No dia em que foi conhecida a notícia da demissão do polémico ministro da Saúde, o Correio da Beira Serra desafiou os líderes partidários a comentarem o polémico facto político.

Substituição do Ministro da Saúde não surpreendeu líderes partidários

Imagem vazia padrãoA anunciada alteração no governo com o afastamento de Correia de Campos e Isabel Pires de Lima dos ministérios da Saúde e Cultura, respectivamente, não surpreendeu os líderes políticos do concelho de Oliveira do Hospital.

Mas, foram sobretudo as mudanças na pasta da Saúde que mais satisfizeram o porta-voz do PCP e os dirigentes locais do PSD e CDS-PP, na concordância de que a substituição foi “curta”. Já para o líder local do partido do governo, a saída de Correia de Campos era já “esperada” face à “pressão” de que estava a ser alvo, fruto da reforma no sector da Saúde e que o conduziram a um “desgaste”.

 

 

 

"O importante é mudar o goverbo todo"

Imagem vazia padrão“É pena não ter sido substituído o governo todo, para acabar de vez com estas políticas de direita”, afirmou ao diário online do Correio da Beira Serra o porta voz do PCP, considerando que “o importante não é mudar de rostos, nem mudar alguma coisa, mas sim mudar o governo todo”. João Dinis espera agora que a futura ministra da Saúde, Ana Jorge, não encerre o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, no período nocturno.

 

 

"Quem deveria ser substituído era o Primeiro-ministro"

Imagem vazia padrãoReacção semelhante foi a de Adelaide Freixinho que ao diário online do CBS referiu que “quem deveria ser substituído era o Primeiro-ministro”, uma vez que “os vários ministros apenas cumprem, cada um à sua maneira, as directivas impostas pelo Primeiro-ministro”. No caso concreto de Correia de Campos, Freixinho não tem dúvidas de que a sua saída “era urgente”. “E haveriam mais para sair”, acrescentou a líder local do CDS-PP apontando também o dedo aos ministros da Educação e da Justiça. “Alguns ministros ainda têm feito alguma coisinha, mas estes são os três expoentes que estão a empatar o país de andar para frente”. Adelaide Freixinho acusou ainda Correia de Campos de não demonstrar o “mínimo de sensibilidade” nas políticas que implementou, tratando “as pessoas como objectos e agravando a interioridade”.

 

Líder do PSD na expectativa de que a "futura ministra esteja sensível à questão do SAP"

Imagem vazia padrãoTambém o líder do PSD considerou tratar-se de uma substituição “curta”, dado que “há muitos ministros cujas políticas não têm estado de acordo com as expectativas do povo português”. Ao diário online do CBS, José Carlos Mendes confessou-se “contente” com a remodelação no ministério da Saúde, na expectativa de que a “futura ministra esteja sensível à questão do SAP de Oliveira do Hospital e venha mudar as políticas de Correia de Campos”. O social-democrata disse já contar com a substituição, mas é de opinião de que o mesmo deveria acontecer noutros ministérios como na Economia e Comunicações e Obras Públicas. “Quem irá sofrer com a situação de os manter, será o governo e o Primeiro-ministro porque as populações não concordam com as políticas implementadas”, concluiu.

 

“Aceita-se a substituição de Correia de Campos”

Imagem vazia padrãoJá na opinião do líder do partido do governo – que se confessou “não surpreendido” – o afastamento de Correia de Campos fica a dever-se à “pressão diária” a que vinha sendo sujeito pelas “reformas implementadas no sector da saúde” e que resultou num “desgaste”. “Cabia agora ao Primeiro-ministro, dentro da sua sensibilidade, reorganizar o ministério”, considerou José Francisco Rolo.

“Aceita-se a substituição de Correia de Campos, até porque há aqui a necessidade de salvar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, sustentou o socialista, mostrando-se confiante no nome avançado para passar tutelar o ministério da Saúde.

 

 "Há necessidade de salvar o Serviço Nacional de Saúde"

Na opinião de Rolo, Ana Jorge “reúne condições para desenvolver um bom trabalho na defesa do SNS”. “Precisamos de um SNS de matriz pública e que sirva todos os cidadãos”, defendeu. Já no que respeita às mudanças também ocorridas no ministério da Cultura, José Francisco Rolo considerou que Isabel Pires de Lima era “demasiado apagada, tendo em conta, aquilo a que outros ministros da Cultura tinham habituado os portugueses”.

Liliana Lopes

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