“Um Chá Com…” homenageou poeta oliveirense Adelino Gonçalves

… desta vez dedicado ao poeta oliveirense Adelino Gonçalves.

Marcaram presença muitos amigos e conhecidos do “Lininho”, a que se juntaram muitos outros, movidos pelo interesse na poesia, para homenagear este vulto da cidade de Oliveira do Hospital.

Durante a tarde, num ambiente agradável e acolhedor, a obra de Adelino Gonçalves foi revisitada pela voz de muitos participantes nesta iniciativa, que declamaram vários poemas do autor.

Coube a José Augusto e a Rebelo Almeida presentearem o público com algumas músicas que engrandeceram a iniciativa que tem como objetivo, como salientou José Vieira, “dar a conhecer os poetas do país e concelho e colocar as pessoas a dizer poesia”.

A anteceder “Um Chá Com…”, que é uma iniciativa promovida pela Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital em parceria com o Rotary Club e a Universidade Sénior de Oliveira do Hospital, um grupo de amigos reuniu-se no espaço do Café Portugal, lugar que Lininho frequentava, de onde seguiu para o cemitério para deposição de um ramo de flores junto da sua lápide.

Na Biblioteca Municipal, na abertura da sessão de evocação do poeta, Graça Silva, vereadora da Cultura, enalteceu o empenho de todas as entidades envolvidas em torno desta iniciativa “que tem conseguido juntar muitos amigos para homenagear autores concelhios e do país” e que participam “por um gosto comum, o gosto pela poesia”.

Assinalando a presença de alguns familiares de Adelino Gonçalves, “um grande oliveirense e muito querido de todos”, a vereadora da cultura convidou os presentes a continuarem a “saborear estes pequenos momentos de homenagem a grandes vultos da cultura”.

Adelino da Costa Gonçalves nasceu a 9 de dezembro de 1916, em Oliveira do Hospital, onde faleceu no dia 5 de setembro de 1989. Esteve em África, onde trabalhou na estiva, no porto da Beira, na capital de Manica e Sofala. Todos os que com ele privaram destacam a grandeza deste “homem de nobreza da alma excecional”. Descrito como um homem simples, modesto e de grande sentido de justiça, “fez da vida a poesia e da poesia a sua vida”. Adelino Gonçalves editou quatro livros em vida: “Meu Sonho” (1955, Moçambique); “Canteiro de Cantares” (1959, Moçambique); “Poemas” (1976) e “40 Quadras” (1979). “Últimos Poemas”, edição póstuma, ficou disponível ao público em 1990. Um dos seus poemas mais conhecidos é “Aquela Velha Tileira”, inspirado na frondosa árvore que embeleza o adro da Igreja Paroquial de Oliveira do Hospital.

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