Tragédia dos incêndios em Oliveira do Hospital: cinco mortes, destruição, luto e escolas encerradas

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital decretou hoje três dias de luto municipal em homenagem às vítimas do fogo que desde ontem lavra no concelho e as escolas estão encerradas. Os incêndios, que ontem entraram no perímetro urbano daquela cidade, causaram a morte de nove pessoas, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), em Oliveira do Hospital e duas no vizinho concelho de Tábua. Os incêndios destruíram ainda “várias habitações e outros edifícios” no concelho oliveirense, segundo uma fonte da autarquia em declarações à Lusa.

O presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, está reunido com outros responsáveis locais para analisarem a situação no concelho, a fim de fazerem levantamentos e tomarem medidas, a fonte do gabinete do autarca informou que o luto municipal está em vigor entre hoje e quarta-feira. “Várias casas arderam” na cidade, além de instalações comerciais e fabris, incluindo “uma grande parte da zona industrial”, sublinhou a mesma fonte da Câmara Municipal. No Distrito de Viseu foram registadas também vítimas mortais em Santa Comba Dão (dois), Nelas (um), Vouzela (quatro), Tondela (três), Carregal do Sal (um).

“Isto é uma tragédia enorme. Eu próprio tive que apagar o fogo em minha casa, na qual o jardim ardeu todo. Não há meios que cheguem. Que Nossa Senhora olhe por nós”, escrevia, por seu lado, o dirigente e eleito municipal do CDS/PP, Luís Lagos, na sua página do facebook.

Os incêndios levaram também à suspensão das actividades lectivas nos concelhos de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres. “As escolas estão fechadas em todo o concelho. Esta manhã foram cancelados todos os transportes escolares, por não estarem reunidas condições para os estabelecimentos de ensino funcionarem”, explicou fonte da Câmara Municipal de Gouveia. O mesmo cenário ocorre no vizinho município de Seia, onde “as escolas públicas estão todas fechadas”. A Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia, que pertence ao Instituto Politécnico da Guarda, colocou um aviso na sua página na internet, através do qual a direcção explica que “em virtude dos incêndios e das dificuldades de circulação e acesso à cidade de Seia” o estabelecimento de ensino encontra-se encerrado “para qualquer actividade durante o dia de hoje”.

O vizinho município de Fornos de Algodres, igualmente atingido pelos incêndios rurais, também está sem actividades lectivas. A autarquia, presidida pelo socialista Manuel Fonseca, publicou um aviso na sua página do Facebook onde refere que “devido aos incêndios que lavram no concelho”, por questões de segurança, as escolas “estarão encerradas durante o dia de hoje”.

Entretanto, a circulação automóvel no Itinerário Principal 3 (IP3) entre Viseu e Coimbra foi reaberta hoje de manhã, mas o troço entre Coimbra e Penacova continua condicionado, informou a GNR. A via, segundo as autoridades, está aberta e transitável, depois dos problemas registados durante a noite de domingo, sobretudo, quando milhares de pessoas se aglomeraram naquele trajecto.

A adjunta nacional de operações da Protecção Civil Patrícia Gaspar disse que domingo, 15 de Outubro, “foi o pior dia do ano em matéria de incêndios”. Durante o dia de ontem registaram-se 443 incêndios, sendo que os distritos mais afectados foram Aveiro (com 56 fogos), Braga (com 38), Coimbra (com 25), Porto (com 120 incêndios) e Viseu (com 36).

O primeiro-ministro, António Costa, disse manter a confiança na ministra da Administração Interna, posição tomada no Comando Nacional de Operações de Socorro da Autoridade Nacional de Protecção Civil, em Oeiras, tendo ao seu lado a ministra, Constança Urbano de Sousa.

LEIA TAMBÉM

IP reforça meios de prevenção e limpeza de gelo e neve nas estradas da Serra da Estrela com novo Silo de Sal-gema na Guarda

A Infra-estruturas de Portugal (IP) instalou na Guarda, um novo silo de sal-gema com capacidade …

Incêndios causaram mais de 10 milhões de euros de prejuízos em Seia

Os prejuízos financeiros causados pelos incêndios dos dias 15, 16 e 17 de Outubro no …

  • Cristina Trigo

    Toda a força para as pessoas de Oliveira, a terra do meu coração.

  • António Lopes

    O grande problema é que, a “MÃE NATUREZA”, não tem partidos.Não tem vitórias nem derrotas. Não se comove, com vitórias nem derrotas.Não vai a festas. “VIOLENTA NÃO É A TORRENTE DOS RIOS.VIOLENTA SÃO AS MARGENS QUE AS COMPRIMEM”.VIOLENTAS NÃO SÃO AS CHAMAS QUE TUDO DESTROEM,VIOLENTAS SÃO AS FALTAS DE MEDIDAS QUE NÃO AS ELIMINAM” A culpa “é de todos” menos dos responsáveis.Saiu um relatório que aponta o dedo às negligências e às falhas. As negligências e as falhas repetiram-se.As mortes também. A culpa é de quem não esteve, não de quem devia prevenir. Depois, foi assim.Água não há porque não chove.A que há não se utiliza por que não há eletricidade para as bombas..Onde há eletricidade, ou devia haver(gerador),nem era preciso um de “35 mil euros”, em cada freguesia, não existe. Gasta-se o dinheiro em “Quinzinhos” “Altas Frequências” , entremeadas e febras. A proteção de bens e pessoas, nem pela cabeça nos passa. “Quem é que podia prever uma coisas destas”..? Depois, resta-me dar razão ao Salazar e dizer:

    “NÓS HAVEMOS DE CHORAR OS MORTOS, SE OS VIVOS OS NÃO MERECEREM”

    E porque as minhas criticas não me desobrigam das minhas responsabilidades, as minhas condolências e o meu pedido de desculpa a todos os que perderam os seus haveres, mas especialmente, aos que pereceram e suas famílias. QUE MERDA DE PAÍS, ESTE, OU, QUEM O DESGOVERNA..! “ESTAMOS À MERCÊ DA INCOMPETÊNCIA E DA IRRESPONSABILIDADE E NEM UM PEDIDO DE DESCULPAS APRESENTAM”: