Trabalhadores suspenderam contrato na antiga “Branaldo”

… os postos de trabalho, encontrando-se os restantes a aguardar que a empresa de Lagares da Beira “honre os seus compromissos”.

O pagamento dos ordenados de setembro e outubro, parte dos subsídios de férias e natal de 2010 e o subsídio de férias de 2012 era o que à data da suspensão dos contratos, a 12 de novembro, os 54 trabalhadores da Prontofit, antiga Branaldo, em Lagares da Beira, reclamavam junto da administração da empresa.

Em causa está uma situação de incumprimento salarial que, a atestar pelo que é devido aos trabalhadores, já se vem arrastando há largos meses, com prejuízos elevados para os trabalhadores que não têm como fazer face às despesas diárias.

“Os trabalhadores não se governam com salários em atraso e não podem estar eternamente nesta situação”, refere Luís Ferreira, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil e de Vestuário do Centro, notando tratar-se de uma situação que se tem vindo a arrastar “ao longo dos anos”.

“Os trabalhadores atingiram um ponto de saturação”, constata o responsável sindical que chega a verificar a mais valia decorrente da suspensão dos contratos. “Este comportamento dos trabalhadores levou a empresa a regularizar a situação o mais rapidamente possível”, refere Luís Ferreira, contando que após a suspensão, a empresa liquidou o mês de setembro, levando a que metade das trabalhadoras dessem um “voto de confiança” à administração e retomassem o posto de trabalho.

Em comunicado que fez circular entre os empregados, a administração estabeleceu ainda um plano de pagamento dos salários em atraso, tendo-se comprometido a liquidar até ao dia 27 de novembro parte do salário de outubro, reservando para a segunda semana de dezembro, o pagamento do salário de novembro e para a terceira semana, a liquidação do subsídio de natal.

“Esperamos que a empresa cumpra e os trabalhadores possam regressar ao trabalho”, refere o responsável sindical, notando que a administração tem manifestado interesse em recuperar as trabalhadoras que “fazem muita falta à empresa” que se vê a braços “com muito trabalho”.

Pese embora o mau momento por que passa a Prontofit, Luís Ferreira acredita que a administração vai conseguir “honrar os seus compromissos” e manter os cerca de 130 postos de trabalho.

Contactada por este diário digital, a administração da Prontofit confirmou a suspensão dos contratos de trabalho e a dificuldade que a empresa de confeções tem sentido na liquidação de ordenados e subsídios. No entanto, revelou-se esperançada na boa resolução da situação, chamando a atenção para o facto de a Prontofit estar a cumprir com o acordo que estabeleceu com os trabalhadores.

No concelho de Oliveira do Hospital, a Prontofit não se enquadra naquele que é o panorama local do setor das confeções, onde se tem assistido a uma retoma económica. “Neste momento, todas as empresas estão sobrecarregadas com trabalho. Esperamos é que seja por muito tempo”, refere Luís Ferreira.

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