Uma estória do “Reizinho” que era (muito) maior que a própria sombra… Ou a estória do aprendiz de Deus que se queimou no delírio da arrogância… Autor: João Dinis

– “O Município sou eu !  A oposição sou eu !  As eleições sou eu !  Eu sou o nosso ´reizinho´ !   Só eu posso ser ´maior´ que eu próprio !  O quê ?!  Ousam manter a coluna vertebral ao alto e questionam as minhas ordens e ordenanças ? Então ficam sem subsídio ! … Ei ! Calem já esse gajo que disse que o ´reizinho´ vai nu !”…

Serve este intróito para lançar a curiosidade em saber quem é quem – quem é o “eu…eu…eu…” da estória, e porque é assim tão pretensamente “reizinho” o personagem…

Passemos à realidade:

A democraticidade deste processo eleitoral para as Autárquicas está manchada por demasiadas “nódoas” que escorrem através da promiscuidade entre a Câmara e várias Juntas de Freguesia e o PS e seus candidatos e vice-versa.  A questão é mesmo a de sabermos – e tudo vamos continuar a fazer para esclarecermos – onde começa a Câmara e acaba o PS local e vice-versa.

Para nós, democratas convictos, a questão, aqui, é a defesa da transparência e da democracia na decisão e na acção camarárias ! É mesmo a da transparência e da legitimidade – democráticas – nos gastos do “nosso” dinheiro público !  Assim:

1 – Como já dissemos, são os “artistas de regime” clonados entre vários espectáculos contratados por iniciativa ou interferência da Câmara e, depois, arregimentados para espectáculos e comícios do PS e seus principais candidatos…(ou vice-versa).

2 – Foram e ainda são múltiplas iniciativas das Autarquias em que os principais candidatos do PS fazem comícios atrás de comícios pelo PS  e suas candidaturas a pretexto de serem os autarcas em exercício…

3 – São os custos “milionários” com “almanaques publicitários” – ditos boletins municipais –  à acção da Câmara e do Presidente em exercício e candidato pelo PS…

4 – São as inadmissíveis e antidemocráticas ingerências directas da Câmara e dos principais candidatos do PS na vida de muitas Colectividades em que pressionam as Direcções a pretexto dos eventuais apoios Camarários a conceder-lhes e, assim, “ceifam” o direito constitucional à autonomia e à independência (partidárias) das Instituições do Concelho. O caso mais exemplar desse abuso continuado e antidemocrático – se não mesmo ilegal – está  acontecer numa Colectividade da zona da Cordinha.

5 – São as “facturas” directas e indirectas que fazem chegar àquelas Pessoas que, por este ou por aquele motivo, tiveram que apelar para os bons ofícios dos autarcas em prestarem serviços públicos que devem ser normais como direitos e não devem ser “cobrados” como sendo “favores especiais” como fazem crer aos mais indefesos.

6 – São a demagogia concreta e o espalhafato verbal e institucional que querem fazer passar como contrabando ao propagandeá-los como sendo “virtudes institucionais”.

7 – Sim, andam a “martelar” os votos !  Venha cá a “ASAE” destas “coisas” !

A grande mentira…

Durante o recente “espectáculo” de (mau) teatro montado na Casa da Cultura a pretexto de um debate entre os vários candidatos à Câmara, o candidato do PS – que dizendo-se “independente” quando lhe convém, todavia, é mais “militante” do PS que quase todos os militantes do PS juntos, deu-se ao desplante de exibir – perante  a passividade dos Órgãos de Comunicação Social que é suposto terem moderado o dito “debate” – dizíamos, deu-se ao desplante de exibir um comunicado anterior da CDU e a apelidá-lo de “mentiroso” a pretexto, cremos, de uma alusão nele feita quanto à “privatização” de alguns serviço municipais… Pois bem:

— Mesmo que o dito comunicado CDU tivesse algumas imprecisões, não era caso para aquela arrogância toda por parte do candidato do PS.

— Mas, já agora, diga-nos lá ele qual é o nome da empresa PRIVADA  a quem o Planalto Beirão concessionou a recolha do Lixo e qual foi o aumento que isso mesmo provocou na tarifa (ou na taxa) dos “Resíduos Sólidos”- vulgo recolha do Lixo  ?…        E qual é o nome da empresa PRIVADA  que faz a recolha das “lamas” das ETAR, recolha essa que peca por defeituosa as mais das vezes ?…

— E diga-nos qual é a diferença, em euros, ente a tarifa da água que a Câmara paga à empresa – por enquanto multimunicipal e participada – “Águas de Lisboa e Vale do Tejo” (que engoliu a  “Águas do Zêzere e Côa)  e a tarifa que os Oliveirenses pagam à Câmara ?  E diga-nos também por que especial razão é que continuamos amarrados – por ele enquanto Presidente da Câmara e seus “colegas” da nossas Região – a uma empresa dita de “Lisboa e Vale do Tejo” e ainda não foram capazes de constituir uma empresa Intermunicipal para prestar um serviço de natureza tão essencial como é o da obtenção e distribuição da Água Pública?

— E diga-nos ele, já agora, que manigâncias anda a cozinhar para “sangrar” o Centro de Saúde das Urgências (para já) para as entregar a uma entidade privada ?…

Depois, no dito “debate” (25 de Setembro), o candidato do PS portou-se como se fosse o tal “reizinho” da nossa introdução:- falou, falou e falou, atropelando todos e tudo, incluindo os jornalistas intervenientes.

Fez toda a sua demagogia do costume, enquanto pretendeu fazer de nós parvos… Note-se que, da nossa parte, tivemos que o interpelar da assistência indignados que ficámos com tamanha pesporrência e tanto pretensiosismo !

Mas aqui se afirma que afinal a “grande mentira”

é o IC 6 e, portanto, é a candidatura do candidato do PS à Câmara !

Desnecessário é descrever aqui todas as ameaças e mais ameaças de “guerras e guerrilhas”, de manif.s e cortes de estrada, que o candidato do PS fez nestas últimos anitos, embora depois nada disso tenha feito… e cá se continue sem IC 6 e quejandos…

E “jurou” ele e voltou a jurar que não se recandidataria caso o governo não mandasse fazer o IC 6…  Mas afinal cá o temos que aguentar como candidato sem IC 6 e sem honrar a palavra dada enquanto engrola uma conversa ridícula para se “justificar”.  Aliás, o fim do IC 6, no limite de Tábua, está agora é a servir de estaleiro às obras, ditas de “recuperação”, da “velhinha” Estrada da Beira…

Sim, esta é a grande e mais audível mentira…que o IC6, esse, está “invisível”…

“Caridoso” ou esbanjador compulsivo ?

O candidato do PS gosta de se auto-elogiar à pala de uns quantos “programas sociais” de entre outras opções. Sem todavia negar que ele fez avanços em relação a anteriores Presidentes de Câmara (em terra de “cegos” quem tem um olho é reizinho…), vamos lá a sintetizar:

1 – A Câmara Municipal tem executado uma média de 14 milhões de euros por ano, o que significa que, em 4 anos, foram gastos na ordem dos 56 milhões de euros enquanto os dois anos e meio iniciais deste mandato foram de “interregno” em termos de investimentos municipais significativos… Mas, enfim, com mais de 50 milhões gastos em 4 anos, alguma coisa teria a Câmara de ter feito, pudera…

2 – No âmbito dos propagandeados “protocolos” com as Juntas de Freguesia, a Câmara só tem transferido uns 600 mil euros por ano o que dá a “miséria” orçamental de menos de 5% do orçamento executado anualmente pela Câmara !

3 – o “Incentivo à Natalidade” pagou apenas 125 mil euros em 2016 – as Bolsas de Estudo menos de 40 mil euros – o “Casa Digna” foi “suspenso” durante mais do que um ano e só agora foi retomada a análise a novas candidaturas .

4 – E quanto custaram todas as festas e festarolas pagas pelo nosso dinheiro e patrocinadas directa ou indirectamente pela Câmara ?  Então, de cada vez que “eles” falam em números, saem números diferentes para além de exorbitantes…

5 – Ou seja, tendo em conta que o Orçamento (específico) total do candidato PS a estas eleições autárquicas deve furar os 100 mil euros – a que deveríamos somar os gastos “eleiçoeiros” com muitas e muitas iniciativas das autarquias dominadas pelo PS em Oliveira do Hospital – temos que esses gastos eleiçoeiros são astronómicos, e desnecessários e condenáveis.

5.1 – Ou seja, muito mais que “caridoso“, o candidato PS é, isso sim, um esbanjador compulsivo também do “nosso” dinheiro público!

A grande mentira política

Essa mentira é a pretensa “disputa” entre PS e CDS/PP em Oliveira do Hospital.  Dois exemplos:

— Um dos “slogans” propagandísticos” do CDS/PP é o de – “Construir o futuro”.  Um dos “slogans” do PS é – “Continuar a construir o futuro“… É pá, que coincidências!…

— A pretexto do tal “debate” entre os candidatos à Câmara, o candidato do CDS/PP à Assembleia Municipal, em escrito posterior, “só” se apercebeu da ausência do candidato do PSD…e não deu conta da arrogância, com pretensões a totalitarismo, do candidato do PS… “Estranho” nele, não é ?…

A finalizar

Os “carros de som” do PS apregoam um “slogan” onde berram:

– “ …Vote em …. (dizem o nome do candidatos PS…) A  ÚNICA  ESCOLHA !”…

Ora, dizer-se assim – “A  ÚNICA  ESCOLHA” – também significa que, de facto, não há verdadeira escolha… Ou seja, por cá se dizem daquelas que, dizem-nos, lá dizem pela Coreia do Norte…

Autor: João Dinis, Jano

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  • António Lopes

    E eu a pensar que o Jano nos ia dar uma novidade..! Camarada ando a dizer isso tudo desde ainda no outro mandato.Mas, afinal, porque bati eu com a porta dois meses depois de uma estrondosa vitória..? Acaso na Assembleia onde fui “destituído”,não foi o Senhor Presidente da Câmara que, legalmente, ali está apenas para responder às interpelações dos eleitos à Assembleia Municipal, quem “comandou” as hostes..? Mas, o presidente da Câmara conhece a lei..? A CADA e a CNE já se pronunciaram…

  • João Paulo Albuquerque

    Prof. João Dinis;

    Concordo plenamente com o que escreveu.
    Tenho escrito muito sobre estas situações, que aqui tão bem descreveu.
    Compreende de certeza, que embora como político poderia ponderar ir aquele comício do PS (que chamaram debate), mas como homem, que tem vindo há quase oito anos até à data, a defender uma mudança de rumo, não podia deixar-se levar por aquele tal “caminho certo” para a desgraça, que o único “futuro que construiam” era de miséria.
    Homem, serei sempre. Na política estarei quando necessário.

    Abraço
    João Paulo Albuquerque