Tenham lá paciência, mas “A luta continua!”. Autor: João Dinis, Jano

Há pessoal que se julga intocável ou tocável apenas como se fosse um sininho, daqueles de cristal, assim ao jeito dum “toquem-me, mas só se for ao de leve, para me fazerem cócegas”…

Ora, vamos lá a portar-nos como homens de barba rija e com conversa honrada!

Nós temos MUITA legitimidade!

Politicamente, enquanto eleitos e activistas da CDU e do PCP; pessoal e civicamente, enquanto munícipes esclarecidos; enquanto cidadãos que não deixam que lhes roubem direitos (pelo menos sem toda a luta do mundo) e que contribuem para a melhoria das condições de vida do Povo; enquanto Vilafranquenses ligados aos valores, às tradições e aos direitos dos nossos Conterrâneos e, isto, sem beliscar os interesses e os direitos de outras Povoações; temos participado e intervindo – como “público” – em várias sessões da Assembleia Municipal.

Temos, para isso, MUITA legitimidade em abstracto, como já dissemos, e também em concreto. Vejamos:

  • – Estivemos 12 anos à frente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira e tínhamos estado já 4 anos, antes, na Assembleia de Freguesia.
  • – Embora tenha sido extinta (para já…) a Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira, nós não estamos mortos nem enterrados vivos. Estamos cá, de pé, e para o que der e vier.
  • – Fazemos actualmente parte da Assembleia de Freguesia da agora, e por enquanto, União das Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira. Muitas vezes, nas Sessões desta Assembleia de Freguesia, quando se lhe pergunta por assuntos da Freguesia, o Presidente da Junta abespinha-se, “ralha” connosco e, se insistimos, acaba por nos remeter para a Câmara Municipal…porque ele assume não saber desses assuntos tão concretos.
  • – Poderíamos ainda invocar outras legitimidades históricas na luta vitoriosa pelo 25 de Abril de 1974 e na luta em curso na defesa – intransigente – da Democracia e do Poder Local Democrático.

Nós “apenas” queremos contribuir, e a todos os níveis, para a melhoria das condições de vida da População

Nós não procedemos como procedemos para nos “divertirmos” ou para ocuparmos o ócio. Procedemos assim porque entendemos ser necessário (para além de legítimo). Usamos de um direito para exercer um dever.

Acontece que, por legitimidade e dever, em concreto:

1 – O actual Presidente (PS) da Junta de Freguesia da União das Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, que faz parte da Assembleia Municipal exactamente por ser Presidente desta Junta de Freguesia – passa o tempo, nas Sessões da Assembleia Municipal, engalfinhado na disputa partidária, na luta estritamente partidária pelo PS.

Esquece-se que não foi eleito nem nessa condição nem para subestimar constantemente a “sua” Freguesia também na Assembleia Municipal.

Ou seja, se não fôssemos nós (CDU) a irmos lá intervir como “público”, a Assembleia Municipal não ouvia falar da Freguesia de Vila Franca da Beira e da Freguesia de Ervedal…

2 – E nas nossas intervenções falamos – SEMPRE – a partir do concreto; levamos e voltamos a levar os problemas que afectam as Pessoas e que tardam e retardam a ser resolvidos; procuramos até fazer propostas inovadoras, muitas vezes baseados naquilo que as Pessoas (nos) dizem.

2.1 – E questionamos o Presidente da Câmara sobre assuntos da sua responsabilidade; e criticamos o Presidente da Junta de Freguesia por se comportar (também na Assembleia Municipal) apenas como presidente da Concelhia do PS.  Ora, e tal como se diz, perguntar não ofende… E perguntas concretas exigem respostas concretas e não argumentários (inflamados ou não) que servem de fuga às respostas concretas.

3 – E como, lá no fundo, “eles” até sabem que nós temos razão (pelo menos quase sempre), e também por mero sectarismo partidário, “eles” atacam-nos argumentando com as tais fugas à conversa séria, com fugas às respostas politicamente honestas. E por via de regra, dizem-nos que nós não representamos a População (“esquecem-se” que até somos eleitos na Assembleia de Freguesia…); dizem que nós andamos para ali só para chatear e para “termos protagonismo”… Enfim, tonterias!

3.1 – Bem, quando invocam os votos e as eleições para dizerem que não temos “legitimidade” e para além de, desde logo, se esquecerem que continuamos a ser eleitos pela População das duas Freguesias; nós já tivemos que lhes lembrar que na Mesa de Voto de Vila Franca da Beira, em Setembro de 2013, nas últimas Eleições Autárquicas, a CDU (para a Freguesia) teve quase quatro vezes mais votos que o PS… Mas como o Presidente da Junta (PS) não consegue ouvir aquilo que outros lhe dizem ou propõem, também não ouve esta verdade politicamente relevante:- ele teve quase quatro vezes menos votos que nós, CDU, em Vila Franca da Beira!

“Chico-espertismo” à moda PS …

Continuando…

3.1.1 – Ele, o Presidente da Junta de Freguesia, e o PS, fazem de conta que não nos ouvem a nós, mas “eles” sabem bem que, no essencial, nós temos razão. Afinal, não será por acaso que esta Junta de Freguesia (PS) da actual União das Freguesias, em dois anos e meio de mandato, está a investir em Vila Franca da Beira (com o apoio da Câmara Municipal) bastante mais do que nas outras Povoações todas da União das Freguesias. É óbvio que querem inverter, a favor “deles” e do PS, o sentido da votação na Mesa Eleitoral, em Vila Franca da Beira…e, para isso, “manipulam” o poder – e o dinheiro público – de que dispõem para tentarem proveitos partidários… Mas a nós é que não nos “comem” por parvos…

3.1.2 – Pois que continuem a investir – aquilo que já investiram não chega – que a isso tem Vila Franca da Beira e têm os Vilafranquenses mais do que direito e independentemente dos circunstanciais “votos”.

3.1.3 – Mas que também invistam ao mesmo nível nas outras Povoações! Se não, é “batota”…e lá vamos nós ter que explicar isso nas outras Povoações…

4 – Quanto ao “tal” protagonismo, já outros, antes, nos acusaram disso em ainda piores circunstâncias, lá, na Assembleia Municipal. E quem agora nos acusa de querermos “protagonismos”, até deve ter sido testemunha disso, há anos. Se calhar “esqueceu-se”. Nós não…

4.1 – Mas é muito simples:-resolvam como lhes compete os problemas das Pessoas, das Populações, e nós deixaremos de ter motivos para “protagonismos”. Até lá, tenham paciência que nós, da nossa parte, até temos muita…

Mas que também não tenham quaisquer dúvidas: – “ A luta continua!”.

 

Autor: João Dinis, Janojanoentrev2

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  • António Lopes

    Caro João Diniz: Politicamente falando, a prosa é irrepreensível. Porém, isto tem regras.
    Como dizes e bem, actualmente, tens um lugar de intervenção, na Assembleia de Freguesia.Tens as paginas deste jornal que sempre e estão, estiveram e estarão disponíveis para todas as correntes de opinião.E tens o tradicional e ultimamente desaparecido, comunicado às populações, cartazes e outras formas de intervenção,para fazer a denuncia e a luta que consequentemente o PCP sempre fez e, penso, continuará a fazer.
    O que não se pode é torpedear as regras,actuando numa tribuna para que se não tem mandato..E a regra é que os eleitos devem fazer a sua obrigação.Não a fazendo, a população deve avaliar e votar em conformidade, no momento certo, das eleições.Não será por acaso, e bem, que reivindicas 4 vezes mais votação em Vila Franca.Não lhes podemos dar razão…

    Não é por acaso que eu próprio extravaso em muito, a actividade e intervenção na Assembleia Municipal, recorrendo à denuncia publica sistemática nos meios de comunicação,(eu mando para todos.Eles é que não publicam) nas instituições de tutela e nas instituições judiciais..Esta semana entrará mais uma denuncia no MP, especificamente com o longo e preocupante historial das BLCs, onde não há lei, e toda a gente “assobia para o lado”..!

    E já agora parabéns pelo artigo.