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Um triste episódio na última Assembleia Municipal. Autor: Nuno Caetano

Entendo ser oportuno, por respeito a todos os oliveirenses e instituições que têm responsabilidade de servir os destinos do meu concelho, manifestar publicamente o meu profundo desagrado pela forma deselegante como fui tratado na última reunião de Assembleia Municipal. Fiz tudo no sentido de estar presente e participar na vida cívica do meu concelho, apesar dos constrangimentos provocados a nível profissional, pois considero que a marcação da reunião para as 14h 45m de uma sexta -feira, foi um horário desajustado e uma opção muito questionável.

Infelizmente vi-me impossibilitado de participar na plenitude das minhas funções por, alegadamente, não ter cumprido com o horário estipulado como era meu desejo. Numa atitude pouco ética, diria mesmo discriminatória, o Sr. Presidente da Assembleia Municipal não eleito, Sr. Dr. Rodrigues Gonçalves, entendeu cortar-me a possibilidade de exprimir as minhas opções enquanto eleito pelo Partido Social Democrata. Tal atitude revelou, além de uma desconsideração pessoal, um espírito antidemocrático e um sectarismo surpreendente, até porque casos similares não lhe mereceram o mesmo tipo de critério ou atitude. Foi um triste episódio!

Quero louvar e enaltecer a atitude manifestada pelo presidente da União das Juntas de Freguesia de Oliveira do Hospital e de S. Paio de Gramaços, Nuno Oliveira, que ao deparar-se com esta incoerência, pediu para que a sua presença não fosse considerada, uma vez que também tinha chegado atrasado. Lamento que aqueles que tanto exaltam as virtudes da democracia não consigam, na prática, ter uma atitude mais plural, mais aberta e mais humilde. Em Democracia o respeito pela diferença ideológica e pelos valores de cidadania são pilares basilares. Não é com atitudes incoerentes que se prestigia um órgão tão importante como o da Assembleia Municipal.

Acredito que com a presidência do anterior e legítimo presidente da Assembleia Municipal, Sr. António Lopes, este triste episódio não teria acontecido! Acredito ainda que a participação activa de todos os Oliveirenses na vida pública ou associativa far-se-á um futuro com outras ideias, outras atitudes e, por ventura, com outro tipo de políticas e com um espírito de tolerância democrática.

Pese embora estas dificuldades, continuarei a participar activamente na vida política do meu concelho!

nunoAutor: Nuno Caetano, eleito pelo PSD à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital

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  • António Lopes

    Nuno: Obrigado pela referência.Este é o “Estado a que isto chegou”. Acabo de compilar a saga da história da água, que vou enviar ao Senhor Presidente e a todos os membros da AM.:Fico na dúvida se o Senhor Presidente da Câmara é mal informado, se é ignorante, se é mau. Inclino-me para a última porque, tenho passado algumas horas a fazer o estudo dos custos receitas da factura da água, saneamento e RSU e depois das informações e números que me entregaram, no dia dez, as diferenças dos meus números para os da equipa Multidisciplinar(EMSAS) são 5166 00 euros nas taxas fixas e 28 mil euros na facturação.Com a informação que eu tinha considero que estava excepcionalmente certo. E eu já entreguei estes números em Fevereiro e Setembro.Mas o Senhor Presidente continua a falar de déficites que nunca existiram, no fornecimento destes serviços.Ou não lê, ou não quer ler, para poder continuar a dizer asneiras.Penso que é para esconder o déficite. O democrático, o déficite de estudo, o déficite de dedicação ao trabalho.Este pessoal é mais para festas e bola e para ofender os opositores… Esta política da água é para arranjarem verbas parva aquilo que gostam de fazer..! Festas..!O Senhor esteve bem e o Nuno Filipe deu uma aula de democracia e saber estar..Espero que eles tenham aprendido alguma coisa…

  • Descalar

    Demasiados factos, para tão pouca “roupa”.
    Provavelmente, anda alguma gente a brincar com isto tudo – e não são os donos disto tudo.
    A eleição, qualquer que seja – e resulte de voto secreto… – não guinda ninguém ao lugar de “deus” – mesmo menor.
    Cada vez mais, fruto do “nacional porreirismo”, aquilo que de , democrático, tem natureza, se transforma num imbecil e antidemocrático exercício de caciquismo.
    Esta parece ser, isso sim, a moda, no concelho de Oliveira do Hospital.