Quarta-feira, Março 29, 2017
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Trabalhadores de `call center` da EDP de Seia em greve esta segunda-feira

Trabalhadores de `call center` da EDP de Seia em greve esta segunda-feira

Os trabalhadores do `call center` da EDP de Seia vão cumprir um período de greve de 24 horas esta segunda-feira, reclamando aumentos salariais à empresa de trabalho temporário que os contratou, disse fonte sindical. A Notícia é avançada pela RTP citando a agência Lusa.

O responsável do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Norte (SITE C-N) António Coelho explicou que os trabalhadores, contratados pela empresa Manpower, prestadora de serviços à elétrica nacional, auferem salários baixos e exigem mais 40 euros em 2017. Esta estrutura da EDP emprega, segundo o sindicalista, cerca de 550 pessoas.

António Coelho diz que em causa não estão questões de precariedade laboral, já que “do ponto de vista dos vínculos, não há precariedade”, os trabalhadores possuem contrato a termo certo ou, terminado este, são integrados nos quadros, explicou. “Não há precariedade laboral, mas à precariedade salarial”, frisou o dirigente sindical, frisando que os salários “são baixos” e decorrem “da estratégia da subcontratação implementada pela EDP há vários anos”.

O SITE C-N alega que o caderno reivindicativo de 2016 começou a ser negociado com a Manpower, depois de esta, em maio do ano passado, ter substituído a Reditus como prestadora do serviço à EDP e que os aumentos salariais exigidos decorrem dos trabalhadores não terem visto os seus salários atualizados “excepto os que foram impostos pelo novo valor do salário mínimo nacional”.

“A Manpower pretende que, durante os primeiros quatro anos de trabalho, todos recebam o salário mínimo nacional (557 euros). Quem estiver no quinto ou sexto ano de serviço apenas auferirá 560 euros, enquanto nos dois anos seguintes passará a receber 565 euros”, alega o SITE C-N. A estrutura sindical, afeta à CGTP, considera “inaceitável” que um trabalhador ganhe “sem qualquer aumento”, ao longo de quatro anos, o salário mínimo nacional e que este “seja usado pelas empresas para que o seu valor passe a funcionar como a referência salarial geral”. “A atualização da remuneração mínima garantida deve inserir-se num aumento geral dos salários”, defende.

Para as 10h30 está agendada uma concentração de trabalhadores e dirigentes sindicais no exterior das instalações, na Quinta da Quintela, que contará com a presença, entre outros, de Rogério Silva, da comissão executiva da CGTP e coordenador da Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas).