Tourizense movimenta cerca de 200 atletas em escolas de formação

… paulatinamente, vão acontecendo época após época nas camadas jovens do Tourizense.

Cerca de duzentos jovens atletas praticam o seu desporto favorito no clube do concelho de Tábua, desde as “Escolinhas”, sem competição, aos Juniores, que participam no campeonato nacional, passando pelas Escolas, Infantis (campeonato distrital), Iniciados (campeonato Nacional) e Juvenis (campeonato distrital). O futsal é, de novo, outra actividade que ocupa os jovens jogadores, sobretudo alguns juniores fora da competição.

Os escalões de formação, de há uns tempos a esta parte, são uma mais valia do clube com resultados desportivos de relevo. A talhe de foice, recorde-se que uma equipa de atletas juniores, sem possibilidades de jogar no vizinho Tabuense, há anos largos, esteve na génese do Tourizense, como recorda Jorge Santos, ex-responsável pelas camadas jovens do clube, na presença de Nuno Pereira, vice-presidente do clube e novo líder do sector.

-“Nos últimos cinco anos – conta – o trabalho de captação e desenvolvimento deu passos firmes e seguros, a ponto de três atletas terem seguido outros rumos, casos do Ruca, e do Luís Pedro, que ingressaram no F.C. do Porto, e do Ricardo Neves, no Boavista”.

Carlos Martins, o novo jogador do S.L. e Benfica e o seu irmão João, atleta do Olhanense na época transacta, são referências da formação do Tourizense, a par de outros que, por razões várias, não continuaram as carreiras promissoras que se adivinhavam.

A experiência e os conhecimentos adquiridos por Jorge Santos, durante mais de vinte anos ao serviço do clube de Touriz, não podiam ser postos de lado pelo jovem Nuno Pereira na hora de receber o testemunho “…nem fazia sentido que fosse de outro modo – acrescenta – porque quando se conhece a estrutura que está montada, o trabalho tem de ser feito em equipa; o Nuno conta com a minha colaboração, porque é preciso que se saiba que o Tourizense tem a terceira maior estrutura de formação desportiva da região centro, depois da Académica e da Naval da Figueira da Foz”.

Alguns dos clubes de Oliveira do Hospital participam nos mesmos campeonatos etários; não deixa de ser curioso notar que quarenta por centos dos atletas do clube de Touriz são oriundos do concelho de Oliveira. Nuno Pereira explica:

-“Os jogadores que nos procuram, incluindo os de Oliveira, basicamente escolhem o Tourizense por duas razões: confiança na formação do clube e nas condições de trabalho”.

-“O clube tem à disposição dos seus atletas um autocarro e quatro carrinhas; para a formação, estão subordinados dois roupeiros e uma funcionária, e cada grupo tem a sua equipa técnica. Os treinos são depois das aulas para todos os atletas, incluindo os que residem no nosso centro de estágio, onde oferecemos todas as comodidades; além disso, os atletas/estudantes são permanentemente acompanhados na escola, estamos atentos aos seus comportamentos e não descuramos a sua evolução académica”.

Sendo Touriz uma pequena aldeia, deve continuar a falar-se de “milagre” o trabalho desenvolvido pelo presidente Jorge Alexandre que, respigo de uma entrevista concedida a um jornal diário, “…calcorreia o País à procura de apoios financeiros e materiais de construção, pedindo ajuda a clientes da sua empresa, algumas vezes a troco de publicidade no estádio. Resultado: no local onde antes havia um campo de futebol sem bancadas, hoje existe um complexo desportivo com ginásio, alojamento para jogadores deslocados, dois campos relvados e um sintético. Até a iluminação do campo sintético foi oferecida pelo pai de um jogador…”.

Para Jorge Santos, a estratégia do clube é simples de entender:

-“ Como não temos muita “oferta” (atletas e técnicos) na terra,” importamos” qualidade”!

Os responsáveis do Tourizense reconhecem que um dos maiores problemas dos clubes da região é a ausência de equipas médicas mais vastas. Aqui, todas as dificuldades são solucionadas a contento com a “prata da casa” mas, em alguns casos, Jorge Santos salienta “…o apoio da Académica de Coimbra, com quem mantemos um protocolo que abrange diversas áreas, incluindo a recuperação física dos nossos atletas”.

O clube de Coimbra, de momento, está interessado em quatro jovens jogadores do Tourizense, dois iniciados e dois juvenis. Oportunidades do género são, também, motivos aliciantes para os candidatos a atletas do clube, que têm nas acções de captação em curso a possibilidade de envergar e honrar a sua camisola.

Pode ser considerada normal a convocatória, durante a época, de dez, doze jogadores do Touriz para os trabalhos das selecções distritais e regionais, mas “… o único clube que não pertence à 1ª Liga a ter um atleta na selecção nacional dos sub-16, é o nosso!” – adianta com orgulho Jorge Santos, que considera serem insuficientes os apoios, mas…

-“Faz-se pela vida, os nossos jovens não pagam rigorosamente nada para praticarem desporto no clube (uma situação a rever mais tarde…), os pais colaboram como podem, através de iniciativas várias, e são importantes no apoio anímico e logístico; contamos com a ajuda da Câmara de Tábua, e temos três empresas que nos patrocinam: a CIMA, de Fernando Tavares Pereira, a CBI – Confecções Francisco Baptista, e a ACOR – Confecções António Correia”.

Há boas vontades e ajudas inestimáveis. Na opinião dos directores do Tourizense, é justo deixar um agradecimento público a todos os amigos que colaboram desinteressadamente com os escalões de formação do clube, nomeadamente António Moreira Gonçalves, de Lagares da Beira, e Miguel Cardoso (sapateiro), da Bobadela.

Carlos Alberto

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