No início do último ano de mandato à frente da Sociedade Recreativa Lealdade Sampaense (SRLS), Sónia Veloso faz um balanço positivo da sua prestação desde que tomou posse em Janeiro de 2006. Lembra que ocupa aquele lugar por, na ocasião, mais ninguém o desejar, mas garante não estar arrependida porque “está tudo a andar”.

“Só não fazemos mais porque não podemos”

Imagem vazia padrão“Já que não há homens capazes de constituírem uma lista, então vai avançar uma mulher”. Foi com esta convicção que Sónia Veloso agarrou o desafio de presidir à direcção da mais antiga colectividade concelhia, a Sociedade Recreativa Lealdade Sampaense, fundada no dia 7 de Março de 1909 e sedeada na freguesia de São Paio de Gramaços. É que em Dezembro de 2005, depois de 13 anos ao leme da SRLS o então presidente Vítor Duarte colocara o lugar à disposição, também com o objectivo de se dedicar por inteiro à secção de Basquetebol que, no dia 10 do referido mês, se passou a designar Sampaense Basket, passando a dispor de uma direcção própria.

Com o afastamento de Vítor Duarte e perante a inexistência de uma única lista candidata, Sónia Veloso sentiu-se no dever de enfrentar o desafio do associativismo. “Avancei porque percebi que, sem direcção, o pavilhão iria estar de portas fechadas e só abriria para o basquetebol”, revelou ao Correio da Beira Serra, a jovem sampaense que não se deixou intimidar pelos nove elementos que votaram contra a sua lista. “Não estou nada arrependida, aliás tenho aprendido muito sobre associativismo”, referiu considerando como determinante o apoio que continua a ser prestado pelo benemérito local Serafim Marques, Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Junta de Freguesia de São Paio de Gramaços. Mas, não deixa de invocar a importância de todos aqueles que colaboram em cada uma das secções que integram a SRLS e que já ultrapassam uma centena. “Está tudo em actividade e nós, enquanto elementos da direcção, ficamos muito felizes por isso”, sublinhou.

“A SRLS não se pode lançar em grandes voos”

Foi projectada para promover o teatro e a música, mas rapidamente a SRLS passou a albergar várias actividades culturais, recreativas e desportivas. Hoje é constituída por quatro secções: teatro, folclore, basquetebol e creche.

Pelas “glórias” alcançadas – tri-campeão da Proliga e vice-campeão na época passada – o Sampaense Basket é o orgulho dos dirigentes da SRLS e dos sampanenses em geral. Sónia Veloso confessa-se uma aficionada pela modalidade e não hesita em considerar que para os bons resultados muito tem valido o empenho de Vítor Duarte. A responsável pela SRLS realça também a actividade “não menos importante” do Rancho Folclórico Sampaense e do Grupo de Teatro “A Semente”. Destaca a dedicação de todos os elementos que integram as secções, ao mesmo tempo que lamenta o descontentamento que existe entre os actuantes do grupo de teatro, perante a falta de um espaço adequado para a apresentação das suas peças. Mas, esclarece: “não é má vontade da nossa parte”. É, que na opinião de Sónia Veloso a direcção não pode ser responsabilizada pela estrutura de um pavilhão construído há já 15 anos. Contudo, garante que até ao final do mandato a actual direcção “vai tentar arranjar uma sala melhor para o grupo se poder reunir e guardar os seus pertencentes”. Lembra que “em termos monetários, a SRLS não se pode lançar em grandes voos”.

“Serafim Marques deveria ser eterno”

Imagem vazia padrãoO ponto fulcral de todas as actividades é o Pavilhão Serafim Marques, mandado edificar pelo benemérito para colocar ao dispor da SRLS. Constituído por várias salas, ginásio, bar e um campo para a prática de basquetebol, também apetrechado com palco e bancadas possibilitando a realização de outros eventos culturais, o pavilhão tornou-se a nova casa da SRLS. O antigo edifício – por iniciativa de Serafim Marques – foi adaptado a creche, adoptando a designação de Creche Nossa Senhora dos Milagres com capacidade para 22 crianças. Está também sob o domínio da SRLS o funcionamento da piscina semi-olímplica também custeada pelo benemérito Serafim Marques, que se prepara para colocar ao dispor da comunidade um lar de idosos, cuja gestão deverá ficar sob a alçada da futura Fundação Serafim Marques. Embora se trate de uma resposta social de domínio privado, Sónia Veloso considera estar perante uma “mais valia” para a freguesia de S. Paio de Gramaços e para o concelho.

A dirigente associativa não deixa de agradecer ao benemérito, que tem feito da freguesia de S. Paio do Gramaços, “uma das melhores do concelho”. “Tomaram muitas freguesias terem aquilo que nós cá temos”, referiu, considerando estar na presença de um homem que “deveria ser eterno”. Contudo, lamenta que “muitos não lhe dêem o devido valor”.

Sónia Veloso conclui o mandato em Dezembro próximo e confessa ainda não se ter debruçado sobre a possibilidade de uma recandidatura. Compromete-se a dar o seu melhor no decorrer de 2008 e perspectiva bons anos para a SRLS. Até agora faz “um balanço positivo” da sua prestação e garante: “só não fazemos mais porque não podemos”.

Liliana Lopes

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