Certamente todos recordamos a história da Cinderela. Depois da morte do seu pai, Cinderela passou a viver sob as ordens da sua madrasta malvada.

 

Um por todos ou todos por um…

Um dia, com a ajuda da sua fada madrinha, a menina foi ao baile com um lindo vestido, mas, ao regressar a casa, Cinderela deixou na escada o seu sapatinho de cristal… Sabendo que o sapato era da menina que tinha dançado com o príncipe, este, rapidamente, ordenou que todas as jovens do reino experimentassem o sapato até encontrar a rapariga pela qual se tinha apaixonado naquela noite. O sapato só à Cinderela serviu e, descoberta, esta e o príncipe casaram e viveram felizes para sempre… Esta história serve para introduzir uma estratégia cada vez mais importante em marketing: a possibilidade da criação de produtos únicos e à medida de cada consumidor.

Longe vão os tempos em que as empresas se preocupavam apenas em produzir, pois a venda dos seus produtos estava garantida. Estávamos por volta dos anos 50 e as organizações, mesmo ignorando as diferenças que pudessem existir entre os diferentes consumidores, produziam em massa orientando todas as suas estratégias para o chamado “consumidor médio”. Cerca de vinte anos depois, este modelo entra em ruptura e chega-se à conclusão que começa a ser necessário dividir o mercado num certo número de subconjuntos, tão homogéneos quanto possível, para se começar a ajustar a oferta das empresas à procura dos consumidores. Este processo, denominado por segmentação, consiste nas empresas olharem para o mercado e seleccionarem conjuntos de pessoas com características muito semelhantes.

No entanto, a partir dos anos 90, com o surgimento de novas e mais agressivas formas de concorrência, tornou-se claro que as estratégias de marketing baseadas na segmentação dos mercados, por mais inovadoras que fossem, eram com muita frequência ineficazes. Assim, as empresas que desejavam ocupar um lugar de destaque na mente dos consumidores teriam, afinal, de começar a ter em consideração as particularidades de cada um dos indivíduos que compunham o mercado.

Uma vez que o consumidor hoje é mais exigente e, muitas vezes, já não se importa de pagar mais para ter um produto feito à sua medida, o marketing individualizado ou personalizado ganhou o seu terreno. Quer isto dizer que as empresas devem deixar de olhar para os consumidores como grupos de pessoas com características semelhantes e passar a ver esses mesmos consumidores como indivíduos únicos com as suas necessidades particulares. O consumidor é fiel a uma empresa que conhece os seus gostos, interesses e oferece-lhe precisamente aquilo de que ele precisava. Assim, a melhor forma de recompensar os clientes mais fiéis é dar-lhes algo extra, um pequeno bónus: um produto criado e ‘desenhado’ que responda precisamente aos seus gostos, a necessidades e desejos.

Através de uma pequena pesquisa pela internet verifica-se que esta tendência já é seguida pelos mais variados sectores de actividade, desde o ramo do calçado (Nike, Converse, Havaianas e Dr. Martens), à informática (Dell), ao sector automóvel (Mini, Chevrolet) ou à alimentação (Burguer king e Pizza Hut). Cada vez mais, as empresas proporcionam a todos os seus clientes um variado leque de cores, modelos e opções de personalização, para desta forma permitirem a criação de produtos únicos que vão de encontro às necessidades e gostos dos seus consumidores.

Tal como nos contos infantis, parece que, actualmente, já só as empresas que permitirem aos seus clientes a construção e personalização dos seus produtos poderão ficar para a história… com mais um final feliz.

sugestã[email protected]
Associação Nacional de Jovens Formadores e Docentes
(FORDOC)

LEIA TAMBÉM

Incêndio

Anda tudo a gozar connosco!!! Autor: Luís Lagos

Anda tudo a gozar connosco!!! Eu estou absolutamente farto!!! Fartinho!!! Haverá quem leia este post …

E porque digo eu que o Futebol Clube do Porto é a equipa de futebol mais próxima de jogar como faz o Real Madrid? Autor: João Dinis

Tipo “declaração de interesses”, digo que sou Benfiquista desde que me conheço (tenho 64 anos) …