IPC e o que tenho feito é convencê-lo da mais valia que a escola representa para o IPC. Todos os politécnicos português têm escolas nas periferias, é essa a missão dos mesmos e é um dos elementos que os distingue das universidades. É essa missão que a ESTGOH está a cumprir porque é um elemento contra a desertificação e que permite fixar quadros qualificados na região. Para além de haver quadros formados na ESTGOH em tudo o que é bancos, agências de seguros, grandes empresas e Câmara Municipal, há também empresas de base tecnológica que começaram com quadros oriundos da ESTGOH. A escola cumpre cabalmente todos os dias o seu papel.

O argumento que foi dado foi o dos cortes. Eu combato essa posição com argumento de que os cortes devem ser divididos por todas as escolas. A ESTGOH vive dentro das dificuldades do país e não é um oásis. Nós já no ano passado sofremos um corte elevado e, este ano, aceitamos os cortes que o governo do país está a impor às escolas. Nós não vivemos acima da lei, vivemos dentro daquilo que nos é imposto. Não podemos admitir é que nos levem tudo…isso não é nada.

CBS – Encara isto como uma tentativa de matar a ESTGOH para salvar outras escolas do IPC?
JA –
Tenho aqui uma posição difícil porque tenho que trabalhar com uma hierarquia. Não sou político e a política é uma atividade esguia que pode insinuar, mas eu não posso. Eu tenho é que trabalhar com o Rui Antunes. É essa a minha obrigação. É isso que as pessoas esperam de mim. E numa atitude responsável, combativa e construtiva tenho que demonstrar que a ESTGOH é imprescindível ao IPC não só pelos baixos custos de funcionamento já demonstrados – como é que uma escola com 11 cursos só gasta 1.313.000,00 Euros que é a proposta de orçamento para 2012? – mas também pelo facto de a ESTGOH fazer cumprir a missão que o IPC estatutariamente e legalmente tem imposta. A ESTGOH é no fundo um elemento de grande riqueza para o IPC.

“Não estou ao serviço e não quererei nunca participar numa situação que possa conduzir ao encerramento”

CBS – Hoje realiza-se o Conselho Geral o que é vai estar em cima da mesa?
JA-
Este ano, a Escola não fecha porque o ministério da Educação não deixa. Mas, entretanto o professor Rui Antunes fez uma nova proposta de transferência de cursos, funcionários e alunos para Coimbra em 2012/2013. Eu não concordo e sou frontalmente contra qualquer tentativa de fecho, esvaziamento, transferência que poderá em última análise levar ao fim da escola. O que a ESTGOH precisa é de crescer de forma sustentada e, tem todas as condições para manter a sua oferta formativa e ter aqui uma aliança com o grande investimento que o concelho está a fazer nos biocombustíveis através da plataforma e ter aqui um eixo inovadopr ligado às energias alternativas. Estou a tentar trazer sinergias do IPC para cá.

CBS – O que é que espera da reunião?
JA –
Eu vou convencer os meus pares. O Conselho Geral é constituído por 35 elementos e eu vou demonstrar a importância que tem a ESTGOH para o IPC e para a região da Beira Serra, visto que não há outra alternativa ao nível do ensino superior. Eu sei que há aqui uma escola ao lado, em Seia, com dois cursos na área de Turismo, mas a oferta não tem nada a ver. Foi um governo há uns anos que criou esta escola e eu não acredito que possa vir a ser encerrada. Não estou ao serviço e não quererei nunca participar numa situação que possa conduzir ao encerramento. No dia em que eu sinta isso, simplesmente, entrego as chaves ao presidente.

CBS – Equaciona por isso a demissão do cargo em caso de aprovação da proposta?
JA –
Estou aqui há 10 anos e independentemente do cargo que ocupo, há um cargo do qual eu nunca sairei que é o de ser militante base da ESTGOH. É um cargo que é meu por direito. Já tive aqui tantos cargos e já ganhei e perdi eleições. Tenho orgulho e muita honra pelo trabalho que fiz até aqui. Fui eleito e tenho um compromisso de gerir a escola e fazê-la crescer. Até agora tenho feito isso. Neste momento toda esta ameaça resulta de uma proposta do presidente do IPC aprovada em Conselho de Gestão, mas que carece de Conselho Geral. Demonstrarei que a escola não tem problemas financeiros, nem dificuldades em pagar salários. Chegaremos ao final deste ano com alguma folga financeira e ainda teremos aproximadamente 476 mil euros que não iremos gastar em saldos transitados do passado. A escola tem salários e fornecedores em dívida. Nesta escola não há qualquer problema.

CBS – Acredita que a proposta venha a ser chumbada?
JA
– Eu vou demonstrar a mais valia desta escola. Há aqui o combate de uma vasta comunidade que deseja a escola e eu vou ao órgão máximo do IPC convencer de que esta escola vale a pena. Mas quem vota são elementos de outras escolas. Se o Conselho Geral decidir pela transferência dos cursos para Coimbra, passaremos a outra fase de luta que já me ultrapassa. Só o governo é que poderá aqui intervir. Não quero fazer cenários. Apelo ao bom senso das pessoas. Não vou hostilizar ninguém, vou convencer que tenho comigo a força da razão mas sempre com papel negocial. Porque daqui por 10 anos não quero ter uma escola com os mesmos cursos mas sem alunos. Sabe que, às vezes, depois de uma crise pode-se gerar um momento de grande desenvolvimento da escola. Depois de um abanão pode haver um renascimento. Mas, isso só se consegue com a abertura de novos cursos. Se no limite, o Conselho Geral votar pela transferência de cursos para Coimbra, restará uma solução ao poder político e eu terei que me posicionar. Só estou disponível para me manter à frente da ESTGOH num cenário de a escola continuar e crescer. Qualquer outro cenário implicará a minha não continuação no cargo porque enquanto eu cá estou as pessoas pedem-me responsabilidades.

No entanto, quero ajudar o Dr. Rui Antunes e lidar com os cortes e a ESTGOH está disponível para internamente se fazerem mais cortes, se nas restantes escolas do IPC o mesmo vier a acontecer. Alguma coisa vai ter que mudar e nós temos ideias. No próximo ano vão voltar a haver cortes e até bom que se comece já a planificar, porque depois, em 2013, o que é que vamos cortar? Sei que muitos reitores aceitaram mal o corte no orçamento, mas também se pode chamar a atenção do poder político. Acho que perante os cortes não se deve encerrar uma escola. Do ponto de vista político, isso é muito mau sinal. Não se encerra uma escola por dificuldades financeiras que nem sequer existem na ESTGOH.

“Estou solidário com os alunos … já tive mães a chorar no meu gabinete”

CBS – Tem falado com os alunos?
JA
– Eu gostaria de ter estado na Reunião Geral de Alunos de 1 de setembro, mas estive em Conselho de Gestão. Eu como presidente da ESTGOH tenho um defeito, é que não tenho o dom da ubiquidade. Pedi a alteração da hora da reunião mas não foi possível. Fiz-me substituir pelo meu vice enquanto defendi a ESTGOH em Coimbra. Sabe, a comunicação com os alunos é difícil porque perante uma situação complicada, não quero alarmar os alunos. Quero construir soluções com o IPC para que os direitos dos alunos sejam acautelados.

Lamentavelmente, também não estive na última reunião da Assembleia Municipal, porque lamentavelmente estive em reunião em Coimbra e no lançamento público de uma instituição parceira da ESTGOH, que foi a criação da Ordem dos Engenheiros Técnicos. Também me fiz representar pelo vice-presidente da ESTGOH. Qualquer tentativa de negociação de solução para a ESTGOH está em Coimbra ou Lisboa. Gostaria claro de estar presente numa próxima assembleia ou debate público sobre o assunto, obviamente sempre sujeito a qualquer outro compromisso com a ESTGOH. Quando não estou a dar a cara pela ESTGOH em Oliveira do Hospital é porque estarei noutro lado a defender a escola.

CBS – Está a par das preocupações dos alunos?
JA–
Estou solidário com eles. Já tive aqui mães a chorar no meu gabinete. A ESTGOH tem cursos únicos no país. Oxalá que não, mas se a escola encerrar as soluções serão muito difíceis. Por exemplo, o curso de Qualidade, Ambiente e Segurança não existe em mais nenhum ponto do país. O curso de Marketing também não existe em mais nenhuma escola do IPC. Muitas vezes, as pessoas atacam indevidamente a ESTGOH porque tem duplicação de cursos. Isso é uma mentira. Das cinco licenciaturas que temos, duas existem no IPC, mas as restantes três não.

CBS – Também entende que toda esta ameaça está a gerar um nítido prejuízo à ESTGOH? O prejuízo poderá já ser visível nos resultados da 2ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior?
JA
– Não tenho a mínima dúvida de que ao aparecerem notícias na TV e capas de jornais com o encerramento da ESTGOH há um gravíssimo dano de imagem para esta escola. Por algum motivo, eu não dei nenhuma entrevista durante alguns dias para serenar as coisas, porque só se consegue negociar e resolver problemas com serenidade. A diplomacia é a arte da guerra sem sangue e, por isso, nós temos que negociar e dizer ao IPC que queremos ser parte da solução. Vão decorrer graves prejuízos de imagem, vai ser afetada a expetativa dos alunos que já cá estão e dos que hão-de vir.

CBS – Acredita que alguns alunos colocados na 1ª fase poderão nem efetivar a matrícula?
JA
– Sim acredito. Mas é minha obrigação serenar os ânimos e tentar arranjar plataforma de entendimento com o presidente do IPC e de outras escolas. Acredito que consigo trazer para esta causa, os meus colegas presidentes de outras escolas, porque eu não estive presente na reunião do Conselho de Gestão.

Ao fechar a escola, o IPC não resolve nada. A ESTGOH é uma escola viável e sem problemas financeiros. Na sua história de 10 anos, a ESTGOH nunca pediu ajuda financeira, pelo contrário, pela mão dos meus antecessores esta escola já foi chamada a ajudar outras escolas do IPC. Eu ajudaria as outras escolas. Somos todos IPC e não estou em guerra contra ninguém. As relações pessoais são boas e excelentes e só tenho que continuar a trabalhar com o professor Rui Antunes e os meus colegas.

CBS – Num quadro de boas relações pessoais acha aceitável que Rui Antunes tenha avançado com a proposta de transferência em Conselho de Gestão?
JA
– Eu não acho aceitável. Mas o ser humano às vezes é complexo. Por vezes tomamos decisões que acabam por nos surpreender. Penso que agora é preciso sentido de estado e encarar os problemas. Isto não é uma guerra.

CBS – Mas o próprio presidente da Câmara Municipal já assumiu o professor Rui Antunes como sendo um inimigo do concelho…
JA –
Não se consegue fazer uma escola contra o presidente Rui Antunes. Não me meto nessa guerra, à política o que é política e ao ensino o que é ensino. Eu também senti uma certa mágoa e já lho transmiti por não ter sabido de nada. Mas, de facto, o próprio governo do país também não soube de nada. Não fui eu o único a ser surpreendido com esta precipitação porque os números são duros.

CBS – Precipitação? O presidente Rui Antunes não recuou, optou antes por reformular a proposta…
JA –
Tenho tido contatos quase diários com Dr. Rui Antunes para o convencer da perfeita viabilidade da escola e da comunhão que todas as forças ativas da região têm em relação à ESTGOH. Já lhe dei conta do forte empenho determinação da CMOH, que tem colaborado numa solução para a escola. A CMOH está disposta a ajudar e toda a região quer esta escola.

Sou professor do ensino superior há 16 anos e já passei por outros politécnicos e universidades, mas nunca vi numa escola a sociedade tão recetiva e uma comunidade tão emocionalmente ligada à sua escola. Isso para mim é motivo de orgulho. Ao longo de uma década a ESTGOH conseguiu-se enraizar e a sociedade hoje já não abdica dela. Sinto-me confortável e não me sinto sozinho. Tenho recebido manifestações de solidariedade de presidentes de outros politécnicos e outras escolas. Apraz-me registar uma onda de solidariedade regional e nacional. Não acredito nem aceito que a ESTGOH seja encerrada. Não aceito transformar a ESTGOH numa escola de dois ou três CET ou de apenas um curso.

CBS – Acha que a construção das novas instalações será a tábua de salvação da escola?
JA –
Não. Nós estamos a par de todo o empenho da Câmara na construção das novas instalações. Inclusive acompanhámos a CMOH num novo projeto de arquitetura para uma solução adequada à realidade financeira do país, da região e do número de alunos. Não é uma escola para dois mil alunos, mas sim para 900 ou mil alunos. Umas novas instalações seriam um pólo de atração. Mas, para mim, o mais importante numa escola são as pessoas.

Mais do que as instalações, o importante é haver aqui uma partilha de vontades, uma atitude muito determinada em ter aqui a escola. Eu quero ter novas instalações e sei que a Câmara, um dia, vai resolver isso. Mas neste momento, o desafio é convencer o órgão máximo do IPC… não consigo imaginar Oliveira do Hospital sem ESTGOH. E perante as adversidades eu costumo dizer que o que não mata fortalece e, até agora, ainda não morremos.

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