Verdes questionam Governo sobre ausência de ligação de fossas sépticas à ETAR de Meruje

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”, através do deputado José Luís Ferreira, entregou na Assembleia da República questões ao Governo sobre o funcionamento da ETAR de Meruge, concelho de Oliveira do Hospital, e a falta de tratamento de parte dos efluentes da Freguesia que são encaminhados, sem tratamento, para o rio Cobral. O deputado quer saber, por parte Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e Energia, se a ETAR, que custou 1,5 milhões de euros está a ser rentabilizada, quando recebe apenas um terço dos efluentes da Freguesia de Meruge, devido à falta da ligação de duas fossas sépticas e ainda para quando está prevista, pela Águas do Zêzere Côa, a execução da ligação de mais duas fossas sépticas já projectadas na revisão do contrato de concessão da ETAR.

Os Verdes recordam que em Janeiro de 2013 visitaram a ETAR de Meruge, na altura em construção, que a Junta de Freguesia lhes demonstrou “preocupação pelos atrasos na conclusão da obra e sobre a necessidade de ligação de mais duas fossas localizadas na povoação de Meruge à respectiva ETAR, não previstas no contrato de concessão”. Lembram que, na altura, questionaram a tutela e receberam como resposta que o contrato de concessão da ETAR de Meruge apenas contemplava a execução de duas das quatro ligações à ETAR, através de Estações Elevatórias de Águas Residuais (EEAR), uma localizada na povoação de Meruge e outra em Nogueirinha, assim como os respectivos emissários gravíticos e condutas elevatórias. Mas, garantem, que na mesma resposta, o ministério referia que “aquando da revisão do contrato de concessão, foi projectada a ligação de mais duas fossas sépticas em Meruge a serem executadas em empreitada futura”, de forma a servir toda a povoação.

No entanto, sublinham, em Janeiro deste ano, no âmbito das Jornadas Ecologistas que o PEV está a promover pelo país, uma delegação de “Os Verdes”, deslocou-se novamente a Meruge, tendo recebido novamente queixas da junta de freguesia por dois terços dos efluentes continuarem sem tratamento, em resultado da falta de ligação duas fossas sépticas da povoação de Meruge à ETAR local.

“Para além de ser uma situação indesejável do ponto de vista ambiental e de saúde pública, pois os efluentes que passam pelas duas fossas sépticas são encaminhados sem tratamento para o rio Cobral, é do ponto de vista económico um desperdício de recursos públicos, pois a inexistência de ligação das duas fossas sépticas, orçamentadas em 150 000 euros, sub-rentabiliza o investimento público de cerca de 1,5 milhões de euros despendido com a ETAR de Meruge”, concluem os elementos daquela força política.

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