Acrise económica e financeira, que nos atinge e ao Mundo é de enorme violência, por isso exige que tudo seja feito para salvaguardar o emprego.

Um concelho de alto risco em relação ao emprego

Para os que estão empregados o seu nível de vida não será afectado e em alguns casos até melhorará dada a forte descida nos juros à habitação, nos preços dos bens alimentares e no combustível. É de notar que Portugal é o 2º País do Mundo com o maior número de famílias com habitação própria, dizem as estatísticas que são 82%.

A inflação prevista é a mais baixa da Democracia portuguesa. Há uma preocupação que todos os cidadãos conscientes devem ter, que é com a possibilidade da subida vertiginosa do desemprego. As alternativas que existem é fazer tudo o que é possível para ajudar as empresas e por outro lado fomentar e incentivar o empreendedorismo, isto é, criar condições para que muitos criem o seu próprio emprego, ou empresa.

Há áreas em forte expansão, como as ligadas às questões ambientais, à eficiência energética, à utilização e valorização dos recursos naturais, às novas tecnologias, aos serviços etc. que não dependem das exportações.

Já várias vezes escrevi neste jornal que considero Oliveira do Hospital um Concelho de alto risco em relação ao emprego, dado que grande parte da actividade está ligada à exportação e com forte concorrência principalmente dos Países emergentes China, Índia e África.

Também muitas vezes falei, porque o considero há muito como a principal prioridade, na criação de uma verdadeira zona industrial que cative o investimento. Essa zona industrial deve obedecer a critérios que envolvam um novo dinamismo empresarial no Concelho. Hoje, essa zona além dos terrenos infra-estruturados com água, esgotos, electricidade deve incluir creche, centro de negócios, incubadora de empresas, cantina, centro de formação profissional etc. Repito, este projecto será a prioridade das prioridades para quem ambicionar seriamente o desenvolvimento do Concelho.

É notório que esta Câmara vive à margem de uma estratégia de desenvolvimento e com uma despreocupação em relação à fixação das pessoas e à diversificação do tecido produtivo. Penso que esta crise preocupa qualquer cidadão responsável. Adivinho que os empresários ligados às exportações estão a dormir muito mal. Como ficaria bem à Câmara juntar os empresários, ouvi-los, organizar um dossier de quantos postos de trabalho representam, qual o volume de exportações, como podiam ser ajudados, que garantias tinha de que o volume financeiro necessitado suportaria o emprego, e negociá-lo com o Governo.

Somos dos Concelhos de Portugal com maior número de postos de trabalho ligados às confecções, que em grande parte dependem das exportações. Os empresários no Concelho deveriam deixar o individualismo e serem capazes de se reunirem e de se entreajudarem.

Aos que vão recorrer à criação do seu próprio emprego ou empresa esses não têm aqui as condições que lhe oferecem em todos os Concelhos circundantes. Oliveira do Hospital tem uma cultura empresarial com mais de 50 anos. Essa cultura não se adquire de um dia para o outro mas perde-se se não se criarem mais valias estruturais.

Que vale o Politécnico se não temos capacidade para absorver muitos dos seus utentes? O ensino superior não pode servir para alugar quartos ou servir refeições, ele forma cidadãos com elevadas qualificações e será um crime se o Concelho não criar condições para que alguns se possam fixar cá. As crises para muitos são oportunidades e com elas nascem novas empresas e novos projectos.

*Ex-Eurodeputado do PS

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