“Tenho vergonha e não me revejo no abandono desta Zona Industrial” (com Vídeo)

Foi de olhos postos no “abandono atroz” em que se encontra a Zona Industrial da cidade que o candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital assinalou, ontem, o arranque oficial da sua campanha eleitoral autárquica.

A assumir o emprego como a prioridade da sua candidatura à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Vasco Campos assentou arrais junto às paredes de um pavilhão que nunca chegou a ser concluído na Zona Industrial de Oliveira do Hospital e onde o abundante silvado é revelador do estado de abandono a que tem estado votado ao longo de anos e anos. O objetivo, explicou, é o alertar os oliveirenses para o estado em que se encontra um local que nos últimos quatro anos não gozou da atenção do executivo municipal. “Estamos num lote que denota um abandono atroz e que é, em grande parte, o espelho da Zona Industrial”, referiu o candidato centrista à autarquia oliveirense, notando que o espaço “não é compatível com um município que se quer moderno, dinâmico e que quer fazer da indústria e comércio uma fonte de desenvolvimento”. “Como é que se pode fazer desenvolvimento sem criar emprego?”, questionou José Vasco Campos que em quatro anos, em vez de assistir a esforços do executivo na promoção do emprego por via da implementação de novas indústrias e novos espaços industriais e comerciais”, assistiu precisamente ao “contrário”.

Vasco Campos fala de uma Zona Industrial que “está não só ultrapassada em termos de infraestruturas”, como tem “muitos lotes que não estão a ser usados”. “É inadmissível que haja situações de 20 anos com lotes a não serem usados como é o caso deste que, além de não estar a ser usado, dá um mau aspeto insuportável. Eu tenho vergonha do que se está a passar nesta Zona Industrial”, considerou o candidato pelo CDS-PP que garante não se rever naquela situação e denuncia a falta de políticas que levem à ampliação da Zona Industrial, ou criação de uma nova.

Críticas ao estado da Zona Industrial feitas pelo candidato que elege o emprego como prioridade. “Queremos deixar a nossa marca na criação de emprego. Há muita gente desempregada em Oliveira do Hospital e o desemprego continua a subir”, registou, notando estar disponível para lutar pela criação de emprego “com alicerces e de futuro” e não emprego “balofo e temporário”.

“Ter-se-iam que tapar com o lençol da vergonha…”

Um sentimento partilhado pelo candidato do CDS-PP à presidência da Assembleia Municipal que não esgota a falta de atenção dada à Zona Industrial no atual executivo, verificando que também os executivos liderados pelos social-democratas Mário Alves e Carlos Portugal não foram capazes de criar “zonas devidamente infraestruturadas para o aparecimento de indústrias”. “Ter-se-iam que tapar com o lençol da vergonha, porque nenhum teve coragem , ousadia e visão de criar um novo espaço em Oliveira do Hospital”, chegou a considerar Luís Lagos, que a liderar a lista candidata à Assembleia Municipal coloca no topo das prioridade a criação de uma nova Zona Industrial com centro de apoio de suporte técnico às empresas.

Em concreto, o candidato tem em mente uma nova área que apoie a internacionalização das empresas de modo a que possam marcar presença nas grandes feiras internacionais dos vários setores e grandes centros europeus de consumo. Um propósito que, no entender de Lagos, pode ser facilitado pela BLC3 “se for menos romântica e mais prática”. “Os empresários não vivem de teoria e o romantismo nas empresas não existe”, alertou.

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  • Oliveirense

    Ora então esse lote não era para construir uma queijaria de um candidato que fez questão de ir para um concelho vizinho? Podiam ter aproveitado e visitar Meruge para verificar como são tratadas as águas de algumas industrias.
    Ora, muito me admira que outro candidato, líder dos sapadores florestais não conheça a zona industrial, ao ponto de ser surpreendido pelo estado de abandono. Se passeasse em veículos mais modestos poderia já ter verificado que há zonas também abandonadas pertencentes às ZIF, da qual a associação de produtores florestais é responsável pela limpeza.