Tolerância de ponto no Carnaval merece crítica do vereador do PSD

 

“É fazer de conta que nada acontece e que o país está a correr às mil maravilhas”. Foi desta forma que o vereador do PSD na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital reagiu, ontem, à intenção manifestada pelo presidente do executivo de dar tolerância de ponto aos funcionários da autarquia no próximo dia 12 de fevereiro, dia de Carnaval.

Mário Alves falava assim em resposta ao repto lançado por José Carlos Alexandrino que apesar ter nas suas mãos o poder de decisão exortou a vereação a emitir opinião à cerca do assunto. Para o vereador do PSD na autarquia oliveirense, este não é o melhor momento para ceder tolerâncias de ponto, para além de que no concelho os festejos de carnaval também não justificam tal medida.

“Se o Carnaval no concelho fosse algo de significativo e tivesse repercussão ao nível da restauração, justificar-se-ia”, considerou o ex presidente do município oliveirense, verificando ainda que o que o país necessita é de “sentido de responsabilidade, disciplina e organização”.

“Perguntem a quem emigra se andam nas boates até às duas horas da manhã” desafiou o vereador da oposição no executivo municipal, notando ainda que “a base do sucesso não é a festa, é a organização e a disciplina”.

Uma postura que mereceu a oposição do ex social democrata e atual membro do executivo camarário por considerar que “não é a tolerância no dia de Carnaval que vai resolver ou agravar a situação do país”. “Custam mais os mil milhões injetados no BPN em dezembro do que o Carnaval”, constatou Paulo Rocha que também não vê com bons olhos que se retire a tolerância no Carnaval com base na organização do país, porque “se os portugueses trabalharem bem durante todo o ano, não é por não trabalharem no dia de Carnaval que vão prejudicar o país”. Paulo Rocha não deixou também de criticar a comparação feita por Mário Alves relativamente ao que acontece lá fora, porque – constata – “nos outros países quando há corrupção e crime as pessoas são punidas”. “O nosso governo tem que ter outro tipo de atitude”, verificou o vereador, considerando a tolerância de ponto no Carnaval “um fait divers quando comparado com o sentimento que assola o país”.

Ainda que de acordo com Mário Alves, o vereador do movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre” pegou no Carnaval da Beira Serra, que se realiza em Lagares da Beira, para apelar a alguma ponderação na tomada de decisão. “Não tem a dimensão do Carnaval de Torres Vedras ou da Mealhada, mas tem alguma expressão no concelho”, referiu José Carlos Mendes.

Com o presidente da Câmara Municipal a dar como certa a tolerância de ponto no dia de Carnaval, o vice-presidente José Francisco Rolo, partilhou dos argumentos apresentados por Paulo Rocha, chamando atenção para o facto de “o problema do país não ser falta de gente para trabalhar”, mas antes “a falta de trabalho para a gente”.

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