Um chef de Oliveira do Hospital está a dar a conhecer a gastronomia portuguesa pela Europa

Um chef de Oliveira do Hospital está a dar a conhecer a gastronomia portuguesa pela Europa

Um chef de cozinha de Oliveira do Hospital, natural de Venda de Galizes, João Quaresma, 34 anos, é um dos rostos visíveis do projecto denominado “Portugal, love at first bite” que está a dar a conhecer a gastronomia portuguesa pela Europa. A iniciativa, da responsabilidade da Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia (APTECE), arrancou em Outubro e vai prolongar-se até Dezembro, tendo por objectivo passar por 20 cidades do velho continente, parando nas principais praças daquelas cidades. A aventura começou em Paris em frente à Torre Eiffel, numa carrinha devidamente equipada, passou pelo Luxemburgo, Bruxelas, Londres, Amesterdão, Poznan e Berlim. O projecto vai continuar ainda nos próximos dias em solo alemão, devendo depois passar pela Áustria, Suíça, França e Espanha. “Tem sido uma experiência fantástica”, conta João Quaresma, que hoje se encontra na cidade de Munique.

Um chef de Oliveira do Hospital está a dar a conhecer a gastronomia portuguesa pela Europa“Consiste na promoção da gastronomia portuguesa através de pequenas degustações que realizamos na carrinha. Vamos parando nas praças centrais, em mercados gourmet e vamos falando sobre os produtos e sobre as curiosidades e história à volta deles, tentando fazer com que as pessoas se apaixonem por Portugal à primeira dentada e visitem o nosso país”, explica este oliveirense, referindo que tudo começou em Paris. “Em frente à Torre Eiffel, estivemos no Luxemburgo junto da comunidade portuguesa, em Bruxelas cozinhei num Mercado Gourmet numa zona privilegiada da cidade – Sablón, em Londres estivemos no Hyde Park, em Amesterdão fizemos a acção num barco nos canais da cidade, em Berlim estivemos no centro da cidade num evento que envolvia também provas de vinhos portugueses e finalmente em Poznan na Polónia estivemos num mercado no centro da cidade, tendo tido a cobertura da TV Polaca”, sublinha João Quaresma que se candidatou a um lugar de cozinheiro neste projecto e acabou escolhido para o cargo.

Até chegar a este ponto, João Quaresma passou muito tempo a aprimorar processos e a estudar. “O gosto pela cozinha foi crescendo ao longo da minha vida, principalmente quando, em 1998, saí da casa dos meus pais para estudar na Guarda e tive necessidade de cozinhar para mim. Com o passar dos anos fui gostando cada vez mais de cozinhar, de aprender mais e, em 2008, decidi que deveria ter formação especializada em cozinha. Trabalhava em Turismo na cidade de Coimbra na altura e inscrevi-me num curso de Técnicas Avançadas de Cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. Durante dois anos tive formação intensiva em cozinha e fiquei habilitado para chefiar um restaurante. A ideia inicial era conciliar as formações que tenho em turismo, cozinha e gestão de eventos para criar um projecto meu e aos poucos vou conseguindo atingir os meus objectivos”, conta. “Quando terminei o curso, realizei o estágio na Tasca da Esquina do “chef” Vítor Sobral, em Lisboa. Depois do estágio tive a oportunidade de continuar no mesmo local mas como tinha a minha vida familiar em Coimbra, não fiquei”, frisa.

Em 2010, após o estágio regressou a Coimbra. Continuou ligado ao turismo e criou o projecto João Quaresma, o seu chef de cozinha! Que consistia (ainda se mantém) na realização de eventos gastronómicos. “É onde sinto que consigo realmente pôr em prática o gosto que tenho pela cozinha”, diz. Em 2011 teve oportunidade de trabalhar em consultoria gastronómica, ajudou na reformulação de ementas de restaurantes, principalmente no Alentejo. Realizou alguns workshops e demonstrações. “Este roadshow é sem dúvida o maior evento em que estou envolvido. Mas enquanto cozinheiro já realizei alguns eventos com alguma dimensão, apesar de o meu projecto ser mais direccionado para pequenos eventos”, explica.

20141019_103705 (Small)Uma das vantagens quando se tira um curso de cozinha, além do conhecimento técnico que se ganha, está, no entender de João Quaresma, na versatilidade que se adquire. “Desde a cozinha tradicional portuguesa, às cozinhas do mundo, à cozinha molecular, etc. A partir daí vamo-nos moldando enquanto profissionais aos nossos gostos e seguimos um caminho. Eu como iniciei um projecto que me permitiu desde o início ter a liberdade de trabalhar pratos e produtos que me identifico, foi mais fácil”, refere, sublinhando que os sabores mediterrâneos predominam na sua cozinha. “E gosto de cozinhar desde pratos tradicionais portugueses, às tapas espanholas e à comida italiana com destaque para os risotos”.

João Quaresma não esconde, de resto, um gosto particular pela cozinha portuguesa e pelas potencialidades do país nesta área. “A variedade de pratos que encontramos em cada região e o facto de podermos em pouco tempo e distância almoçar um peixe fresco numa das praias da nossa costa e ao jantar estar a comer cabrito num dos restaurantes da área da Serra da Estrela é uma vantagem que temos de valorizar”, sublinha, adiantando que esta viagem pela Europa só tem reforçado as suas convicções. “Realmente, temos umas das melhores gastronomias do mundo. Destaco o peixe e o marisco, as carnes de qualidade, os queijos reconhecidos em todo o mundo com destaque para o nosso Serra da Estrela, os vinhos e os doces conventuais”.

Um chef de Oliveira do Hospital está a dar a conhecer a gastronomia portuguesa pela EuropaApesar do sucesso que tem conhecido, João Quaresma, não esconde o desejo de regressar às origens. Diz mesmo que tem em mente projectos ligados ao turismo e à gastronomia para desenvolver no concelho. “Tenho realizado alguns eventos em Oliveira do Hospital, mas sei que o meu projecto está mais direccionado para meios maiores como Coimbra ou Lisboa, onde tenho feito a maioria dos eventos. Mas para novos planos acho que Oliveira tem todas as condições para que possa desenvolver a minha actividade. Tenho pensado na realização de um projecto de gastronomia e turismo para desenvolver no concelho de Oliveira do Hospital. Acredito que a visibilidade da minha actividade possa trazer algumas oportunidades de trabalho, que vou aproveitar claro, mas sempre com a ideia firme que é em Oliveira do Hospital que serei realmente feliz, pessoal e profissionalmente falando”, concluiu.

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  • João Dinis Jano

    Jano

    Olá “Chef”. Faça aí a essess esfomeados – bom aqueles que têm a mania de fazer dietas e não aos esfomeados -esfomeados que aliás abundam em Paris – dê-lhes, dizia eu, um bom cozido à portuguesa ou uns bons rojões – tudo bem regado com um tinto acima de 13 graus – ponha-os a pagar bem no final. A seguir , não deixem que eles se atirem do cimo da Torre Eifel – que os gajos vão ficar deprimidos por pensrem que nunca mais vão comer ciisas dessas…
    Cá por mim, ó “Chef” – tá-se em Paris – não arranja por aí uma francesinha ” à la maniére”, enfim, nem que fosse cá pra nós os dois ? Mas uma francesinha pra cada um de nós, claro.
    Jano

  • Via lá

    Chef aquele abraço, antes demais ignora o sem pescoço que escreveu aqui em baixo.

    Olha lá sem pescoço, mas será possível que além de comodista és parvo que chegue.
    Quando quiseres apenas por o teu nome na m*r*d escreve uma carta, não venhas para aqui usar essa linguagem fútil, “esfomeados” e passar a imagem que a malta do concelho é toda assim como tu, asno para não te chamar outra coisa.

    Aliás esse é um daqueles comentários dignos de serem APAGADOS.

    Fique aqui dito que o asno do sem pescoço não é a regra do concelho e como todos sabem cada concelho tem uma ovelha ranhosa já faz tempo que a descobrimos.

    Chef leva bem alto o nome de Portugal e do concelho.