Tribunal de Oliveira do Hospital começou a julgar suspeitos de 35 furtos a igrejas e capelas na região Centro

Os cinco suspeitos da autoria dos 35 furtos a igrejas e capelas ocorridos nos últimos meses de 2008 e Janeiro de 2009 nos concelhos de Oliveira do Hospital, Arganil, Seia, Tábua e Penacova foram esta manhã presentes a primeira sessão de julgamento.

Os homens com idades entre os 20 e os 30 anos, residentes nos concelhos de Oliveira do Hospital (três), Seia e Gouveia estavam à data dos factos a ser investigados pelo NIC da GNR a Lousã no âmbito de um processo de droga, acabando por ser identificados pela suposta autoria da vaga de assaltos a 35 igrejas da região. Dos cinco indivíduos, três encontravam-se detidos, tendo chegado às instalações do tribunal em viaturas celulares que, esta manhã, não passaram indiferentes aos olhares dos oliveirenses.

Na primeira sessão de julgamento, o juíz que preside ao coletivo fez leitura da acusação, onde é entendimento do ministério público que cada arguido “agiu de livre vontade e de modo consciente”, no âmbito de “um plano previamente planeado para um conjunto determinado de assaltos”. Para além das quantias furtadas das caixas de esmolas, a acusação chama igualmente a atenção para os avultados danos causados em capelas e igrejas, cujos prejuízos se revelaram muitos superiores ao valor das esmolas furtadas.

Nas primeiras horas da sessão de hoje, foram ouvidas várias testemunhas arroladas no processo, nomeadamente párocos e responsáveis de capelas e igrejas furtadas no concelho de Oliveira do Hospital, entre as quais, de Meruge, Vila Pouca da Beira, Penalva de Alva e Santuário de Nossa Senhora das Preces, em Vale de Maceira (Aldeia das Dez).

De referir que os assaltos verificados nos últimos meses de 2008 e Janeiro de 2009, tinham em comum o “modo de atuação”, nomeadamente o arrombamento de portas, com recurso a pé de cabra. Nas buscas efectuadas, a GNR apreendeu uma viatura, um sacrário em cobre, 42 isqueiros e um rádio, uma serra circular e um pé-de-cabra. Não foi apreendida qualquer quantia em dinheiro, visto os valores envolvidos, obtidos pelos assaltantes através do furto de caixas de esmola, seriam baixos e gastos de imediato pelos assaltantes.

LEIA TAMBÉM

Vítimas dos fogos podem pedir indemnizações até Janeiro de 2019

As vítimas dos incêndios de 2017 que não tenham sido já indemnizados podem requerer, até …

Incêndio

Autarquias sem prazo para se substituírem aos proprietários que não limpem os terrenos

O parlamento aprovou hoje na generalidade dois projectos de lei do PCP sobre faixas de …