“Temos que dizer aos futuros pais que o KIKAS é credível”

 

Mais de duas dezenas de encarregados de educação de crianças que frequentam o KIKAS, em Oliveira do Hospital, deram as mãos para combater aquilo que dizem ser um ‘ataque cerrado à instituição’.

Tomando por base “boatos” e “comentários anónimos” que “denigrem o bom nome da instituição”, pais e mães criticaram a dimensão pública que o caso atingiu e, a uma só voz garantiram que a instituição é boa e recomenda-se.

Sem lugar a apresentações, os encarregados de educação que preferem ser assim citados elogiaram a direção da instituição e, sem quererem abordar o assunto que colocou o KIKAS na discussão pública – dificuldades financeiras – enumeraram os casos de crianças que, em diversas etapas de desenvolvimento, dão sinais de satisfação pela sua permanência no KIKAS.

“Temos que dizer aos futuros pais que o KIKAS é credível”, referiu um encarregado de educação que confessou já ter sido abordado na rua, pelo facto de a filha frequentar a instituição. “Temos cá os nossos filhos e gostamos que eles cá estejam”, continuou, sendo de imediato apoiado pelo conjunto de encarregados de educação que aproveitou a oportunidade para negar os “boatos de falta de higiene e de alimentação na instituição”.

“Os relatórios da Segurança Social estão lá fora para quem os quiser ver”, referiu outra encarregada de educação, repudiando as denúncias que em novembro passado alertavam a Segurança Social para a falta de higiene no KIKAS.

Para atestar a inexistência de problemas ao nível de alimentação, contribuíram os testemunhos de encarregados de educação que garantem já ter sido abordados pela instituição, para levarem o jantar das crianças para casa. “Nunca levei porque nunca quis”, contou um encarregado de educação, ouvindo da outra ponta da sala uma mãe de gémeos a garantir já ter aceite a oferta da instituição.

“Isto é a ação social desenvolvida pelo KIKAS”, vociferou outra mãe.

A satisfação das crianças quando chegam à instituição e as saudades que as mesmas evidenciam aos fins de semana, ou em período de férias, foram outros dos argumentos citados pelos pais que, também, deram conta da disponibilidade manifestada pelos elementos da direção do KIKAS para acompanhar as crianças a cuidados de saúde, evitando assim que os encarregados de educação faltem aos seus compromissos profissionais.

“Sempre falaram mal do KIKAS e agora é cada vez pior”

“Dizer mal de quê?”, questiona outro pai que, deixou garantia de que continuará a defender a instituição enquanto tiver razões para o fazer.

Em resposta direta a ‘boatos”, os encarregados de educação assumiram ainda uma postura muito crítica em relação às notícias vindas a público, relativas à viabilidade económica da instituição e que, em nenhum momento, colocaram descoberto qualquer dos problemas evidenciados pelos pais.

Remetendo-se ao anonimato, os mais de 20 pais presentes escusaram-se aos ‘flashes’ das máquinas fotográficas e recusaram pronunciar-se sobre aquela que é a verdadeira pedra no sapato do KIKAS, a situação financeira.

Recordam, contudo, os “anos de discriminação” a que a instituição tem sido votada. “Sempre falaram mal do KIKAS e agora é cada vez pior”, sustentou um encarregado de educação, assegurando que quem fala “não está por dentro da situação”.

Recorde-se que o pedido de ajuda para o KIKAS foi lançado pelos próprios pais das crianças que frequentam a instituição, em reunião pública da Câmara Municipal realizada em novembro de 2010.

Naquela data, os pais davam conta da grave situação financeira que estava a assolar o KIKAS, e que poderia ditar o encerramento da instituição, frequentada por cerca de nove dezenas de crianças, nas valências de creche, jardim de infância, ATL e 1º ciclo particular.

O assunto chegou a sensibilizar o presidente da Câmara Municipal que, em março deste ano, colocou à votação do executivo a atribuição de um subsídio de 50 mil euros para apoiar a instituição.

“Há um problema de 94 crianças e sem estes 50 mil Euros é muito difícil viabilizar o Kikas”, referiu na ocasião o presidente da autarquia, que acabou por assistir ao chumbo da proposta por parte dos quatro elementos que constituem a oposição, por entenderem que o subsídio proposto não resolve um problema de “má gestão”.

Entretanto, a público surgiu também o possível interesse da Fundação Aurélio Amaro Diniz na instituição, mas os pais desmentem a existência de negociações entre ambas as partes.

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