Subsídios chegaram tarde e com anúncio de “redução ligeira” em 2012

 

O salão Nobre da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital encheu-se na tarde do último sábado, 17 de dezembro, para a sessão pública de pagamento do subsídio anual de apoio à cultura e desporto. O ato que foi dirigido às 88 coletividades do concelho de Oliveira do Hospital primou pelo atraso, já que até aqui decorria na sessão comemorativa do feriado municipal de Oliveira do Hospital que se assinala no dia 7 de outubro.

“A nossa vontade era para pagar em outubro, mas houve cortes brutais e adiamento de algumas transferências”, justificou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, expectante de que em 2012 a autarquia tenha condições para pagar os subsídios no mês de outubro.

No total, o município procedeu à transferência de 510.150,00 Euros para o apoio ao desenvolvimento dos planos de atividades dos clubes desportivos, coletividades culturais e grupos de cariz social ou recreativo.

O momento consubstanciado na assinatura de protocolos entre o município e os dirigentes de cada coletividade ficou, contudo, marcado pela anúncio de “redução ligeira” do montante que será transferido em 2012.

“No próximo ano não vamos ter as mesmas condições financeiras e vamos ter que reduzir nalgumas coisas que não façam grande diferença”, referiu José Carlos Alexandrino dando como certa “uma redução ligeira nos subsídios” sem que se coloque em perigo a viabilidade de cada uma das coletividades. “Não será por falta de dinheiro que acabará qualquer coletividade”, tranquilizou o autarca, na expectativa de que os diretores “à frente das instituições são capazes de se readaptar a uma nova condição financeira”.

Numa intervenção onde valorizou o trabalho das coletividades e dos seus membros – “sem estas coletividades seríamos um concelho muito mais pobre”, frisou – José Carlos Alexandrino falou ainda da necessidade de “critérios mais transparentes e com princípios”, no que respeita ao apoio às coletividades. Deu o exemplo do valor de IMI que é pago por algumas coletividades e que nunca chega a ser cobrado a outras por funcionarem em espaços da Câmara Municipal.

“Há aqui alguns problemas e deveríamos ser mais justos”, verificou, ponderando também a colocação de contadores de água em todas as coletividades, não para obrigar ao seu pagamento, mas para servir de controlo de água consumida e assim despistar possíveis fugas na rede.

Do mesmo modo apelou à seriedade dos dirigentes das coletividades no que respeita ao pedido de ajudas à Câmara Municipal para a realização de obras nos respetivos espaços, notando que não cabe à Câmara Municipal suportar todos os custos, devendo funcionar apenas como parceira. “A Câmara pode ajudar e vocês também”, frisou, notando que “isto é uma forma séria de trabalhar.

“Pessoas de fibra e de garra”, foi a forma como António Lopes classificou todos os homens e mulheres que trabalham em prol das coletividades. A abrir a sessão de assinatura de protocolos, o presidente da Assembleia Municipal logo lamentou a indisponibilidade da Câmara para poder dar cumprimento a todos os desejos das coletividades, garantindo porém que a autarquia fará o que for possível. “Temos todos a noção do trabalho que fazem, mas às vezes não podemos corresponder tal como são as vossas necessidades”, frisou.

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