Unidade Móvel de Saúde já é realidade em Oliveira do Hospital

… está apta para fazer chegar a assistência junto das populações mais afastadas e prestar socorro em situação de catástrofe.

“Damos o exemplo de que não nos resignamos ao encerramento dos serviços públicos no interior”, afirmou há instantes o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, notando que a recente aposta que envolve a Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD) e a autarquia são exemplo de como o município está ao lado das suas populações, em particular das suas gentes mais desprotegidas.

Dando cumprimento àquela que foi uma promessa da sua campanha eleitoral, José Carlos Alexandrino disse ser esta uma forma de o município assegurar aquelas que são as obrigações do poder central, na área de prestação de cuidados de saúde à população. “O município não é responsável na área da saúde”, esclarece o autarca, sossegando contudo as populações com a certeza de que o executivo não as deixará desprotegidas, tendo em conta aquele que é o seu compromisso de “proximidade” para com os oliveirenses. “A nossa prioridade são as pessoas”, reforçou o autarca, deixando claro que a viatura hoje apresentada não vai resumir a sua atividade ao concelho oliveirense, estando ao dispor de toda a região da Beira Serra e do país.

Apetrechada de todos os elementos necessários ao suporte avançado de vida, a Unidade Móvel de Saúde vai, numa fase experimental de três meses, prestar cuidados de saúde junto de populações mais distanciadas e envelhecidas, onde os meios de transporte também são escassos. Do mesmo modo, a viatura está apetrechada para prestar socorro a vários níveis, incluindo numa situação de catástrofe natural.

“É um quase mini hospital de campanha”, referiu o presidente do CA da FAAD, considerando pertinente a aposta na nova resposta de saúde, tendo em conta os acidentes graves recentemente ocorridos na EN17 e as notícias de catástrofe, um pouco por todo lado, decorrente das alterações climáticas. “É uma unidade móvel valiosa”, entende o clínico, destacando a boa articulação que a viatura pode vir a ter com a tenda de campanha da proteção civil, composta por oito camas.

“É dada concretização a um projeto inovador no território”, teve oportunidade de registar o presidente da ADIBER, entidade que financiou a unidade móvel de saúde em 75 por cento, num investimento total de 108 mil Euros.

Miguel Ventura recuou no tempo para lembrar que esta era uma ambição da ADIBER, que chegou a apelidar de “ideia peregrina para quebrar o isolamento geográfico das populações e levar a assistência médica aos desprotegidos”. “Há 14 anos não foi possível e cumpre-se hoje um velho anseio da ADIBER”, registou o responsável louvando a medida numa altura em que se “assiste ao encerramento dos serviços”.

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