Suspensão dos IC: Presidente da Assembleia Municipal coloca “caminho da reivindicação” à frente do da demissão

 


Numa declaração onde expressou “o mais profundo descontentamento” pela decisão tomada pelo governo, de suspensão da construção dos Itinerários Complementares (IC) 6, 7 e 37, António Lopes assumiu a sua solidariedade para com “todas as posições da Câmara e do seu presidente”, mas clarificou que é daqueles “que pensam que o caminho da reivindicação e da luta se deve sobrepor ao da demissão”.

Revelando-se discordante quanto à possibilidade de demissão já ventilada pelo presidente da Câmara, caso o governo não recue na decisão de suspensão – “se perder esta batalha, não sei se tem sentido continuar como presidente da câmara”, já referiu José Carlos Alexandrino – o presidente da Assembleia Municipal apela, antes, para que “todos” assumam uma “posição firme e enérgica para atingir esse objectivo”.

“Fomos eleitos para pugnar pelos interesses do município, não para nos demitirmos da sua resolução”, observou o autarca numa declaração, onde disse não esquecer “que a construção destes itinerários foi assumida como uma prioridade” da candidatura socialista em Oliveira do Hospital. Da mesma forma, Lopes registou a posição de apoio ao presidente da Câmara, tornada pública pela Comissão Política Concelhia do PS.

Quanto à decisão do governo – “sabemos que não é o único responsável”, frisou – António Lopes chegou a manifestar compreensão relativamente às dificuldades que o país atravessa, mas também verificou que os oliveirenses já foram “esquecidos e preteridos que baste”.

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