Subida das tarifas de água e saneamento é ‘inevitável’ em Oliveira do Hospital

… para fazer face à despesa do município neste domínio.

Chega a rondar os 250 mil Euros o valor da fatura que, mensalmente, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital tem que liquidar junto da Águas do Zêzere e Côa pelos serviços de abastecimento de água ao domicílio e saneamento básico. Valores considerados incomportáveis para a autarquia que não chega a cobrar metade daquele montante aos oliveirenses, sendo por isso urgente uma atualização das tarifas aplicadas pelo município.

O alerta, que já não é novo, foi reiterado na última Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital pelo próprio presidente da autarquia numa altura em que informava do valor em dívida à Águas do Zêzere e Côa – 379.935,82 Euros  –  e que dá conta do atraso propositado no pagamento da fatura de janeiro, como forma de a autarquia pressionar aquele sistema multimunicipal a reavaliar os valores que têm vindo a ser cobrados às autarquias.

“A água e o saneamento são o nosso problema principal”, assumiu José Carlos Alexandrino, notando estar em causa um desequilíbrio financeiro decorrente daquilo que é o valor cobrado aos munícipes e o montante que é pago à AZC.

“Aquilo que se cobra é menos de metade do que aquilo que pagamos”, informou o presidente, revelando que a situação piora nos dias em que chove muito, com a entrada de águas pluviais na rede se saneamento. “A fatura aumenta brutalmente”, referiu Alexandrino, avisando que “é preciso fazer qualquer coisa”. “Nunca mexemos devido às dificuldades que as pessoas passam, mas tenho consciência de que, seja eu ou outra pessoa, terá que fazer alguma coisa”, continuou.

Alexandrino garantiu que as tarifas se vão manter inalteradas até ao final do mandato, mas avisou que depois das próximas eleições, seja ele ou outro terá que proceder a “um reajustamento progressivo” das taxas, com possibilidade de até se isentarem as famílias com maiores dificuldades.

Num olhar à receita e à despesa, Alexandrino diz estar em causa um “défice brutal” agravado com os cortes das transferências do FEF na ordem dos 500 mil Euros. Um situação, que alerta o autarca, prejudica a atução do executivo municipal em outros domínios, nomeadamente na execução de obra.

“Dinheiro que poderia ir para obras, hoje subsidia água e saneamento”, observa o autarca que, ao mesmo tempo que se revela empenhado em dotar localidades com sistema de saneamento básico, está a contribuir para o aumento de caudal na rede e a consequente subida da fatura a pagar à AZC. “É inacreditável”, lamenta.

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