SONAE (Ai – Ai …) Ou em como o “ouro” de uns é o nosso prejuízo!

SONAE (Ai – Ai …) Ou em como o “ouro” de uns é o nosso prejuízo! Autor: João Dinis, Jano

Quando se quer impressionar – pressionar – a opinião pública em Portugal, fala-se em investir “milhões”… nem que seja para fabricar tempestades.

Bem, não quero dizer que seja este o “produto” das fábricas da SONAE que limitam a EN-17 e avançam sobre S. Paio de Gramaços e “arredores”. Mas que a respeito de certos aspectos subsistem dúvidas e que tendem para se agravar problemas – vários dos quais aliás se mantêm “clandestinos” – isso também me parece que sim.

Desde a “velha” Agloma que se têm vindo a concentrar mais ampliações – mais fábricas – umas a seguir às outras e, ao que parece, com outras mais já em fila para entrarem. Manifestamente, há, por ali, há uma excessiva concentração de fábricas por metro quadrado. E nem é assim tanta a Gente que lá trabalha…

Mas, por exemplo, onde estão as Bandas de protecção (física e sonora) das fábricas para proteger a População pelo menos a que vive quase paredes meias com as fábricas?

E a chaminés fumegantes juntam-se mais chaminés – ninhos de chaminés. Dizem-nos que delas “só” sai vapor de água… Pois, pois, e quem é que nos garante isso? Que mais de lá sairá que nem sempre de lá sai fumo “branco”? Nas chaminés todas, haverá filtros e outras disposições protectoras capazes de eliminar toxidades? Quem, como e quando fiscaliza e controla estas situações? Quem tem os resultados de eventuais análises? Eu cá não consigo ficar sossegado…

Ao que se sabe, há dezenas de captações de água, privativas, dentro dessas fábricas. Para que serve tanta água e para onde sai ela depois de usada ? Dizem que dentro das fábricas há Estações, privativas, de tratamento dessas águas usadas. Mas esses efluentes todos não ficam lá dentro armazenados. São deitados cá para fora. Como e para onde? Em que quantidades e em que condições?

Ai se a Ribeira de Cavalos falasse! Mas fala a População de S. Paio de Gramaços e queixa-se com frequência. Quem a ouve? Quem nos ouve e dá respostas às nossas queixas nesta matéria? E quanto custará – ao ambiente – uma “só” situação destas?

E se a ETAR da Cidade também ela falasse! Sim, a quanto chegam as – enormes – quantidades de efluentes das fábricas que vêm “intoxicar!” a ETAR – pública – da Cidade? E quanto paga a Câmara Municipal à empresa Águas do Zêzere e Côa por esses efluentes que lhe são debitados? Pois deve pagar dezenas de milhares de euros por ano! E quanto paga a SONAE à Câmara Municipal por esses mesmos efluentes que manda para dentro da ETAR?  Estamos fartos de perguntar mas ninguém responde ou seja, a SONAE não deve pagar nada à Câmara por isso! Mas nós, os Munícipes, nós pagamos – e estamos a pagar caro – o Saneamento de nossas casas…

E, já agora, as outras e sacramentais perguntas? Onde paga a SONAE “derramas” municipais e impostos nacionais? (Pois, pois… Aqui, o segredo é a alma do negócio – ou a minha pátria é onde estiver o lucro…ou o “of-shore”…)

OU SEJA, FEITAS TODAS AS CONTAS, AS FÁBRICAS EM CAUSA – OBJECTIVAMENTE – SÓ DÃO É PREJUÍZO AO AMBIENTE E AO NOSSO MUNICÍPIO!

E TÃO GRANDE SERÁ ESSE PREJUÍZO QUE NÃO SE PAGARIA NEM HIPOTECANDO MIL MEDALHAS “DE OURO” COMO  A  QUE  VIRÁ  RECEBER  BELMIRO  DE  AZEVEDO  DO  MUNICÍPIO…

 Autor: João Dinis, Jano

 

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  • JPCruz

    parovado caro amigo jano.

  • Abraço

    Prof. João Dinis, já o João Brandão dizia:
    “Antigamente pregavam-se homens em cruzes, hoje pregam-se cruzes em homens”.
    É assim que isto está, é preciso é dar nas vistas.

    • Beirão

      Tanto pudor…
      Apesar de aspado, creio que não foi bem isto – homens – que João Brandão, no cárcere, escreveu…
      Mas está bem.
      Para bom entendedor, meia palavra basta.

  • Nuno Miguel Alves

    Concordo totalmente com o texto. Este grupo económico gigante aniquila o cidadão oliveirense e o seu direito a respirar ar puro. O povo está cego e quando confrontado diz que o que sai das chaminés é vapor de água. Enfim, sem querer ofender ninguém mas penso que a maioria da população é ignorante em relação ao meio ambiente. É triste mas é o que penso.

  • desalinhado

    Aluém me consegue explicar a quantidade exurbitante de pó ou serradura que atualmente anda no ar e não só???!!!! Quem quiser comprovar é só deslocar-se a S. Paio mais propriamente aos “arredores” da fábrica. Já agora já alguém sabe o que era na realidade a “espuma” que invadiu a fonte Nª Sra Milagres o inverno passado? Carregue amigo Jano!!!!!