Aproxima-se um momento crucial para o futuro do concelho. Os militantes do Partido Social Democrata (PSD) vão ser chamados a pronunciar-se sobre o modelo que pretendem para o seu Partido. Ao fazê-lo, deverão pensar, em primeiro lugar, nas mudanças urgentes que é necessário implementar a nível político.

Um desafio para o futuro!

Estou convicto que uma grande maioria dos Oliveirenses anseia e exige uma mudança. Não só uma mudança ou alteração de nomes e personagens, mas sim uma efectiva alteração de comportamentos, de atitudes e sobretudo de valores.

Nos inúmeros contactos que tenho efectuado, um pouco por todo o concelho, capacito-me cada vez mais da necessidade de lutar para ajudar a conseguir esse objectivo.

À sua maneira, cada pessoa que tenho contactado tem demonstrado entender as traves mestras do projecto de desenvolvimento que defendo para o nosso concelho.

Humildemente, tenho sabido ouvir. Da recolha de diversas opiniões, tenho hoje uma visão mais clara dos problemas e do muito que efectivamente falta fazer.

O compromisso que assumi com inúmeros militantes e a certeza de que posso contribuir para a mudança levou-me a aceitar um novo desafio.

Irei recandidatar-me à liderança da Comissão Política de Secção do PSD de Oliveira do Hospital.

Ao fazê-lo, assumo determinados compromissos de honra que rompem definitivamente com anteriores posturas que visavam servir-se dos militantes para conseguirem exclusivamente o acesso ao poder. Nesta linha de pensamento e para além de determinadas iniciativas que tornam hoje este PSD um Partido diferente, destaco o facto de, em apenas dois anos, a estrutura partidária da qual tenho a honra de ser Presidente, ter passado de cerca de trezentos para aproximadamente mil e duzentos militantes. Este foi um dos principais objectivos deste mandato. A aposta foi ganha!

Hoje esta é uma força política respeitada e com possibilidade de exigir da parte do poder central outro tipo de contrapartidas.

Relativamente ao futuro e tal como sempre pensei, entendo que todos os militantes devem ser ouvidos, nomeadamente na concepção das grandes linhas programáticas de desenvolvimento do concelho. Entendo que os militantes se devem envolver e a sua opinião deve ser respeitada aquando da escolha das diversas equipas autárquicas candidatas às eleições de 2009 (Assembleia Municipal, Assembleias de Freguesia e Juntas de Freguesia).

Comigo, jamais os militantes terão um papel secundário, ou servirão exclusivamente para agitar as bandeiras ou pagar as cotas em momentos de conveniência.

Nesta perspectiva e tendo em conta a reflexão que proponho, a grande questão que se põe, neste momento, é saber se num passado recente e com outros protagonistas este processo foi seguido.

Com certeza que os nossos militantes não querem regressar ao passado assumindo um papel de meros espectadores. Julgo que, ao invés, todos devem colaborar e ter um papel activo em todo o processo político.

Qualquer cidadão, independentemente das suas convicções, poderá esperar da minha parte a máxima cordialidade, atenção e disponibilidade para saber ouvir e, na medida do possível, responder aos seus anseios. O conhecimento perfeito que hoje possuo das potencialidades e dos problemas do nosso concelho levam-me a pensar o seguinte:

• O capital humano que possuímos no concelho é de grande qualidade e merece ser mais estimulado.

• A aposta no desenvolvimento de todas as freguesias deve ser continuada, ampliada e melhorada com outros apoios e outra autonomia das Juntas de Freguesia.

• É urgente repensar novas estratégias, utilizando novos instrumentos de persuasão que favoreçam a concretização dos grandes desígnios do nosso concelho.

• É fundamental implementar uma política atractiva para com os nossos empresários que tenha como objectivo a criação de novas empresas e o consequente surgimento de novos postos de trabalho que possibilitem a fixação dos jovens, em condições dignas.

• É necessária uma atitude reivindicativa e firme contra o previsível encerramento dos diversos organismos de extrema importância para o bem-estar dos Oliveirenses.

• É essencial procurar consensos e pontes de entendimento com outros intervenientes políticos locais, com a sociedade civil, poder regional e central na definição e solução dos problemas que estão a provocar grandes constrangimentos ao desenvolvimento do concelho.

É por isso que eu penso que este período exige aos militantes do PSD uma reflexão serena. Todos devem fazê-lo com objectividade e sentido de responsabilidade.

É urgente recuperar a posição de prestígio que sempre tivemos na região e voltar a ser um exemplo de sucesso no poder local. Estou convicto que, no momento certo, os militantes tomarão a opção que melhor defenderá o seu futuro e o de todos os Oliveirenses.

José Carlos Mendes

LEIA TAMBÉM

“A Charanga” no Origens

O ORIGENS – Festival Cultural de Travanca de Lagos, em parceria com a OHsXXI – …

“Os Quatro e Meia” no ORIGENS

“Os Quatro e Meia” são o primeiro grupo escolhido neste festival de homenagem ao viver …