Somos livres. Autor: Artur Fontes

Há 75 anos, começaria um dos maiores conflitos mundiais do Sec. XX: A IIª Guerra Mundial. Nela, perderiam a vida cerca de 83 milhões de pessoas! A 6 de Junho de 1944, soldados americanos, britânicos e canadianos desembarcariam na Normandia, começando assim a libertação da Europa, precisamente há 70 anos. “A Polónia, que foi invadida em três frentes por um exército de um milhão e meio de alemães, [a 1 de Setembro], registou, só nas primeiras cinco semanas, cerca de um milhão de vítimas. Mais tarde, o exército soviético uniu forças com os alemães e fechou o cerco à Polónia a partir do Leste, [a 17 de Setembro], conquistando grande parte do território com a força de meio milhão de soldados (…) por cada soldado invasor que caiu, dez polacos foram mortos. (palavras do Sr. Embaixador da Polónia em Lisboa, Bronistau Mitsztal, no Estoril Political Forum,2014).

A par desta data, comemoram-se este ano, os 100 anos do início da Iª Guerra Mundial. Em Portugal comemorámos também os 40 anos do fim da nossa Ditadura e da implantação da Democracia. Na Alemanha, festejaram-se os 25 anos da Queda do Muro de Berlin, o qual simbolizava a divisão territorial e ideológica da Europa, e desta cidade, em Europa do Leste e Europa do Ocidente. “no final da guerra, seis anos depois, os Aliados assistiram calmamente à Polónia a ser dominada pela União Soviética de Estaline”(Bronistau Mitszal)

O fim das ditaduras alastrou-se, como um vento libertador, desde Lisboa a Madrid, até aos povos da Alemanha do Leste, da Hungria, da Polónia e da ex- Checoslováquia e a todos quantos viviam subjugados a esses regimes de falta de Liberdade, nos finais do Seculo passado!

Na Europa de então, surgiriam grandes vultos e dirigentes políticos, que marcariam o percurso europeu, no pós- guerra. Alguns deles conheceram durante a guerra as prisões e a deportação. Souberam prever e defender este espaço europeu, reconstruindo-o com uma visão de futuro, no caminho da prosperidade, da paz e da união. Para concretizarem este pensamento político, tornando-o viável, consideravam só ser possível realizarem-se numa sociedade onde imperasse a democracia e a liberdade, em cujas instituições se manifestassem o reflexo daqueles princípios. Defendiam o mercado livre em oposição à colectivização forçada, empreendida no Leste. Falo de estadistas como Winston Churchill, de Konrad Adenaur, Charles de Gaulle. De Jean Monet ou de Robert Schumann, este deportado em 1940 para a Alemanha, de onde fugiria para se alistar na resistência francesa; de Paul-Henri Spaak, belga, também feito prisioneiro de guerra; do italiano Altier Spinelli, preso pelo regime fascista italiano, entre outros tantos construtores do político europeu. Mais tarde, Willy Brandt e Helmut Schmidt, ocupariam um papel preponderante na amizade franco-alemã, mas sobretudo, na viragem política em direcção ao Leste, através da conhecida” RealPolitik”.

Em 1954, Konrad Adenaur, com a sua Alemanha dividida, pronunciou um discurso, onde referia: ”A unidade Europeia era o sonho de poucos. Hoje, é uma necessidade para a nossa liberdade, para a nossa existência enquanto nações e enquanto comunidade internacional intelectual e criativa” (Thomas Stehling, Forum…).

Pela força destes exemplos que souberam dirigir uma Europa saída de uma guerra que a devastou e a transformou quase em cinzas; onde a fome corria de porta em porta; pelo desejo de continuarmos a poder viver em paz, são certas as palavras do Embaixador da Polónia em Lisboa. Delas deveríamos fazê-las nossas, quando diz,“(…) no fundo de cada um de nós , polacos, há um gene codificado de liberdade e democracia que não pode ser modificado. Nem militarmente, nem politicamente, nem economicamente. Somos livres”(Bronisztau Mitszal).

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  • Livre

    A Liberdade?
    Anda fugida cá pelo nosso burgo.

  • Combate

    Fugida, não.Mal exercitada.Tem muita gente sem cervil.Logo curvam-se muito sob o poder..! Mas é só quem não tem cervil..! Quem a tem, como nós outros, estamos no melhor dos Mundos.Além do mais temos como lutar pela dita… LIBERDADE!!!