Tribunal de Seia vai ter serviços e competências reforçadas

O Presidente da Câmara Municipal Seia anunciou hoje, após uma reunião com a Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Ribeiro, no âmbito de uma visita à Comarca da Guarda, que os serviços do Tribunal de Seia se irão manter, serão autónomos e até podem vir a ser reforçados, passando a estrutura a designar-se Tribunal Judicial de Seia. Filipe Camelo disse ter obtido várias garantias. Desde logo, a permanência em Seia do Tribunal de Família e Menores.

O autarca assegurou ainda que o Colectivo vai regressar, assim como o Tribunal Cível, perspectivando-se, a curto-médio prazo, o anuncio de novos serviços e valências, no âmbito da reorganização de serviços que o actual governo já iniciou.

Estas decisões vêm ao encontro de algumas das reivindicações dos agentes de justiça de Seia, especialmente do Presidente da Câmara, Filipe Camelo, que vinha reclamando do Governo o reforço da importância, competências e atribuições do Tribunal da cidade.

No encontro, que decorreu na Câmara Municipal, Filipe Camelo sublinhou a importância da vinda daquele membro do Governo ao terreno, na medida em que possibilita um conhecimento mais aprofundado de diferentes áreas do país, permitindo reconhecer assimetrias e recolher contributos para as corrigir. O autarca acabou por se congratular com as intenções anunciadas pelo Ministério da Justiça, na medida em que, diz, permitem travar o esvaziamento de serviços a que o Tribunal de Seia tem estado sujeito, nomeadamente através das alterações introduzidas pelo novo mapa judiciário e a transferência de serviços para a comarca alargada do distrito da Guarda.

“Parece-me evidente que Seia, enquanto cidade, e o edifício do seu Tribunal, enquanto infra-estrutura (imóvel, logística e humana), apresentam condições para ver o seu papel reforçado, no âmbito da organização judiciária”, destacou, salientando ainda que não pode ser ignorado o conjunto de serviços de que o Concelho dispõe, os seus indicadores de desenvolvimento, demografia, localização estratégica e tecido empresarial, que exigem um tratamento diferenciado e compatível com essas condições.

Recorde-se que o Tribunal de Seia, que foi sede de Círculo Judicial, passou, com o mapa judiciário em vigor, a secção de competência genérica, tramitando e julgando as causas não atribuídas à instância central, na Guarda, desdobrando-se em secções cíveis, criminais, de pequena criminalidade e de proximidade.

LEIA TAMBÉM

GNR de Mangualde deteve assaltantes de residências

O Núcleo de Investigação Criminal de Mangualde da GNR de Mangualde deteve ontem, um homem, …

Cientistas da UC criam “Transporte” de quimioterapia activado no local de produção de células cancerígenas por controlo remoto

Uma equipa internacional de investigadores, liderada pelos portugueses Lino Ferreira e Ricardo Neves, do Centro …

  • Guerra Junqueiro

    E o presidente Camelo conseguiu isso tudo sem ter que passear a ministra da justiça?
    Aqui o Alex tem muito que aprender. Não parece ter cabeça para isso.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • Tam lindo, coisa mai linda

      O presidente não tem tempo de andar a passear a ministra da justiça, nem tão pouco o vice. Bem esse também não sabe conduzir.
      O presidente e o vice têm que se por bonitos, pois foram as carinhas mais larocas que estiveram no jantar das mulheres.

    • Torre

      Seia, prezado poeta, tem a Serra da Estrela….
      Estuda-se desde a escola primária….que é o lugar, geográfico, em Portugal Continental, que tem 1993 metros de altitude…lá na Torre.
      Por aqui, apesar da forte componente social, que os representantes autárquicos não conseguem representar, ou, dela, sequer,estar à altura, apenas querem o penacho…que o vento depressa deita abaixo…e os obscuros negócios…que a justiça poderá “Pôr a claro” ….sem alcançar, nessa escala, os 500 metros de altitude.
      É mesmo falta de elevação, prezado poeta: a civilidade está directamente ligada à civilização…e esta, hoje, complexa, depende (e ainda bem!) , cada vez mais, do conhecimento. E não de “bacocos”, e caros, dispendiosos, conhecimentos…que trazem os modernos saltimbancos, vulgo televisões e seus artistas, com todos aqueles aparatos…
      Há quem chame, a isto, “moda”.
      Underground.

      • Guerra Junqueiro

        Tiro o meu chapéu ao autor de tamanho comentário. Não somente pela sua elevada assertividade como também este “quê” de humor Britânico.

        Cumprimentos
        Guerra Junqueiro

        • Torre

          Perdão pelo atraso …prezado “poeta”…do meu reparo ao seu generoso comentário…
          Mas, convenhamos, ainda não é tempo de “tirar o chapéu”, ou de p “as barbas, pôr de molho”…
          Não acabou, ainda, o Inverno e, por isso, quer o chapéu, quer as barbas, grande auxílio nos proporcionam à chuva, ao frio, às intempéries da vida…pessoal, ou social.
          Ainda não é Primavera…
          É que não sei se haverá, nesse metafórico sentido, tão grato à sua poética ,uma Primavera, no concelho de OH…
          Apesar dos “quês” , também, vale sempre a pena deixar no ar a imensa vantagem da “OH Fashion!” – e a dos seus “alredores”
          Permita-me, pois, que recorde:

          Ruínas

          I

          E é triste ver assim ir desfolhando,

          Vê-las levadas na amplidão do ar,

          As ilusões que andámos levantando

          Sobre o peito das mães, o eterno altar.

          Nem sabe a gente já como, nem quando,

          Há-de a nossa alma um dia descansar!

          Que as almas vão perdidas, vão boiando

          Nesta corrente eléctrica do mar!…

          Ó ciência, minha amante, ó sonho belo!

          És fria como a folha dum cutelo…

          Nunca o teu lábio conheceu piedade!

          Mas caia embora o velho paraíso,

          Caia a fé, caia Deus! sendo preciso,

          Em nome do Direito e da Verdade. ”
          ….
          Abílio de Guerra Junqueiro.

  • António Lopes

    De que nos vale ter tudo o “melhor do Mundo”..? Quanto mais temos mais perdemos..!

  • 10-0

    Este, dá dez a zero ao Alex, e é Camelo.