Sociedade de Defesa e Propaganda de Avô recebeu segunda leva de material ortopédico-hospitalar

Em menos de três meses, a Sociedade de Defesa e Propaganda de Avô já beneficiou de dois carregamentos de material ortopédico e hospitalar. A generosidade que já ultrapassa os 250 mil euros em material entregue, partiu da “Salvation Army – Humanitarian Aid” e teve como intermediário o associado da IPSS, Manuel Nunes.

O momento não podia ser mais apropriado. Depois de investir cerca de um milhão de Euros na nova e moderna ala do lar de idosos, destinada a utentes acamados, a Sociedade de Defesa e Propaganda de Avô (SDPA) tem visto facilitada a tarefa de apetrechamento da IPSS com material médico e ortopédico considerado essencial para o conforto dos utentes e dos próprios colaboradores da instituição.

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Em menos de três meses, a SDPA já beneficiou da entrega de dois carregamentos de material, o primeiro dos quais no passado dia 28 de agosto e o segundo no passado dia 25 de novembro. Em causa está equipamento de vária ordem, como sendo cadeiras de roda elétricas e manuais, canadianas, andarilhos, scooters, biciletas de três rodas, camas de banha, camas articuladas, camas de exame e de massagens, elevadores, entre outro material, bem como vestuário para os próprios idosos.

A tamanha generosidade em valor estimado que ultrapassa os 250 mil Euros partiu da organização internacional “Salvation Army – Humanitarian Aid” já presente em 126 países e que tem na SDPA a primeira IPSS do país a ser brindada com a entrega de material.

avocUm apoio que não surgiu do acaso e decorre das boas relações do avoense e associado da SDPA, Manuel Nunes, com a organização de que, atualmente é representante em Portugal, juntamente com o Rotary Club de Felgueiras. A motivar tamanha generosidade esteve um pedido de apoio que foi trabalhado com a diretora técnica e assistente social da instituição, Anabela Veloso e que, pela segunda vez consecutiva recebeu o aval favorável da “Salvation Army”reconhecidas que foram as dificuldades da instituição na aquisição do material em falta.

“A SDPA também tem dificuldades como as outras instituições e não tinha disponibilidade para se abastecer ou adquirir os equipamentos considerados necessários para dar o mínimo de dignidade aos utentes”, referiu Manuel Nunes, contando que enquanto associado sempre se preocupou com as carências que vinham sendo sentidas na instituição. “Já em 2004, quando foi feita remodelação no hotel que geria em Lisboa dei uma grande quantidade de roupas de cama e atoalhados” referiu Manuel Nunes que, enquanto proprietário de uma empresa de transportes também facilitou a entrega dos equipamentos doados pela Salvation Army.

De grande utilidade para a generalidade das IPSS e instituições hospitalares, os equipamentos chegados à SDPA resultam de uma recolha feita pela organização da Suécia juntos dos hospitais onde, por lei, é obrigatória a substituição dos equipamentos de dois em dois anos, sejam eles novos ou usados.

avob“Aquilo não é uma fábrica”, esclarece Manuel Nunes, que assim explica a origem dos equipamentos, alguns dos quais de valor muito elevado e, por isso, fora do alcance financeiro do comum das instituições. Anabela Veloso, diretora técnica da instituição dá o exemplo das camas de banho. “Uma altura, depois de uma empresa fazer demonstração ainda estivemos tentados em adquirir uma cama de banhos, mas havia outras prioridades”, comentou, notando que fruto da generosidade da Salvation Army são já quatro as camas de banho ao dispor da instituição. O mesmo acontece com outros equipamentos que, refere a responsável, facilitam o trabalho das colaboradoras da instituição e proporcionam maior conforto aos idosos, sobretudo aos acamados (22). “Nós não tínhamos meios para adquirir equipamento, sobretudo para a ala dos dependentes”, confidencia a técnica de ação social, notando que a chegada do material encheu de satisfação o também presidente da direção da instituição, Aristides Gonçalves.

avod“O sentimento só pode ser de gratidão”, refere Anabela Veloso a propósito do chefe máximo da IPSS que o associado Manuel Nunes considera ter tido papel “fundamental” neste processo de pedido de ajuda à Salvation Army. “É uma pessoa com uma dedicação exemplar”, sublinha Manuel Nunes que, a esta altura, se prepara para ir a votos no ato eleitoral que vai determinar o próximo presidente da direção da SDPA. Consigo assegura ter pessoas que “estejam comprometidas com a boa continuidade e funcionamento da instituição”. “É um desafio muito grande se tivermos em conta a situação atual do país”, observa ainda Manuel Nunes que atento às dificuldades da comunidade tem em mente a criação de um Banco de Ajudas Técnicas. “A quantidade de material que chegou vai permitir”, refere o assumido candidato à presidência da instituição.

Com 94 utentes nas várias valências, a Sociedade de Defesa e Propaganda de Avô iniciou a sua atividade em 1990, sendo dos lares mais antigos no concelho de Oliveira do Hospital. A funcionar em amplas e modernas instalações, a IPSS dá trabalho a 27 funcionários e a um corpo técnico composto por sete profissionais.

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