O cheiro a esgoto que emana da zona próxima do Santuário de Nossa Senhora das Preces, onde há mais de 20 anos foi localizada a fossa séptica, que serve ...

Vale de Maceira reclama por limpeza de fossa séptica e numeração nas portas das habitações

…a localidade de Vale de Maceira, freguesia de Aldeia das Dez, está a deixar a população em alvoroço.

O enorme silvado a que o esgoto – segundo populares – serve de alimento impede que se veja o real estado da fossa séptica, mas a indicação dada ao correiodabeiraserra.com é de que a mesma está a vazar e que as águas residuais estão a escorrer para a ribeira que se encontra nas proximidades.

De acordo com alguns habitantes, a fossa terá sido limpa uma vez “mas já há muitos anos”. “As silvas aqui até têm outra força, do outro lado já lá não vê silvado nenhum”, referiu Armando dos Santos Dias, considerando que “devia ser obrigatório limpar a fossa”.

Localizada a escassos metros do Santuário e à beira de um caminho de acesso a terrenos de cultivo, a fossa tem dado que falar em Vale de Maceira porque – como referiu aquele habitante local – “há dias em que o cheiro é insuportável”. “E quando o vento muda ainda é pior”, acrescentou, ao mesmo tempo que lamentou que isto esteja a acontecer num local tão visitado como é o Santuário. “Agora há máquinas para tudo. Não era de virem cá fazer uma limpeza?”, sustentou, sublinhando que a população já alertou o presidente da Junta de Freguesia de Aldeia das Dez por várias vezes.

“O presidente da Junta sabe, mas é a mesma coisa que nada”, disse António Mendes Correia, habitante de Vale de Maceira que também vai alternando residência com Paço de Arcos, mostrando-se preocupado, sobretudo, com o mau cheiro que afecta o santuário.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o presidente da Junta de Freguesia de Aldeia das Dez desvalorizou o alarmismo e sossegou a população informando que – segundo os técnicos da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital – a fossa não está vazar, sendo no entanto normal que alguns líquidos acabem por escorrer.

Sobre os maus cheiros referiu que “qualquer fossa séptica está sujeita a isso, tal como acontece com uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR)”. Justifica o silvado com as alterações climáticas que se têm feito sentir e com o facto de aquele ser um local húmido devido à existência da fossa.

“Não vale de nada haver nomes nas ruas, se não há números nas portas”

Com pouco mais de duas dezenas de habitantes, Vale de Maceira continua a esperara pela numeração das casas. As ruas estão identificadas, mas continuam a faltar os números nas portas das habitações.

“O carteiro está sempre a avisar porque não vale de nada haver nomes nas ruas, se não existem números nas portas”, referiu Armando dos Santos Dias que disse também não concordar com o método de entregar as cartas a outras pessoas que não são as destinatárias.

“Há muita gente que não gosta disso”, acrescentou, realçando que a situação tende a agravar quando há mudança de carteiro. “Quando cá anda algum tempo seguido já conhece toda a gente, mas quando muda o carteiro não sabe onde o colocar as cartas”, contou.

Ao correiodabeiraserra.com, António Mendes Correia disse até compreender a inexistência de números porque “o pessoal é todo conhecido”. No entanto não deixou de considerar que seria “uma mais valia porque os carteiros andam sempre a mudar”.

De entre as preocupações dos habitantes de Vale de Maceira destaca-se também o mau estado em que se encontra a cobertura do lavadouro público da localidade. “Estão sempre a cair bocados de cimento, os ferros até já estão à mostra”, contou um popular, sublinhando que “se lá calhasse a estar alguém, matavam uma pessoa”. Segundo contou, a antiga presidente da Junta de Freguesia chegou a colocar um edital a dizer que não se responsabilizava pelos danos ali ocorridos. “Já lá está outro presidente e continua tudo na mesma. Ele diz que é preciso fazer-se um projecto, mas até agora não há nada feito”, disse o habitante local, sublinhando que o lavadouro continua a ser usado pela população.

Numeração das portas deve chegar “ainda este mês”

A identificação das moradias por números está – segundo António Dinis – prestes a ficar resolvida. “O trabalho está a ser efectuado”, garantiu o presidente da Junta de Freguesia, acrescentando que “as pessoas irão receber os dísticos com os números ainda este mês”.

Já no que toca à cobertura do lavadouro, Dinis adiantou que está a decorrer a fase de elaboração do projecto. E deixou a garantia de que caso não se avance com a requalificação de todo o espaço, a autarquia optará pela retirada total da cobertura para evitar danos. Mas tranquilizou a população, sublinhando que apesar do mau estado, “não há perigo de derrocada”.

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