Três autarcas entre 12 pessoas acusadas de homicídio por negligência nos incêndios de Pedrógão Grande

O Ministério Público (MP) do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Leiria deduziu acusação contra doze arguidos no âmbito do inquérito aos incêndios de Junho de 2017 em Pedrógão Grande, que mataram 66 pessoas, foi hoje anunciado. Numa nota publicada na página electrónica do MP, comarca de Leiria, lê-se que “os arguidos foram acusados dos crimes de homicídio por negligência e de ofensa à integridade física por negligência, sendo alguns destes de ofensa à integridade física grave”.

“À data do incêndio, dos doze arguidos, dois eram quadros superiores de uma empresa de fornecimento de energia eléctrica, três estavam investidos em funções de comando e coordenação no âmbito da protecção civil, três eram funcionários superiores da empresa responsável pela manutenção da EN 236-1, três eram autarcas de municípios onde ocorreram vítimas, sendo ainda um funcionário de um desses municípios”, esclarece.

O ex-presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes, é acusado de dez crimes de homicídio por negligência e um crime de ofensa à integridade física por negligência, enquanto ao presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu,são-lhe imputados dois crimes de homicídio por negligência e um crime de ofensa à integridade física por negligência. O Ministério Público considera que Fernando Lopes era o responsável pela gestão e manutenção da estrada nacional 512 e do caminho municipal 1157. Já Jorge Abreu responde pelas falhas na limpeza da estrada municipal 521. Já em Pedrógão Grande, o Ministério Público considerou que os responsáveis pela limpeza das estradas e caminhos municipais eram o na altura vice-presidente da Câmara de Pedrógão Grande, José Graça, e a engenheira florestal da autarquia, Margarida Gonçalves, que respondem por sete crimes de homicídio por negligência e quatro crimes de ofensa à integridade física por negligência, três dos quais graves.

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