Imagem vazia padrão“Jurámos lealdade nas nossas funções, colocámos o município à frente da bandeira partidária (…) estávamos animados em dar o nosso contributo para o desenvolvimento do concelho. Lá fora fizemos o possível apoiando associações e instituições nos seus objectivos sociais. Aqui, com franqueza e frontalidade tentámos cumprir o que prometemos aos mais de 800 munícipes que em nós confiaram”, afirmou este sábado,

“Temos no PSD, uma oposição que nos ultrapassa pela esquerda”

dia 22 de Dezembro, o deputado municipal da CDU, António Lopes, ao anunciar a sua suspensão de mandato – pelo período de um ano – na Assembleia Municipal (AM) de Oliveira do Hospital.

Especificando que desde que foi eleito sempre pautou a sua actuação com a finalidade de que se “governasse bem”, Lopes enumerou um longo conjunto de situações por si denunciadas na AM. “Ao longo dos tempos, aqui dentro e lá fora, denunciámos a calamidade dos esgotos que afecta praticamente todas as freguesias, denunciámos as vias de comunicação que continuam em mísero estado e colocámos aqui, um pedido de auditoria à actividade da Câmara, na sequência das suspeições levantadas pelos responsáveis do partido do poder” – o PSD.

Sublinhando que a todas estas questões não obteve “resposta”, o “enfant-terrible” da CDU tirou, por isso, a seguinte conclusão: “A Câmara e o seu presidente, remeteram-se a um silêncio comprometido, que o respeito por esta Assembleia, impede-me de utilizar o adjectivo correcto”.

“Somos suficientemente ortodoxos e demasiadamente velhos para nos adaptarmos a esta forma de fazer política”

Numa alusão à célebre frase proferida pelo ex-chefe de gabinete de Mário Alves, que após ter sido demitido do lugar afirmou publicamente ter conhecimento de situações que “colocavam o presidente da Câmara mal na fotografia”, o deputado comunista lamentou a forma como o processo terminou. “Sobre a transparência, aquando da auditoria, foi aqui respondido (pelo presidente da Câmara) que era assunto para tribunal. Sabemos hoje, como acabou. Portanto, de novo, perguntamos se esta Assembleia e este município, saberão algum dia, o que colocava mal o presidente na fotografia”.

Invocando a discussão sobre um grande rol de situações que ficou impedida num órgão de soberania, como a Assembleia Municipal, Lopes falou da importância da “honorabilidade da classe política”, do “prestígio do poder autárquico” e considerou ter-se chegado a um ponto “em que não se cumprem as mais elementares regras do funcionalismo desta casa”. “Somos suficientemente ortodoxos e demasiadamente velhos para nos adaptarmos a esta forma de fazer política”, conclui o deputado agora com o mandato suspenso.

“Se o problema não se resolver agora na Primavera de 2008 podem o PSD e a Câmara Municipal estar certos que terão oposição tenaz”

Explicando que “neste contexto” não tem “motivação para continuar”, Lopes foi algo irónico ao comentar as quezílias públicas e notórias entre Mário Alves e o partido que o elegeu, o PSD. “Temos no partido do poder, uma oposição que nos ultrapassa pela esquerda”, salientou aquele eleito da CDU, advertindo que “o desrespeito pelas mais elementares regras democráticas são prática corrente da Câmara Municipal, alastrando, ultimamente, para esta Assembleia”. Conforme sustentou no seu discurso, Lopes é de opinião que a Câmara Municipal governada por Mário Alves está “numa atitude de usurpação de poder”, uma vez que apesar de ter sido “eleita à sombra da bandeira do PSD, não respeita o partido e, consequentemente, as propostas por este feitas ao eleitorado”.

Salientando ainda que “só é vencido quem desiste de lutar”, Lopes disse também que espera “voltar” e apelou para que não vejam na sua atitude “um acto de demissionismo”. Contudo, queixou-se de não poder “lutar democraticamente com quem só conhece as regras dos interesses pessoais”. E o deputado da CDU – numa alusão às próximas eleições do PSD, que deverão ocorrer em Março de 2008 – , até marcou um prazo, quando referiu que “se o problema não se resolver agora na Primavera de 2008”, “podem o PSD e a Câmara Municipal estar certos que terão oposição tenaz”.

A terminar, Lopes deixou um recado aos presidentes de Junta que, por inerência do cargo, têm assento naquele órgão autárquico. “Com tanto problema nas vossas freguesias, poucos foram aqueles a quem, nesta Assembleia ouvi a voz, o que lamento”, disse.

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