Sugestão FORDOC: BURRO VELHO APRENDE LÍNGUAS

… cada uma destas fases de forma isolada, facilmente concluímos que em todas elas a essência da palavra nunca mudou.

Comunicação, seja qual for a época ou o contexto, sempre foi a arte de ser entendido. Parando um pouco para pensar nesta definição de comunicação apresentada por Peter Ustinov, recordei uma pequena história que ouvira há alguns anos atrás…

Certo dia um sultão sonhou que tinha perdido todos os dentes. Logo que acordou, mandou chamar um vidente para que interpretasse o seu sonho. “Que desgraça, senhor! Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.” De imediato o sultão chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Indignado com a primeira interpretação, mandou que trouxessem outro adivinho e contou, novamente, o sonho que tinha tido na noite anterior. Após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe: “Sua Excelência! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.” Desta vez o sultão sorriu e mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. Quando o adivinho estava a sair do palácio, um dos cortesãos disse-lhe admirado: “Não é possível! A interpretação que fez foi a mesma que o seu colega. Não entendo por que o primeiro recebeu cem açoites e o senhor cem moedas de ouro.”

Esta pequena história serve para facilmente percebermos que, seja qual for o contexto, a ideia que pretendemos comunicar dependerá sempre da forma como a mensagem é transmitida e que a arte de comunicar é, sem sombra de dúvida, um enorme desafio para as empresas.

Restringindo esta definição apenas ao mundo do marketing, facilmente surgem as seguintes dúvidas: estarão as empresas a ser entendidas de forma eficaz pelos seus actuais e potenciais clientes? Será que, nas suas estratégias, os diferentes tipos de instituições estarão a utilizar as palavras certas para comunicar com o seu público-alvo? Se pensarmos bem na história do sultão, facilmente concluímos que, em função do seu público-alvo, as empresas deverão ajustar a sua comunicação. Obviamente que se se dirigirem a um grupo etário jovem ou adulto deverão utilizar uma linguagem que seja familiar ao segmento que visam atingir. Certamente, não é por acaso que marcas como a Yorn e a Frize recorrem a uma linguagem informal e até considerada ousada para as pessoas que se encontram fora do seu público-alvo ou que marcas como EDP ou a Multicare utilizam uma linguagem séria e formal.

Para haver uma continuidade na mensagem que se pretende transmitir obviamente que deverá haver uma homogeneidade no tipo de linguagem utilizada em todo o material promocional, quer seja um flyer, outdoor, site ou até num simples atendimento presencial ou telefónico.

Desta forma, as empresas deverão parar para pensar sobre que tipo de mensagem pretendem fazer chegar aos seus receptores para que não haja distorções no objectivo pretendido sem nunca se esquecerem que comunicar é a arte de ser entendido…

Cristela Bairrada
[email protected]
Associação Nacional de Jovens Formadores e Docentes (FORDOC)

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