Socialistas inconformados com a localização do SUB em Arganil

“É mais uma obra a somar a outras conquistadas pelo município”, referiu hoje Maria José Freixinho em reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, numa intervenção em que ficou claro o seu descontentamento pelo facto de, à semelhança com o que aconteceu com o Destacamento da GNR, também o Serviço de Urgência Básico (SUB) ter ficado localizado no concelho de Arganil.

Verificando que Oliveira do Hospital tem condições humanas e de território, capazes de justificar a centralidade que vem sendo conquistada pelo concelho vizinho, a vereadora socialista confessou-se inconformada com o facto de o concelho oliveirense não ser beneficiado com os novos serviços, chegando mesmo a considerar que “há qualquer coisa que está a falhar”.

“Não podemos ficar à espera que se lembrem de nós”

“Temos um centro de saúde, um SAP, um hospital privado que presta inúmeros serviços a cidadãos locais e de concelhos limítrofes e que é uma referência”, enumerou Freixinho, aconselhando o executivo em permanência a fazer-se ouvir.

“Não podemos ficar à espera que se lembrem de nós. Temos que nos fazer lembrados”, sublinhou aquela eleita socialista, na opinião de quem é importante, que os responsáveis pelo poder político local sejam “atentos, persuasivos e incansáveis” na luta pelos direitos dos oliveirenses.

Também o colega de vereação José Ribeiro de Almeida corroborou a preocupação de Freixinho, considerando que “há concelhos aqui à volta que têm um incremento e desenvolvimento” que – como disse – “gostava de ver em Oliveira do Hospital”. Justificou as conquistas alcançadas por outros concelhos com a “agressividade, no bom sentido” manifestada pelos respectivos responsáveis locais, no sentido de “levarem a bom termo a missão de desenvolvimento dos municípios e o bem-estar dos munícipes”.

“Não devemos viver com esse sentimento de inveja”

Em representação do presidente da Câmara Municipal que, ontem, não compareceu à reunião pública do executivo, Paulo Rocha desaprovou a forma como são vistas as conquistas dos municípios vizinhos, considerando que “não devemos viver com esse sentimento de inveja”.

Garantindo “não ter inveja” dos outros concelhos, o vice-presidente da autarquia oliveirense revelou que, o que mais lhe importa, é que aquelas conquistas não prejudiquem Oliveira do Hospital. Rocha preferiu levantar a bandeira da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTGOH) como exemplo do que “o concelho tem e os outros não têm”.

“Temos que reivindicar aquilo que são os nossos anseios e, lutar para que não nos retirem aquilo que conquistámos até aqui”, acrescentou o número dois do executivo de Mário Alves, notando que não tem sido essa a postura do governo.

Sobre a questão do Destacamento Territorial da GNR ficar localizado em Arganil, Paulo Rocha sublinhou que mais importante que os procedimentos administrativos, é o clima de segurança que, no concelho de Oliveira do Hospital, já foi reforçado com o aumento do corpo policial.

A tese da inveja é que não tardou em ficar sem resposta, com a vereadora socialista a garantir ser “pessoa de bons sentimentos” e justificar a sua intervenção como facto de, não querer que o seu município deixe de integrar o grupo dos “cinco mais” do distrito de Coimbra. Semelhante reacção foi assumida por Ribeiro de Almeida que, assegurando não sentir inveja por ninguém, chega até a felicitar os concelhos vizinhos pelas conquistas.

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