A impossibilidade de alunos de Negrelos frequentarem algumas actividades de enriquecimento curricular na Escola Básica Integrada de Lagares da Beira por incompatibilidade com o horário do transporte escolar no período da tarde esteve, esta manhã, em análise na reunião pública do executivo da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. Chamada ao período antes da ordem do dia pelo vereador José Francisco Rolo, a matéria levou o presidente do município a imputar sobre o conselho executivo a responsabilidade da situação.

Transportes EBI de Lagares: “Alguma coisa está mal e não é a Câmara”, garante Mário Alves

 

Imagem vazia padrão“Alguma coisa está mal nisto e não é Câmara”, sustentou Mário Alves, notando que “é só em Lagares da Beira que acontece isto”, quando todas as escolas “têm o mesmo período de funcionamento”. Dando conta da sua experiência “durante anos” na elaboração de horários escolares, o autarca referiu que “o conselho executivo deve fazer os horários em consonância com as condições” e não o inverso, pelo que “não pode querer condicionar uma rede de transportes que mexe com praticamente todo o concelho”. Crítico, Mário Alves aconselhou a que a planificação seja feita em função dos alunos e não dos professores.

O assunto mereceu a intervenção da vereadora do pelouro da Educação que explicou que, embora a escola seja obrigada a disponibilizar as actividades de enriquecimento curricular, os alunos não são obrigados a frequentá-las. Contudo, Fátima Antunes informou que está a decorrer um diálogo com a empresa de transportes no sentido de no próximo ano lectivo, o transporte ser assegurado às 17h40, embora surja um novo problema porque os alunos terminam as actividades às 17h30 e ficam pelo menos 10 minutos à espera do transporte. “Estamos na fase de dialogar o plano de transportes”, frisou.

Já o presidente do município não deixou de se posicionar contra as novas regras que permitem aos pais colocar os filhos nas escolas da sua preferência. “Considero esta regra errada. Deveriam frequentar as escolas da zona de residência”, referiu.

A matéria dos transportes em análise permitiu que Mário Alves criticasse o governo, nomeadamente no que respeita aos “subsídios monstruosos que dá para o Metro e para a Carris”. “Queria que uma pequena fatia viesse para as empresas que aqui operam, porque as pessoas que aqui estão são iguais às que estão em Lisboa”, referiu o autarca que anteriormente tinha dito que algumas carreiras que operam no concelho “só existem por causa dos transportes escolares”. Uma postura que foi criticada pelo vereador José Francisco Rolo, que lembrou a Alves que “o Metro e a Carris são empresas públicas” e que quando “não há transportes públicos tem que se recorrer à contratação de serviços”.

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